terça-feira, 24 de abril de 2012

Pensamentos

 (Mario Sergio Cortela)

"O líder é alguém que nos inspira a não 'apequenar' a vida, o trabalho, a empresa, a comunidade, a nação, o mundo".

"Chegar ao topo e ser reconhecido é agradável, mas a questão é o que se teve de deixar de lado para chegar lá, incluindo a diversidade de vida e, mais, o essencial à vida. Se a pessoa abandona o essencial, ela perde a identidade".

Eu não estou preocupado com a morte, mas com a vida, para que ela não seja banal e fútil. Quando você se for, o que vai deixar?

"A tragédia não é quando um homem morre. A tragédia é o que morre dentro de um homem quando ele está vivo".

Pensamentos

(Paulo Freire)


"A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige permanente busca. 
Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. 
Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. 
Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão."

"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão".

"A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém".


"Mudar é dificil mas é possível".

"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade".

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria".

"Amar é um ato de coragem".

"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes".



terça-feira, 17 de abril de 2012

Repensando os nossos relacionamentos - algumas reflexões

 
                             


"Quem ama sofre, quem sofre sente, quem sente luta e quem luta vence"

                                                                   (este é o lema da minha vida )




 " Fazer o bem é como uma engrenagem de uma grande máquina ou motor, que colocamos em movimento a cada ato de boa vontade, uma vez iniciado o processo, nada mais a detém. Cria-se um ciclo virtuoso, pois o amor gera amor, fé gera fé e esperança produz esperança".

                                                                                           
 "Dou um boi para não entrar em uma briga e dou uma boiada para continuar fora, pois é melhor um mal acordo do que uma boa briga, em que todos os envolvidos saem com sequelas, as vezes para toda a vida."
                                                                               
"A forma como interagimos com o mundo exterior é um reflexo de como lidamos com o nosso mundo interior, se queremos mudar a vida ao nosso redor, primeiro temos que mudar a vida em nosso interior que é a nossa forma de pensar e de sentir, isto porque, pensamentos geram sentimentos, sentimentos geram atitudes e atitudes geram os nossos resultados, se estamos insatisfeitos com os nossos resultados temos que começar alterando os nossos pensamentos."

"Só conseguimos mudar o nosso relacionamento com alguém, se mudarmos a forma de enxerga-lo, de pensar nele e sobre ele. Nosso foco não deve ser em mudar os outros mas em mudar a nós mesmos."

"Grandes não são os que não erram ou não fracassam, grandes são os que aprendem com seus erros, se motivam nas derrotas e quando caem levantam e não ficam prostrados."

"Uma das maiores virtudes do ser humano é a sua capacidade de rever seus caminhos, corrigir suas rotas, e enveredar por novos caminhos ou até mesmo retomar a caminhos antigos que são importantes para sua vida. Nestes caminhos as vezes tem espinhos, as vezes tem obstáculos, todavia desde que os caminhos sejam nobres e dignos o esforço de peregrinar por eles sempre valerá a pena. E não se esqueça, se andarmos pelos caminhos que todos andaram, certamente chegaremos aonde todos chegaram Quer mudar seu destino? Mude sua trajetória, mude seu caminho, o esforço de hoje valerá o resultado de amanhã."

"Os grandes vencedores são pessoas que tem enorme facilidade de apontar seus êxitos e sucessos com verdadeira humildade e simplicidade, sem deixar de contar os seus fracassos, de forma franca e com naturalidade, demonstrando que derrotas também fazem parte do currículo dos grandes campeões."

"Mais importante do que ter novos conhecimentos, é por em prática aquilo que  já se aprendeu. A sabedoria pode ser definida como: a habilidade de praticar aquilo que sabemos na teoria."

"A internet é hoje o espaço onde há mais liberdade no mundo, liberdade que pode ser utilizada a serviço do bem ou do mal, escolha a sua opção eu já fiz a minha."

"Aquilo que falamos o vento leva mas aquilo que escrevemos  o tempo eterniza."




                                                                   

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Relacionamento com a vida: você é feliz?




                                     


A arte de ser feliz
Cecília Meireles




Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um chalé.


Na porta do chalé brilhava
um grande ovo de louça azul.


Neste ovo costumava pousar
um pombo branco.


Ora, nos dias límpidos,
quando o céu ficava da mesma
cor do ovo de louça,
o pombo parecia pousado no ar.


Eu era criança,
achava essa ilusão maravilhosa e
sentia-me completamente feliz.


Houve um tempo em que a minha
janela dava para um canal.


No canal oscilava um barco.
Um barco carregado de flores.
Para onde iam aquelas flores?
Quem as comprava?
Em que jarra… em que sala,
diante de quem brilhavam,
na sua breve experiência?
E que mãos as tinham criado?
E que pessoas iam sorrir de
alegres ao recebê-las?


Eu não era mais criança,
porém minha alma ficava
completamente feliz.


Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um terreiro,
onde uma vasta mangueira
alargava sua copa redonda.


À sombra da árvore, numa esteira,
passava quase o dia todo sentada
uma mulher, cercada de crianças.
E contava histórias.
Eu não podia ouvir, da altura da janela,
e mesmo que a ouvisse, não entenderia,
porque isso foi muito longe,
num idioma difícil.
Mas as crianças tinham tal expressão
no rosto, e às vezes faziam com as mãos
arabescos tão compreensíveis, 
que eu participava do auditório, 
imaginava os assuntos e suas peripécias
e me sentia completamente feliz.



Houve um tempo em que na minha janela havia um
pequeno jardim seco.


Era um tempo de estiagem,
de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.


Mas todas as manhãs vinha um pobre
homem com um balde e em silêncio,
ia atirando com a mão umas gotas
de água sobre as plantas.


Não era uma rega:
era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas,
para o homem, para as gotas de
água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava
completamente feliz.


Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante
de cada janela, uns dizem que essas
coisas não existem, outros que só
existem diante das minhas janelas
e outros finalmente, que é preciso
aprender a olhar, para poder vê-las assim.


Relacionamento com: Deus uma prece

                                    


Prece


Fernando Pessoa


Senhor...

Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome. 

Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um Pai...

Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.

Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro como a lua, para que eu te possa orar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e orar a ti e adorar-te. 

Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu. Senhor, livra-me de mim.

domingo, 8 de abril de 2012

Relacionamento com a vida: até quando?



                                         

Ao homem está ordenado morrer uma só vez...

                                                                                   (Carta aos Hebreus 9.27)

Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez.
                                                                                    (William Shakespeare)

Se quiseres poder suportar a vida,  fica pronto para aceitar a morte.
                                                                                                  (Sigmund Freud)



É difícil falar com certeza, mas quem estuda o assunto diz que morrem por dia no mundo cerca de 148.272 pessoas.

Por mais que a gente lute para viver muito, a verdade é que a morte é uma das poucas certezas que o homem e a mulher desfrutam na vida, diante dela o forte fica fraco, o herói se acovarda, o grande se apequena e todos se dobram.

Quem for ceifado na juventude não terá de encontra-la mais tarde, mas os que viverem um pouco mais dela também não escaparão.

O que me deixa as vezes boquiaberto é a forma que lidamos com a vida. sem saber quendo iremos traçamos planos e projetos, e vivemos como se só o vizinho é que fosse um dia partir, nos esquecendo que para o outro o vizinho somos nós.

Já perdi meu pai, os avós paternos e o avô materno, já fui a velórios de tios, tias, amigos, primos e conhecidos.

Cada vez que me encontro em um velório, penso um dia serei eu.

Vinicius de Moraes, célebre poeta, escreveu:


De manhã escureço,
De dia tardo,
De tarde anoiteço,
De noite ardo.
A oeste a morte,
Contra quem vivo,
Do sul cativo,
O este é meu norte.

Outros que contem,
Passo por passo:
Eu morro ontem,
Nasço amanhã,
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

Mario Sergio Cortela, filósofo e profesor, diz  no texto "Descanse em Paz?", do Livro "Não Nascemos Prontos"da editora Vozes:

"Em uma de suas cartas, o romancista Gustave Flaubert escreveu: "Que grande necrópole é o coração humano! Para que irmos aos cemitérios? Basta abrirmos as nossas recordações; quantos túmulos!".

"Não temos tempo!" Houve uma época na história humana (e não faz muito tempo) na qual, quando um dos nossos morria, parávamos tudo o que estivéssemos fazendo; o trabalho, ou o que mais fosse, era interrompido, e, se preciso, faziam-se longas viagens, até noturnas (sem os rápidos aviões, carros e boas estradas), mas não deixávamos de, velando os partintes, cuidar dos ficantes.
A humanidade houvera compreendido que, se com a morte não nos conformamos, ao menos nos confortamos, nos fortalecemos em conjunto, nos apoiamos. As pessoas ficavam às vezes por um dia e uma noite, em volta da família, aglomerados, grudados, exalando solidariedade e emoção, orando e purgando lentamente o impacto, mostrando aos mais próximos que não estavam sozinhos na perda.
É sinal de humanidade não se conformar com a morte e, portanto, buscar vencer simbolicamente o que parece ser invencível. A própria palavra cemitério (derivada do grego), usada em vários idiomas, significa lugar para dormir, dormitório, lugar para descansar. 
Deixamos de velar (no sentido de tomar conta, cuidar!) para velar (como cobrir, ocultar, esquecer, apagar).
Não temos mais tempo! Se recebemos a notícia de que algum conhecido faleceu, olhamos o relógio e pensamos: "vou ver se dou uma passadinha lá...."; alguém morre às 10 horas da manhã e, se der, será enterrado até as cinco da tarde, de maneira a, em nome do "não sofrermos muito", sermos mais práticos e rápidos. Nem as crianças (já um pouco crescidas) são levadas a velórios; muitos argumentam que é para poupá-las da dor. Isso não pode valer, parte delas cresce sem a noção mais próxima de perda e, despreparadas e insensibilizadas para enfrentar algumas situações nas quais a nossa humanidade desponta, simultaneamente, fraca e forte, perdem força vital.
Por isso, não será estranho se, em breve, tivermos que nos acostumar também com o velório virtual ou, principalmente, como já está começando em países mais "avançados", o velório "drive-thru": entra-se com o carro, coloca-se a mão sobre o corpo do falecido (enquanto o sensor lê tuas digitais para enviar um agradecimento formal), aperta-se um botão com a oração que se deseja fazer e...pronto, já vai tarde. Parece ridículo? Se não prestarmos atenção, assim será. 
Vale o alerta de Gilberto Cesbron: "E se fosse isso perder a vida: fazermos a nós próprios as perguntas essenciais um pouco tarde demais?"



E hoje o que estás construindo?

Todos deixaremos um legado.

Todos um dia seremos história na boca de alguém.

Todos nós um dia teremos um ponto final em nossas existência terrena.
Eu como cristão convicto sou adepto da crença que nem tudo termina por aqui.
Mas e você?

Como diz Cortela no título de um de seus livros, por sinal um dos melhores que já li: "Qual é a tua obra?" 


Pelo que você vive? Pelo que nós vivemos? O que nos inspira? O que nos desafia? O que nos deixa indignados? O que nos faz sonhar?


Quando crianças somos cheios de utopias, sonhos irrealizáveis para os outros, mas não para nós!

Porém com o passar dos anos, com as aparentes contradições da vida, com as diversas frustrações contínuas, enterramos os sonhos no terreiro dos medíocres e com eles passamos a andar.

 Setenta anos, talvez oitenta ou noventa, nós viveremos, parece muito, mas não é depois de algumas décadas,são muitas lembranças da infância e parece que foi ontem.

Acorde enquanto é possível, ontem não existe mais, amanhã é dúvida. O que temos então?

Temos o hoje. Temos o agora. 
Digo isto não despresando o passado ou o futuro.

Antes oriento que se siga o sábio conselho de Paulo Freire, um dos maiores pedagogos que o Brasil já teve:

(...) todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje (...). Temos de saber o que fomos, para saber o que seremos”.

Jesus Cristo,meu amado mestre, disse:
...Hoje pedirão a tua alma e o que tens para quem será?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Procura-se um amigo: relacionamento interpessoal


                            

"Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando

chamado de amigo. 

Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de

grandes chuvas e das recordações da infância.




Preciso de um amigo para não enlouquecer, para contar o que vi de belo e triste

durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.




Deve gostar de ruas desertas, de poças d´água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. 

Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já tenho um amigo.




Preciso de um amigo para parar de chorar. 

Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.


Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que me chame de amigo, para que eu tenha a consciência de que ainda vivo"




Vinícius de Moraes