segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Relacionamento com a vida - discurso de Martin Luther King Jr



                                    

Na vida nós nunca iremos a lugar algum senão aprendermos a sonhar.
Os sonhos são os combustíveis que nos levam a trabalhar, lutar e enfrentar todas as adversidades na esperança que um dia as coisas vão melhorar.
Tenho admiração por muitas pessoas, uma delas é Martin Luther King Junior,  sua luta contra o segregacionismo americano é para mim um exemplo de vida, de alguém que de forma pacífica mas perseverante lutou, viveu e até morreu por aquilo que acreditava, meu pedido à Deus é que Ele nos torne pessoas assim como este pastor batista norte-americano, que sonham projetos para o bem de muitas pessoas e que estejam dispostas a pagar o preço por seus sonhos, custe o que custar.

A seguir leia o discurso que o pastor Martin Luther King Junior proferiu em 28 de Agosto de 1963, falando do  sonho que ele nutria:

Eu tenho um sonho

Eu estou contente em unir com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.

Cem anos atrás, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.

Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. 

Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. E assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.
Num certo sentido, viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência , eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, homens negros assim como homens brancos, teriam garantidos os "direitos inalienáveis" de "Vida, Liberdade ea busca da felicidade." Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória, na medida em que seus cidadãos de cor estão em causa. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu ao Negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".
Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça esteja falido.Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes nos grandes cofres de oportunidades deste país. E assim, nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade ea segurança da justiça.

Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Este é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo de tornar reais as promessas da democracia. Agora é o tempo para subir do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é a hora de fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento do Negro não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Dezenove 63 não é um fim, mas um começo. E aqueles que esperam que o Negro precisava só de desabafar, e será agora contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre. E não haverá tranquilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido seus direitos de cidadania. Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações do nosso País até o dia claro da justiça.

Mas há algo que devo dizer ao meu povo, que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça: No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de atos errados. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força da alma.

Esta maravilhosa nova militância que envolveu a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino . E eles têm vindo a perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade.
Nós não podemos caminhar só.
E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente.
Nós não podemos retroceder.

Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial.Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados ​​com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. 

Não podemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade fundamental do Negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos filhos estão despojados de sua auto-capa e roubado de sua dignidade por meio de sinais afirmando: ". Apenas para brancos" Não podemos estar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem nada para votar. Não, não, não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que "a justiça corra como a água, e a retidão como uma poderosa correnteza." 

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de vocês vieram recentemente de celas estreitas das prisões. E alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca - busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento criativo. Continuar a trabalhar com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada.

Não se deixe cair no vale de desespero, eu digo a vocês hoje, meus amigos.
E que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e de amanhã, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença: ". Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais".

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo o estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da sua pele mas pelo conteúdo de seu caráter.
Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, o Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de "interposição" e "nulidade" nesse justo dia no Alabama meninos negros e negras meninas poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos.

Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados ", e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. " 

Esta é a nossa esperança, e esta é a fé com que regressarei para o Sul com fé.
Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, para ir encarcerados juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livres.

E este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado:
Meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto.
Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,
De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!
E se a América quiser ser uma grande nação, isto deve tornar-se verdade.
E assim ouvirei o sino da liberdade nas colinas de New Hampshire.
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.
Ouvirei o sino da liberdade nas Alleghenies elevação da Pensilvânia.
Ouvirei o sino da liberdade nas Montanhas Rochosas cobertas de neve do Colorado.
Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.
Mas não só isso:
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi Molehill.
De cada localidade ressoe a liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todasas crianças de Deus, homens pretos e homens brancos , judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:
 Finalmente livre! Finalmente livre!
 Agradecer a Deus Todo-Poderoso, nós somos livres afinal! 



















quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Os nossos relacionamentos interpessoais

                           


Todos nós nascemos como seres sociais, ou seja fomos criados com a possibilidade real e indispensável de se relacionar com outras pessoas. Durante a vida vamos conhecendo outros seres humanos e com eles vamos aprendendo a falar, a ouvir, a compreender, a se comunicar com mais eficiência.

As principais influências neste sentido, quando crianças, recebemos de nossos pais, irmãos ou de quem cuidava de nós quando estávamos nos primeiros anos da infância, assim absorvemos suas qualidades na comunicação, porém muitos de seus defeitos vieram juntos.

Ao longo da vida, estas qualidades e defeitos na forma de se comunicar e se relacionar com as pessoas, pode ser ajustado e aperfeiçoado, o que geralmente é o que a maioria de nós faz, contudo as vezes não evoluímos na nossa habilidade relacional, porque talvez ao encontrarmos dificuldades nos relacionamentos a gente queira sempre que os outros alterem o seu padrão comportamental para se adequarem ao nosso e isso muitas vezes não acontece, gerando em nós frustrações enormes.

Aprendi na prática que só existe uma maneira de se consolidar ou crescer em qualidade e quantidade nos relacionamentos interpessoais, se quisermos melhorar neste aspecto de nossas vidas devemos antes de tudo, alterar primeiro a nossa forma de ser, assim podemos mudar o mundo, mudando primeiro nosso jeito de ser.

Isto é importante ressaltar porque, nós não vemos o mundo como ele é, mas enxergamos o mundo como nós somos.

Toda vez que mudamos algo em nosso interior o reflexo é automático no mundo exterior, isto porque vivemos em quatro realidades:

   Vivemos na realidade física
   Vivemos na realidade psicológica
   Vivemos na realidade espiritual
   Vivemos na realidade emocional

Cada um de nós esta inserido nestes quatro contextos e por diversas vezes somos afetados por eles e nem percebemos, porque o nosso foco está única e exclusivamente voltado para o mundo material e físico, mas a partir de hoje uma vez que estamos repensando nossos relacionamentos interpessoais, vamos investir mais tempo em observar o nosso coração, a nossa mente, os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, pois é daí que brotam as coisas boas e ruins na vida de cada um de nós, a máxima socrática aqui é perfeitamente cabível:

“Conhece-te a ti mesmo.” (Sócrates - filósofo grego)

E as palavras do grande apóstolo Paulo, também caem como uma luva nesta questão:

“Examine-se o homem a si mesmo.” (1 Co 11.28)

Uma vez conscientes de onde estamos errando é hora de buscar ajuda para mudar, seja de um orientado profissional, de um amigo mais experiente, de um pastor de confiança ou até mesmo do próprio Deus que através da oração e da sua palavra escrita e aplicada, nos direciona e nos ensina verdades que nós ainda não sabemos, e poderão mudar completamente a nossa vida.
ês fato tem sido decisi
      O mau uso do Poder
Como muitas outras coisas na vida, o poder em si não é mal nem bom, ele é neutro, isto significa que é a forma como vamos usá-lo que o tornará benéfico ou prejudicial, para nós e para as outras pessoas.
O poder cria ou destrói,
O poder une ou separa,
O poder suscita amor ou ódio,
O poder alegra ou entristece,
O poder salva ou condena,
O poder dá vida ou tira a vida...
Tudo depende de quem o detém e da forma como dele se utiliza.

Em alguma proporção, todos nós temos poder, que é a capacidade de agir, deliberar e exercer autoridade sobre pessoas, situações ou ainda cargos e instituições, etc.

A doença se instala na vida de quem detém o poder, quando ele é usado arbitrariamente, por exemplo, no texto de  2 Sm 11. Ali o poder é usado para:

1.    Influenciar negativamente. Davi cobiça a mulher do próximo, e como líder da nação judaica, nos deixa um péssimo exemplo.

2.    Manipular situações ilegalmente. Davi como rei, exige que Batseba venha a ele, mesmo sabendo que esta é uma mulher casada.

3.    Desrespeitar princípios éticos e bíblicos. Davi adultera com Batseba e esta fica gestante.

4.    Abusar da autoridade recebida. Davi tenta encobrir sua mazela, mandando Urias voltar da guerra no meio da peleja, com o sórdido objetivo que este se relacionasse sexualmente com a esposa e encobrisse assim seu ato pecaminoso.

5.    Prejudicar outros para benefício próprio. Davi manda armar um cilada e nela indiretamente, mata Urias, tomando a sua mulher para si.

 “O poder destrói os relacionamentos. Subir, empurrar e derrubar é a linguagem do poder (mal-empregado).”                  
                                                                                 (Richard Foster)

“A maioria de nós, entretanto, nega que este seja o nosso problema. Não conseguimos entender. Negar este fato, porém nos deixa numa posição vulnerável. Caminhamos para o fracasso quando nos recusamos a ver que necessitamos de humildade e continuamos abertamente arrogantes.”
                                                                                (Richard Dortch)

B)   O mau uso do dinheiro

O dinheiro e os bens materiais são dádivas de Deus para todos os seus filhos. O nosso Pai tem prazer em nos abençoar materialmente. Se a humanidade aprendesse a administrar com igualdade as riquezas naturais, minerais e econômicas deste planeta chamado Terra, todo ser vivente, não só os homens, mas também a fauna e a flora teriam uma vida de primeira qualidade, pois os recursos que possuímos são inigualáveis. Todavia o amor ao dinheiro, a avareza, e o egoísmo estão dentro do homem com um carro chefe lhes puxando, a ganância.
O apóstolo Paulo advertindo o jovem pastor Timóteo disse: “... o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males...” (2Tm 6.10)

Quando alguém passa a idolatrar o dinheiro, que representa todos os demais bens materiais, ele não mede mais consequências para adquiri-lo, ainda que isto ponha em risco a sua integridade física, moral e ética, a sua família, a sua liberdade e até mesmo a sua vida e de outros.

A bíblia é recheada de advertências a não deixar-se levar por este grande impedimento na caminhada com Deus e nos relacionamentos interpessoais.

Exemplos como o de Geazi, que ficou leproso por adquirir com mentiras bens para si (2Rs 5.20-27) e  Judas Iscariotes, que vendeu o Messias (Mt 26. 14-16) entre outros tantos textos sagrados, são para nós exemplos pedagógicos, que demonstram ser este um caminho que uma vez nele, difícil será a volta.

“...e o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra e fica  infrutífera...”                                                                          (Mt 13.22)

“O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro e quem amar a abundância nunca se fartará da renda, mas também isso é vaidade.”
                                                                                                             (Ec 5.10)  

Nunca se esqueça o dinheiro é um ótimo servo, mas um péssimo senhor!

 

C)    O sexo ilícito

Quando Deus criou o homem e em seguida a sua companheira, Ele dotou Adão e Eva de um privilégio que não foi outorgado a nenhum outro ser. Deus deu ao homem o sexo não só como instrumento de procriação mas também como fonte de prazer e complemento afetivo-emocional. Com a queda do homem no Éden, os instintos naturais humanos foram prejudicados e o que vemos hoje são as consequências desta desobediência original a Deus, na sua mais medonha forma.

O homem pós-moderno deu asas a sua imaginação e fechou-se dentro do seu ateísmo, hedonismo e relativismo, aonde tudo o que Deus nos deu como limites este removeu, destruiu ou desconsiderou, o resultado portanto é isto que vemos,pedofilia,homossexualismo, prostituição, adultério, fornicação, incesto e até o ser humano se relacionando sexualmente com animais como cães, macacos e outros.

Acredito que a nossa maior luta, como igreja é não só não aderir a tais práticas como também, não agir preconceituosamente contra estes que tais coisas praticam, que devem ser alvo não da nossa ira, ódio ou zombaria e sim amor, compaixão e evangelização, pois por trás de um pederasta, de um pedófilo, de um maníaco do sexo ilícito e explícito, está uma alma tão valiosa para Deus, como a minha e a sua.

Nós nos posicionamos contra o pecado, como fez Jesus, mas nunca contra o pecador, ainda que como ser humano que somos a vontade seja esta.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.”
                                                                           (Jo 3.16)

Aproveito o espaço para dizer aos casados que a melhor maneira de você escapar das tentações sexuais é aprender a viver bem com seu cônjuge na área sexual, leia bons livros sobre casamento e sexualidade, discipline seus olhos e mente deixando de ver filmes, revistas e até programas de rádio e televisão, com apelos imorais e sensuais e não nos esqueçamos da internet, com seus sites com conteúdo pornográfico e das salas de bate-papo onde muitos casais tem encontrado a ruína do seu matrimônio, assim estejamos alerta pois todo cuidado é pouco. Não me canso de afirmar que bons relacionamentos não são obra do acaso, mas são construções diárias, realizadas ao longo de meses, anos e às vezes até décadas. Cuide de seus relacionamentos e não deixe que eles se desfaçam, sem que você lute para salva-los.

A busca constante da nossa satisfação pessoal sem levar em conta a importância dos relacionamentos, trás muitas vezes o prejuízo para as pessoas que amamos, porque assim passamos por cima delas e de suas opiniões, conselhos, desejos e vontades, quando atentamos com mais diligência para os relacionamentos, deixamos de ser egoístas, não sendo egoístas, nos tornamos mais equilibrados em nossas ações e reações.

O mandamento de Jesus Cristo acerca dos relacionamentos interpessoais é o seguinte :

 “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”
                                                                                (Jo 15.12)                                      




sábado, 8 de outubro de 2011

Princípios para reger o nosso relacionamento com a vida


                           


                        
Quando uso este tipo de colocação, eu me refiro a maneira como cada indivíduo lida com as intempéries do cotidiano, como lidamos com as fases da vida.

Durante o ano passamos por quatro períodos de tempo que são chamados de estações: verão, inverno, outono e primavera.

Cada estação do ano tem suas características próprias. Cada estação de sua maneira, nos trás algo de bom, se faltar uma delas ou a outra se prolongar um pouco mais, aparece o desequilíbrio ecológico, trazendo conseqüências desagradáveis, seja para a fauna, para a flora ou para a própria humanidade.

Quando por um motivo qualquer o verão é muito rigoroso, plantações, lavouras e até o gado sofre com a seca, toneladas de alimentos são perdidos, os preços das mercadorias ligadas a aquela safra tem altas incontroláveis.

Por outro lado, se o frio do inverno for muito grande, as geadas e as nevascas, trazem muita destruição e morte, milhares de pessoas são afetadas por seus efeitos e conseqüências.

Quando as chuvas duram muitos meses, é comum ouvir as notícias de desabamentos, enchentes, mortes, desaparecidos, etc.

Enfim, tudo é ruim quando vem em demasia e fora do controle.

Infelizmente na vida não existem verões e invernos, só com relação à natureza, cada ser humano vive seus “verões e invernos”.  
A grande diferença esta na forma que cada um lida com estas fases da vida.

Jesus nos alertou que no mundo teríamos aflições. (Jo 16.33)

Como devemos enfrentar a vida? Como podemos fazer para ter um pouco mais de qualidade nos nossos relacionamentos diante das lutas e adversidades? Como não jogar tudo para o alto e num momento de loucura e destruir aquilo que demoramos anos para edificar? Como ter paciência em meio ao caos? Como enfrentar a morte, seja de amigos, parentes, irmãos de fé ou até mesmo a nossa própria sorte no final dos dias que vamos viver sobre a terra?

Eu não tenho todas as respostas, mas em minhas buscas, pesquisas, orações, leituras das escrituras sagradas, experiência própria ou de outros, que observo atentamente, buscando extrair algo de edificante, cheguei a alguns princípios que aqui compartilho.

Princípios para relacionar-se melhor com a vida

1º. Enfrente a vida com contentamento e gratidão.

2º Enfrente a vida plantando boas sementes.

3º Enfrente a vida sem acumular ódio e rancor de pessoas ou eventos.

4º Enfrente a vida extraindo lições do passado.

5º Enfrente a vida aproveitando sabiamente o presente.

6º Enfrente a vida planejando bem o futuro.

7º Enfrente a vida com o auxilio divino.

8º Enfrente a vida com uma fé tripla. ( Em Deus, nas pessoas e em você)

9º Enfrente a vida como lagarta, mas sonhando em ser borboleta.

10º Enfrente a vida  sabendo que ela tem começo, meio e fim.

11º Enfrente a vida construindo um legado digno e honroso.

12º Enfrente a vida como uma dádiva e não como um castigo.

13º Enfrente a vida sendo para os outros, o que você gostaria que elas fossem para você.

14º Enfrente a vida criticando menos e trabalhando mais.

15º Enfrente a vida como um guerreiro e não como uma pobre vítima.

 16º Enfrente a vida com o olhar de misericórdia para o mais fraco.

17º Enfrente a vida sabendo que aqui (agora) é só o ensaio para viver lá (eternidade).

"Quando você nasceu, você chorou e o mundo sorriu, viva a vida de tal forma que quando você morrer todo mundo possa chorar e você possa sorrir".
                                                       Autor Desconhecido