quarta-feira, 20 de julho de 2011

A oração no nosso relacionamento com Deus

                                         
                                         


“Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, se­jam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela ora­ção e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vos­sa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4. 6-7).

Me sentei diante do meu computador nesta segunda-feira, para escrever sobre a fé no nosso relacionamento com Deus. Tinha o esboço de um artigo pronto para publicar, comecei então a pesquisar imagens para ilustrar o que iria dizer, mas ao me deparar com o texto a seguir, do Pr Bill Hybels, não pude ignora-lo. Eu li, fui profundamente tocado a rever a minha vida de oração e decidi compartilhar com você, querido leitor, pare, leia e pense se o que esta escrito não faz todo sentido.


A oração um ato antinatural

A oração não faz parte de nossa orgulhosa natureza humana. No entanto, em algum momento, quase todos nós chegamos ao ponto em que caímos de joelhos, inclinamos a cabeça, fixa­mos nossa atenção em Deus e oramos. Podemos até nos certifi­car de que ninguém esteja olhando, podemos ficar envergo­nhados, mas, a despeito de tudo isto, nós oramos.

Há vinte anos comecei a separar um tempo para orar e minha vida de oração tem sido transformada. Minha maior satisfação não é uma lista de respostas miraculosas às minhas orações, embora tenha tido respostas maravilhosas. A maior emoção tem sido a diferença qualitativa em meu relacionamento com Deus. 

Meu relacionamento com Deus era um tanto ocasional. Não nos reuníamos para conversar com muita frequência. Agora, no entanto, todas as manhãs, passamos muito tempo juntos, por um longo período, não em conversas apressadas, mas em diálogo introspectivo, significativo. É como se eu tivesse passa­do a conhecer melhor a Deus desde que comecei a orar.

Se o Espírito Santo o está dirigindo a aprender mais a respeito da oração, com certeza você irá embarcar em uma aventura maravilhosa. À medida em que você for se fortalecendo na ora­ção, Deus irá se revelando mais e mais, soprando da vida dele em seu espírito. Atente para as minhas palavras: sua experiên­cia com a oração lhe trará mais satisfação e recompensa do que as respostas que você, com certeza, receberá. Comunhão com Deus, fé, segurança, paz, conforto, você se apossará destes sentimentos maravilhosos enquanto vai aprendendo a orar.

Através da oração Deus nos concede sua paz e este é um dos motivos pelos quais até as pessoas auto-suficientes caem de joe­lhos e derramam seus corações diante dele. No entanto, há um outro motivo. As pessoas são levadas a orar porque sabem que o poder de Deus flui, em primeiro lugar, para aqueles que oram.
Um grande número de textos bíblicos ensina que nosso Todo-Poderoso e Onipotente Deus está pronto, desejoso e apto para responder às orações de seus fiéis. Os milagres do êxodo de Israel do Egito e a jornada para a Terra Prometida foram respos­tas de oração. Como, também, os milagres de Jesus aquietando tempestades, providenciando alimento, curando enfermos e ressuscitando os mortos. À medida que a Igreja foi se constitu­indo, crescendo e se espalhando pelo mundo, Deus continuou a responder às contínuas orações dos cristãos buscando cura e livramento.
O poder de Deus é capaz de transformar circunstâncias e re­lacionamentos. Pode nos ajudar a enfrentar as lutas diárias.
Cura problemas físicos e psicológicos, remove obstáculos no casamento, supre necessidades financeiras, em suma, o poder de Deus opera em qualquer tipo de dificuldade, dúvida ou de­sânimo.
Alguém já disse que quando trabalhamos, nós trabalhamos, mas quando oramos, Deus trabalha. Seu poder sobrenatural encontra-se à disposição de pessoas que oram, convencidas até o âmago de que Ele se importa com elas. Os céticos podem argumentar que orações respondidas não passam de coinci­dências, como um arcebispo inglês comentou: “É impressio­nante como ocorrem coincidências quando se começa a orar.”

Mãos erguidas para o céu
Uma história do Antigo Testamento me convenceu, mais do que qualquer outro texto bíblico, que a oração traz resultados significativos. Encontra-se em Êxodo 17.8-13:
Então, veio Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim. Com isso, ordenou Moisés a Josué: “Escolhe-nos homens, e sai, e peleja contra Amaleque; amanhã, estarei eu no cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão.”
Fez Josué como Moisés lhe dissera e pelejou contra Amaleque; Moisés, porém, Arão e Hur subiram ao cume do outeiro. Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assen­tou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado, e o outro, do outro: assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol. E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo ao fio da espada.
Moisés, o famoso líder de Israel, viu-se diante de uma crise. O exército inimigo aproximara-se do acampamento dos israelitas no deserto, pronto para derrotá-los.
Moisés, então, convoca o comandante mais hábil para discutirem a estratégia militar. Depois de tudo planejado, ele explica como será o ataque: “Josué, reúna amanhã nossos melhores soldados e leve-os até a planície, ao encontro do inimigo. Lute com coragem. Eu irei com dois homens até o alto do outeiro e erguerei minhas mãos para o céu. Orarei a Deus para que der­rame coragem, bravura, harmonia e proteção sobrenatural so­bre nossas tropas. Vamos ver como Deus vai operar.”

O poder de Deus é liberado
Josué concorda. Ele crê na oração e preferia receber o apoio da oração de Moisés do que seu apoio militar. Ocorre que, quando as mãos de Moisés estão levantadas para o céu, as tropas de Josué prevalecem na batalha, lutando com força divina e rechaçando o inimigo.
Como é de se esperar, no entanto, os braços de Moisés tor­nam-se cansados. Ele os deixa cair ao longo do corpo e põe-se a caminhar pelo outeiro, observando a batalha. Para seu pavor, o curso da batalha muda bem diante de seus olhos. As tropas de Josué estão sendo atingidas; o inimigo vai ganhando terre­no.
Moisés ergue novamente os braços para o céu e leva o proble­ma para o Senhor. Na mesma hora o ímpeto de luta mais uma vez volta em Josué e nos israelitas e os inimigos são repelidos. Então Moisés entende. Ele precisa manter os braços erguidos para o céu, em oração, se quiser abrir a porta para a interven­ção sobrenatural de Deus no campo de batalha.
Moisés descobriu naquele dia que o poder predominante de Deus é liberado através da oração. Quando eu comecei a orar com fervor, descobri a mesma coisa. Em resumo, se você está propenso a convidar Deus a se envolver em seus desafios diári­os, vai experimentar o poder predominante dele, em seu lar, nos relacionamentos, no trabalho, na escola, na igreja e onde for mais necessário.
Este poder pode se manifestar em forma de sabedoria, uma solução muito importante que você não consegue encontrar sozinho. Pode se manifestar em forma de coragem, em um grau bem maior do que você jamais vivenciou. Pode se manifestar em forma de confiança ou perseverança, de poder de resistên­cia incomum, de mudança de atitude em relação ao cônjuge, aos filhos ou pais, ou circunstâncias alteradas e talvez de mila­gres inconfundíveis. Qualquer que seja sua manifestação, o poder predominante de Deus é liberado nas vidas de pessoas que oram.
Sei que Deus responde as orações. Ele responde as minhas e responderá as suas também. Mais que isto, Ele deseja ouvi-lo. Sua experiência de oração começa com a disposição de Deus em ouvir você.


                                                                     Pr Bill Hybels

FONTE DO TEXTO: SITE DO PR DERVILE

                         



                   

terça-feira, 19 de julho de 2011

Otimismo e esperança no nosso relacionamento com a vida

                                       




Disse Jesus: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele.
                                                                                                               Lucas 18.17

Existem muitas características nas crianças que me encantam.

Uma delas é a capacidade que elas tem de perdoar, de esquecer quem as magoou ou feriu, dando as pessoas sempre uma nova chance de se aproximar e se relacionar com elas.

A capacidade que a criança tem de fazer novos amigos em novos ambientes também me encantam, a forma como  lidam com os novos conhecidos, sem preconceito ou racismo, pois as crianças antes de serem contaminados pela malícia dos adultos, enxergam todas as outras de sua faixa etária como iguais.

É marcante para mim também a pureza infantil, aquela inocência que é tão comum diante de tudo na vida, pureza que as torna dóceis, encantadoras, simples e meigas, como são lindas as crianças.

Observando as criancinhas, começo entender o porque que Jesus nos instigou a parecermos com elas.

Tenho certeza que dentro de cada adulto existe uma criança, medrosa, arredia, assustada escondida.

Mas, se todos nós nascemos crianças, dóceis, puras, meigas, perdoadoras e encantadoras, o que aconteceu com a gente, como nós nos tornamos tão agressivos, intolerantes, maliciosos e amargos?

A resposta esta nos relacionamentos que vivenciamos e na forma como fomos afetados por eles.

Aos poucos feridas internas foram se abrindo e o melhor que tínhamos foi aos poucos sendo degradado e enterrado.

No no nosso relacionamento com Deus, Jesus através de seus princípios e valores, quer incutir em nós novamente, esta natureza infantil.

Não é para nos tornarmos crianças de novo literalmente mas para conceder a nós adultos, os atributos que mesmo na vida madura, nos trarão otimismo e esperança.

A vida é dura e difícil, se olharmos ao nosso redor, veremos tanta coisa ruim e negativa que a amargura, o desalento e a angustia, se tornarão para nós parceiras eternas.

A fome de milhares de miseráveis, que não tem o mínimo para sua subsistência, a violência na sociedade que a cada dia aumenta avassaladoramente, a corrupção na política levando os que tem que legislar para o bem comum, a atuar apenas para seus próprios interesses, a criminalidade que alcança índices mundiais nunca vistos em outras épocas e tantos outros fatores, trazem desalento aos nossos corações.

Todavia se olharmos para o mundo com esperança e otimismo, vamos ver milhões de pessoas de bem, empenhados em projetos sociais, científicos, educacionais e até espirituais, agindo na contra-mão dos maus, plantando sementes e colhendo frutos motivados por estas duas atitudes: otimismo e esperança.

Você que é do bem, não está sozinho.
Você tem milhares de pessoas que pensam igual ou semelhante a você.
Não desista, vá em frente, continue a sua caminhada, a sua jornada terá uma grande recompensa.
Com o auxilio divino, ninguém vai te parar na sua trajetória de vida, Deus é contigo.

"Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, com certeza voltará sorrindo trazendo consigo os seus molhos."                                              Salmos 126.6

                               

                                                   

domingo, 10 de julho de 2011

Nosso relacionamento com a vida: os sonhos

                             

                        
                      



 O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.
                                                                                         Elleanor Roosevelt

Nunca se afaste de seus sonhos. Porque se eles forem, você continuara vivendo, mas terá deixado de existir.
                                                                                        Mark Twain

Mais facilmente se julgaria um homem segundo os seus sonhos do que segundo os seus pensamentos.
                                                                                           Victor Hugo
                                                                                                 
A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.
                                                                                       
                                                                                              Augusto dos Anjos.


       




A LAGARTA QUE SONHAVA QUE UM DIA IA VOAR

Era uma vez uma lagarta, feia, asquerosa e nojenta, aos olhos das pessoas.
Ela era ridicularizada por outros seres do mundo animal.
Era chamada de lenta, ser ignóbil, asquerosa e horrível.

Este ser tão "repulsivo" trazia dentro de si um sonho.
Desejava ardentemente um dia poder voar.
Com este sonho e com este anseio na alma, era comum vê-ela subindo nas árvores.
Subia pelo tronco e se alojava nos mais altos galhos.
De lá de cima seu passatempo predileto, era observar os pássaros em seus voos gloriosos.
Observar os passarinhos em seus mergulhos na imensidão do céu lhe traziam enorme prazer.

Contudo quando a lagarta olhava para sua condição, ficava triste imaginando seu futuro.
Futuro incerto e imprevisível, imaginava formas de um dia decolar e voar pelo céu azul.
Quando cansava de pensar, exausta e fadigada de tanto escalar árvores, caia no sono e adormecia.
Mas mesmo dormindo, o sonho a perseguia, enquanto dormia, via seu desejo virar realidade.
Se encontrava voando, voando o mais alto possível.
Pousando em flores, plantas, árvores e outras coisas, ia seguindo seu plano de voo.
Mas ao acordar, como era dura a realidade. Se via só, no galho aonde adormecera.
Ficava triste em viver como um ser rastejante, desprezada e até humilhada.

Um dia a lagarta acordou muito mal.
Notou que algo estava acontecendo.
Pensou que ia morrer, sentia-se estranha e foi se esconder.
Percebeu que sua pele estava se tornando um casulo.
Achou que a Mãe Natureza iria sepulta-la dentro dele.
Se encolheu o máximo e ali apagou, já não via mais nada.


Enquanto dormia, pensando que fosse o sono da morte, voltou a sonhar.
Sonhava novamente podendo voar e voar tão alto como nunca conseguiu em nenhum sonho.

De repente a lagarta acordou, estava em trevas, tudo escuro.
Notou que o casulo se fechara completamente.
Não querendo ficar para sempre ali, ela lutou para sair, e fazendo muita força deu um salto.

Ao saltar para fora do casulo, achou que ainda sonhava.
Porque quando pulou, em vez de rastejar ela voou, baixo, mas voou.


Se aventurou em um segundo voo e conseguiu ir mais alto.
Que surpresa! Ao olhar para si não viu mais uma lagarta.
Agora ela era uma linda borboleta.
O que ela pensou ser a morte, era uma metamorfose, era apenas um processo.
Processo para tira-la do chão e leava-la as nuvens.

                                              
As vezes temos sonhos na vida que parecem utópicos, porém só o tempo revelará se eles são utopias ou não.

Sonhe e ouse sonhar, porque dificilmente alguém irá além dos seus próprios sonhos.

                         





sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nosso relacionamento com a morte

                              


"Ao homem esta ordenado morrer uma só vez..."
                                                      Carta aos Hebreus 9.27

"Somente aqueles que estão preparados para morrer estão realmente preparados para viver."
                                                                                                  Billy Graham

"As estatísticas sobre a morte são impressionantes, a cada pessoa morre uma."
                                                                                    George Bernard Shaw

"O último inimigo  a ser destruido é a morte..."
                                                                        Apóstolo Paulo


Todos nós sabemos que um dia vamos morrer, a única dúvida que paira é como morreremos, quando morreremos e onde morreremos.
Todo dia morrem milhões de pessoas em todo o mundo, crianças, jovens, adultos e idosos.
Morre o sábio e morre também o ignorante, morre o rico mas também morre o pobre.
Morrem doentes mas também morrem os saudáveis.
Morrem homens mas também morrem mulheres.
A dúvida continua no ar, quando irei, como irei e onde estarei?

Talvez você nunca parou para pensar nisto mas você é feito do mesmo material que eu, portanto é finito e tem sua existência limitada, tanto quanto a minha.

Meu pai de saudosa memória já dizia do alto de sua sabedoria popular:
- Meu filho Davi, quem não for novo, na velhice não escapa!
E como ele tinha razão, aos setenta e dois anos sua vida foi encerrada por uma broncopneumonia, em 11 de  fevereiro de 2003.

Acredito com toda certeza de minha alma, que nossa preocupação maior não deve ser com a morte mas com a vida, porém a forma que encaramos a morte definirá a maneira que viveremos a vida, por isso devemos de vez em quando parar para refletir sobre ela.

Os espíritas acreditam na reencarnação, crença que ensina que o espírito que existe dentro do homem sobrevive a morte e volta a nossa existência física, reencarnado em outro corpo, em um  bebê, em uma nova vida, em uma nova oportunidade de evoluir sua parte espiritual.

Os testemunhas de Jeová acreditam que o sangue é a alma, este morre junto com o corpo e que somente os que obedeceram a Deus em vida vão voltar fisicamente para habitar o planeta.  Depois da ressurreição dos justos, Jeová transformará toda a terra dando a este a aparência do Éden do livro de Gênesis, um novo Paraíso.

Existem diversas outras doutrinas, credos e religiões que tentam de alguma forma explicar o que se passa após a morte. Outros se inspiram em supostas visões de anjos que lhe trouxeram "revelações" sobre a vida pós-morte.
 Nós os cristãos evangélicos, fundamentamos nossas crenças na bíblia sagrada, assim cremos que o homem foi feito com uma parte material, que é o corpo, e quando este morre volta ao pó:

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
                                                                                                                                 Eclesiastes 9.10

E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
                                                                                                                                    Eclesiastes 12.7

Contudo cremos também que o homem possui uma parte imortal que sobrevive a morte, que chamamos de alma e espírito:

Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;
E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.
E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.
E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.
E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai
Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. 
                                                                           Lucas 16. 19-28                           
Cremos também na ressurreição física e corpórea que um dia acontecerá para todos os que aceitaram a Jesus Cristo, como seu único e suficiente Salvador. O próprio Jesus foi o primeiro a ressucitar e temos garantias bíblicas que aquele que nele crê um dia também terá este privilégio. Aquele que creu em suas palavras e fez de seus mandamentos um estilo de vida, viverá para sempre com ele em um reino de Justiça, paz e alegria por toda a eternidade:

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
                                            1 coríntios 15.3-4

E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que 

dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu 

Espírito que em vós habita. Romanos 8.11

Agora, independente de qual seja sua crença com relação a morte, eu te convido a rever seus relacionamentos, repensar sua vida, pois um dia todos nós teremos que dar adeus a essa existência e qual será o teu legado para quem você ama?

Como as pessoas vão lembrar de você? Que impressão você deixará gravada na mente delas?

E a vida pós-morte? talvez você diga que ninguém voltou para dizer como é, tudo bem, mas e se o que a bíblia diz for verdade sobre a eternidade com Deus?

Jesus disse: -Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim. João 14.6

                          

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Missão integral: como deve ser o nosso relacionamento como igreja com a humanidade



                                                   


Missão Integral, este é o tema que a CPAD, através de sua lição para jovens e adultos deste trimestre, traz para a nossa meditação e edificação espiritual durante as próximas semanas.

O tema é relevante e atual, pois vai tratar dos nossos relacionamentos, como Igreja de Jesus Cristo aqui na terra numa cosmovisão mais ampla do que aquela que estamos acostumados a lidar.

 Não serão valorizados apenas os aspectos espirituais de nossa missão, mas as lições darão ênfase também a outros temas, que fazem parte de nossa mordomia cristã.

A Missão Integral, coloca o cristão como agente transformador da sociedade, levando este não só pregar o evangelho de Jesus mas a ver suas obrigações de forma holística ou geral, sendo assim enquanto se anuncia o Reino de Deus pela pregação, a igreja encara como parte de suas obrigações, tratar com o ser humano na sua totalidade, espírito, alma e corpo, tendo em vista os seus anseios mais íntimos, desejos e necessidades espirituais, psicológicas e fisiológicas.

É primordial que a igreja entenda que a cristandade primitiva, cuja história esta relatada no livro de Atos dos Apóstolos, estava comprometida com a Missão Integral, assim pregava a Jesus Cristo e a sua ressurreição, anunciava seu reino presente no coração dos que criam nas boas novas salvíficas, encorajavam os novos convertidos a aguardarem sua volta para buscar seu povo porém não se esqueciam de cuidar do orfão, da viúva e de socorrer os necessitados.

Procuravam também demonstrar o senhorio de Cristo em seu viver através do caráter transformado pela influência do Espírito Santo, que veio sobre eles no dia de pentecostes, gerando frutos dignos de arrependimento, praticando o perdão, sendo humildes, bondosos, mansos e misericordiosos.

A Missão Integral vem "jogar um balde de água fria" na Teologia da Prosperidade, tão alardeada em muitos púlpitos evangélicos da atualidade, pois tal teologia enfatiza que o homem deve ser rico, próspero e sempre saudável  pois sua mensagem é sempre egoísta e egocêntrica, já a Missão Integral visa nos conscientizar de nossas obrigações em sermos solidários para com a dor alheia, dando pão para quem tem fome e água para quem tem sede, teto para os desabrigados e roupa para quem tem frio, nos tornando mais centrados nos problemas do próximo e menos nas nossas ambições pessoais.

Querer prosperar nunca foi um erro, a própria bíblia sagrada é cheia de conselhos e princípios que nos orientam a ter uma vida material mais equilibrada, contudo o evangelho de Cristo não revela nenhuma fórmula mágica para enriquecermos da noite para o dia, nem como termos uma vida livre das aflições que acompanham toda a humanidade, seu foco é outro, nos tornar pessoas mais parecidas com Cristo, na sua forma de pensar, sentir, ser, agir e reagir diante das inúmeras situações que a vida trouxe a ele e trás para cada um de nós de forma tão inesperada.

O Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito e para que isso ocorra se faz necessário que a Igreja encare seu papel com toda seriedade, levando esta justiça através de atitudes que resultarão na transformação concreta da sociedade, aonde o Reino de Deus chega as injustiças passam a ser coibidas. A alegria substitui a tristeza e as desavenças são harmonizadas pela paz.

O Reino de Deus um dia se estabelecerá em toda a terra, tudo o que Ele prometeu se materializará, as lágrimas, a dor e o sofrimento serão parte do passado, mas enquanto isso não acontece cabe a nós seus filhos exercer nossa liberdade sempre visando o bem comum, atuando como pessoas adultas e responsáveis, em todos os sentidos, nas ações sociais de socorro aos necessitados e menos favorecidos, nas relações interpessoais, no cuidado ecológico com a natureza, sem esquecer da nossa relação com o Criador, o nosso Eterno Deus e seu Filho Jesus Cristo que veio nos revelar todo o amor que o Pai tem por cada um de nós seres humanos que habitam este planeta chamado Terra.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Relacionamento com a vida: o céu foi destinado para as estrelas

 
MT 25.14-29
Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens.
E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos.
Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois.
Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.
Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles.
E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos.
Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;
E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?
Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.
Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.

(texto bíblico da bíblia on line)

                              
O CÉU FOI FEITO PARA AS ESTRELAS
                  
Existem fatores que paralisam o ser humano e o tornam medíocre e improdutivo.
Fatores como a preguiça, a letargia, o conformismo e a ausência de ambições.
Focado em seu "mundinho", o homem atrofia seus membros.
Cria "teias de aranha" em seu cérebro.
E deixa de ocupar espaços que são seus por natureza.

A vida é como o céu estrelado numa noite sem densas nuvens.
Tem espaço para todas as estrelas brilharem.
Você não nasceu para ocultar a tua luz detrás das nuvens.
Deus te criou para emanar tua luminosidade, o brilho pessoal que Ele te deu.

O que nos falta é a coragem de tirar a nossa luz dos esconderijos da vida.
Esconderijos que nós mesmos criamos, com medo de expor nosso talento.
Medo de ser rejeitado por alguém, medo de ser criticado por outros.
Lembre-se: na parábola dos talentos, o servo que foi punido
Não foi aquele que negociou e multiplicou seus talentos.
E sim aquele que, fazendo alegações e dando desculpas, enterrou o que recebeu do seu senhor.

Minha pequena luz vou deixar brilhar!
Doa quem doer.
Incomode quem incomodar.
Goste quem gostar.
Se eu fosse você faria o mesmo.
Desenterre o talento que Deus te deu.
Ouse mais, saia de seu "casulo" e voe como uma borboleta.
O céu tem espaço para todas as estrelas.
A vida é única e nela tem espaço para o seu potencial ser reconhecido.
Ser admirado e ser utilizado para o bem comum.

O brilho das estrelas não é só para enfeitar o céu.
O Criador as fez com um propósito.
O talento que Deus te deu também foi proposital.
Deus seu Criador tem propósitos a realizar através de sua pequena luz.

Viver se economizando o tempo todo não é sábio.
Aliás é uma grande loucura.
Loucura porque a vida é tão curta.
Deus te fez para brilhar.
Ilumine os que estão ao teu redor.
Reflita a luz do Sol da Justiça.
Reflita hoje!
Reflita agora!
Amanhã pode ser tarde demais.
Minha pequena luz vou deixar brilhar!