quarta-feira, 28 de maio de 2014

Cuidado com a religiosidade morta! Mt 6.1,2,5,7,15,16,21,23 e 31-34


Jesus sempre foi muito amoroso com as pessoas, suas palavras sempre apareciam carregadas de afeto, cuidado, respeito e auxílio a quem necessitava. Por várias vezes nos evangelhos Jesus aparece ajudando pessoas:

·       Curando paralíticos
·       Restaurando a saúde de uma mulher com uma infecção que lhe causava febres
·       Sarando completamente dez homens das chagas da hanseníase, popularmente conhecida como lepra
·       Curando uma mulher de uma hemorragia que a perseguia a anos
·       Libertando pessoas de demônios que as oprimiam
·       Curando surdos e mudos
·       Perdoando e livrando de uma vida de aflição uma mulher adúltera
·       Ressucitando pessoas que haviam morrido

O evangelho mostra Deus do lado dos pobres e necessitados, enquanto caminha pela Palestina na figura de Jesus, o Cristo encarnado,  O Filho de Deus, O Príncipe da Vida vem morara com os homens e lhes socorrer não de fora para dentro,como se estava acostumado a pensar e ver, mas de dentro para fora. Deus na pessoa de Cristo se insere na dor humana para propor a implantação de um Reino, o seu Reino onde as mudanças seriam radicais. Onde para ser grande precisa se tornar como uma criança. Para ser rico precisava aprender dividir o que se tem. Para ser honrado não era para procurar pessoas ricas e poderosas para ser sua companhia, antes deveria ser dado banquetes para moradores de rua, marginalizados da sociedade, gente que ao ser abençoada, não teria como retribuir o favor.
No entanto, em outras passagens do evangelho, Jesus se torna ríspido, duro, severo em seus discursos. Sua fala deixa o tom amigável e sereno para se tornar rude, exortativo e extremamente repreensivo, com relação aos seus ouvintes. Para se entender as escrituras ou qualquer outra obra literária, precisamos compreender o contexto em que a obra está inserida.

As palavras de Jesus sempre ganharam um tom pontiagudo, quando entre os seus ouvintes, em seus auditórios improvisados, na praia, nos montes ou nas planícies, estavam os “poderosos”, os líderes religiosos da época e os ricos. A censura de Jesus nuca foi diretamente ao poder adquirido, a religião em si ou as riquezas. A censura de Jesus sempre se alicerçou, na maneira com que os homens lidavam e lidam até hoje com estas três facetas da vida.

No texto de Mateus capítulo seis, Jesus está dando continuidade ao seu discurso, conhecido como sermão da montanha, nele, Jesus passa a pontuar situações onde o poder, a religião e as riquezas, destroem a alma humana e lhe rouba o seu sentido de existência maior, que é o que havia acabado de retratar nas bem – aventuranças, já citadas por Mateus, no capítulo 5.1-11. Onde os valores do Reino de Deus, são expostos de maneira oposta aos valores dos reinos deste mundo, onde quem é valorizado é quem tem muito dinheiro, muita fama e muito poder. Na proposta do reino explícita por Jesus, quem é visto com olhar de aprovação, não são os que os reinos deste mundo valorizam, mas os indefesos, fracos e que por não terem em que se apoiarem, fazem de Deus seu único recurso e última esperança.

Assim podemos afirmar que o Reino de Deus se opõem a algumas práticas, até comuns e respeitadas pelos reinos deste mundo, mas que são reprováveis diante de Deus, por que para Ele a intenção é tão importante quanto a ação.      

1º Para Deus a boa ação, a caridade e o ato de bondade, só tem valor em si se o objetivo não for a autopromoção e sim o amor ao próximo em resposta ao amor de Deus vs 1-2

·        Deus abomina a hipocrisia: definição da Wikipédia para isto: A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou mais tarde a designar moralmente pessoas que representam e que fingem comportamentos. Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma má ação enquanto realiza a mesma ação.

·       Ler do vs2-6 – Isto não significa que não se pode falar ou divulgar o que se faz, o problema aqui está em saber com qual objetivo se fala ou se divulga.

·       Por exemplo quando falamos das ações sociais que fazemos é para atrair mais pessos, recursos e despertar atitudes semelhantes no outro ou é para as pessoas dizerem: Óh! Com eles são “bonzinhos”?

·       A intenção do coração é que gera a hipocrisia religiosa. Sendo assim com qual objetivo nós fazemos o bem?

2º Para Deus a oração não deve ser feita de forma irrefletida, repetitiva, rotineira, sem reflexão, apenas com repetições religiosas vazias. Ela deve ser fruto de um coração que quer dialogar com o Pai. Fica claro que o valor maior na está na quantidade que se ora, mas na qualidade desta oração. Os dois fatores são importantes, mas a qualidade é indispensável.

·       A Oração deve se alicerçar na busca da intimidade com Deus - vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto v.6

·       IL. DIÁLOGO DOS APAIXONADOS – CHEIO DE GENTE POR PERTO E PARECE QUE SÓ ESTÃO OS DOIS. – SOZINHOS NO MEIO DA MULTIDÃO

·       A oração deve se alicerçar na discrição e não na vontade de se autopromover – Jesus disse que os hipócritas oram a fim de serem vistos pelos homens v.5 – mais uma vez fica claro que o problema não é o local, a altura da voz, as palavras que estão sendo usadas – o problema esta na intenção do coração.

3º Para Deus viver e compartilhar valores é muito mais importante do que apenas recebe-los. v.15

·       Aqui a ênfase de Jesus foi em perdoar para ser perdoado, ou seja compartilhe o que você vem recebendo, senão até o que você recebeu você pode perder.
·       O evangelho trabalha o tempo todo com esta ideia de compartilhar, que é o que Jesus reafirmou de outra forma várias vezes.

4º Para Deus a ação do Reino na vida do indivíduo começa com a mudança na maneira de olhar. vs. 22-23

·       Jesus sabia que os olhos alimentam a alma v.23

·       Jesus sabia que os olhos alimentam a ganância v. 19-21: Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração. Aqui Jesus não está condenado a “caderneta de poupança”, mas a avareza, a usura, a “mesquinhesa”, onde eu nunca posso doar nada, porque nunca tenho bastante para compartilhar.

5º Para Deus o participante do seu Reino deve estar muito mais preocupado em promover justiça do que em usar os recursos do Reino para suas demandas pessoais vs 25-34 – É preciso deixarmos de ser egocêntricos para sermos outrocêntricos – o foco deixa de ser eu para ser o outro – isto é reino de Deus

·       O Filho do Homem não veio para ser servido para servir

·       Jo 13 – o lava pés - Se vocês conhecem estas coisas bem aventurados são se as praticardes
·    Este é o grande problema da Teologia da prosperidade – O EU É QUE DEVE SER AJUDADO – APOIADO – SOCORRIDO POR DEUS O TEMPO TODO

CONCLUSÃO

1.     O reino de Deus começa a ser implantado quando as nossas intenções são alteradas.
2.     O Reino de Deus precisa ser para nós o nosso tesouro, porque onde estiver o nosso tesouro, estará o nosso coração.

3.     O Reino de Deus precisa ser buscado e implantado em justiça – um dos maiores problemas da humanidade foi e é a injustiça.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O encontro de Jesus com dois discípulos no caminho de Emaús - Lc 24.13-33

                                      

INTRODUÇÃO

1.              Algumas mulheres foram ao sepulcro ungir o corpo de Jesus. v1
2.              Jesus havia ressucitado e dois anjos apareceram para elas. v4
3.              Os anjos afirmaram que Jesus havia ressucitado v6
4.              Elas então se lembraram das palavras de Jesus v8
5.              Ao voltarem para Jerusalém contaram aos outros discípulos o que aconteceu v10
6.              Eles não acreditaram pq as palavras pareciam loucura para eles v11
7.              Pedro então vai ao sepulcro e o encontra vazio e volta admirado v.12
(não crendo ainda)

MAIS TARDE JESUS APARECE NOVAMENTE, AGORA JUNTO A DOIS DISCÍPULOS QUE IAM PARA UMA CIDADE CHAMADA EMAÚS

EMAUS: Foi uma cidade antiga localizada a aproximadamente 7 km ao noroeste da                                                          moderna Jerusalém

I.                 O ENCONTRO DE JESUS COM OS DISCÍPULOS QUE IAM PARA EMAÚS

1.     No caminho de Emaús encontramos discípulos entristecidos e frustrados. Quando Jesus se coloca a caminho na estrada com os discípulos, logo os interroga: "Que é isso que os preocupa e de o que vocês estão falando a medida que caminham?" Então, lemos: "Eles pararam entristecidos" (v. 17). A primeira observação a fazer é que Emaús é um lugar de tristeza. E esta tristeza revela a frustração daqueles homens: "Ora, nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel". O judeus estavam subjugados pelos romanos e havia uma uma grande expectativa que Jesus os libertasse. Mas Ele morreu! Parece que Deus falhou. Nada mudou! Ainda continuavam sob o domínio de Roma. Sim, Emaús é um caminho de tristeza e decepção. Quem de nós já não trilhou pelo Caminho de Emaús? Que de nós já não viveu a dor de uma frustração ou de uma  decepção? Nem sempre as coisas saem do jeito que planejamos ou sonhamos. E, assim, a tristeza nos invade e somos tomados pelo desânimo. E, isto não poucas vezes vezes provoca em nós mágoas e até uma revolta. Por que Deus permite isso? Por que não mudou a minha sorte? Em momentos como estes a presença de Jesus nos encontrando no caminho fará toda a difrença.

2.     No caminho de Emaús encontramos discípulos com uma visão errada de Cristo e até já tomados pela incredulidade. Interrogados por Jesus sobre quais fatos ocorreram nos últimos dias, os discípulos responderam: "O que aconteceu a Jesus, Nazareno, que era varão profeta". Jesus viveu por três anos ensinando e mostrando quem Ele era: O Filho de Deus encarnado. O Messias vindo  de deus. O próprio deus entre seus filhos. João nos diz que Jesus fez muitos sinais para que pudessem crer que Jesus é o Filho de Deus e recebessem a vida eterna (João 20.30,31). No entanto, os discípulos de Emaús O viram apenas como varão profeta. Jesus não é um simples profeta, é Emanuel, é Deus conosco! Eles estavam equivocados a respeito de Jesus, o Messias. Erraram por não compreenderem as Escrituras! E uma visão errada acerca de sua pessoa os leva a uma visão errada de sua obra. Esperavam um libertador político. Não assim também em nossos dias? Muitos O vêem como alguém que resolve os nossos problemas, ajuda-nos a superar nos dificuldades e curar nossas enfermidades. Não O vêm como é, O Salvador, O Senhor, O Deus encarnado, Aquele que morreu na cruz para religar o pecador com o Seu Criador, para dar-nos o perdão! E por desconhecerem as Escrituras não acreditam nos fatos da ressurreição (v. 25). A "fé" que não está fundamentada na verdade de Deus é incredulidade, leva-nos a tristeza e decepção. Jesus nos encontra no Caminho de Emaús para nos renovar a fé, para nos reerguer e para nos restaurar a crença em quem Ele é!

3.     No caminho de Emaús encontramos o Cristo ressuscitado. Somos informados que enquanto caminhavam, discutindo a respeito de todas as coisas sucedidas "o próprio Jesus se aproximou e ia com eles". Apesar da tristeza, frustração e da incredulidade dos discípulos, Jesus chega e caminha com eles, O Cristo ressuscitado se faz presente, transformando a tristeza em alegria, a decepção em vitória! A Sua presença aponta-nos para a veracidade das Escrituras pois tudo o que os profetas falaram sobre o Messias se cumpriu. Jesus venceu a morte! "Onde está, ó morte, a tua vitória?" A vida está em Jesus e Ele nos dá graciosamente. Ele mesmo afirmou: "Eu vim para que tenham vida". Não há motivo para pranto, dor e frustração, Cristo já ressuscitou! Ao parftir o pão e desaparecer, Jesus deixou bem claro para seus discípulos que ele era o cristo ressurreto e se ele vive queridos, podemos crer no amanhã!

CONCLUSÃO
1.     A realidade do Cristo ressurreto no caminho de Emaús nos desafia a crer no que está escrito acerca de Jesus.
2.     A realidade do Cristo ressurreto no caminho de Emaús nos desafia a proclamar o significado profundo que o túmulo vazio tem.
3.     A realidade do Cristo ressurreto no caminho de Emaús nos desafia a viver coerente com a doutrina da ressurreição, que nos enche de vida e esperança.
4.     A realidade do Cristo ressurreto no caminho de Emaús nos desafia a uma nova vida, onde sua presença é sempre real.

5.     A realidade do Cristo ressurreto no caminho de Emaús nos desafia a termos uma mente transformada, vivendo segundo o poder desta ressurreição!

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A ética do reino de Deus – Mt 5


                                      

O discurso registrado pelo apóstolo Mateus no capítulo cinco de seu livro, é conhecido entre os estudiosos da bíblia como a Carta Magna do Reino de Deus, que Jesus Cristo veio implantar.

Ela é a Constituição que regerá todas as demais leis, estatutos e princípios éticos, que estarão sendo elaborados pelos apóstolos e pela igreja primitiva, quando estes pregarem, ensinarem e viverem, o que Jesus veio compartilhar com a humanidade.

Jesus no decorrer de seu ministério, fez desta pauta inicial, sua marca maior, quando através de parábolas e atos concretos, demonstrou que O Reino de Deus possuía uma dinâmica muito diferente de tudo o que os judeus e todos os outros povos, estavam acostumados a verem e ouvirem.

Ao longo dos anos após a partida de Jesus, a igreja tem se esforçado no intuito de viver e ensinar este código de ética que supera qualquer tipo de lei soberana de qualquer nação, povo ou raça.

O grande diferencial desta ética do reino, é que ela se alicerça em um valor que está cada vez mais escasso, na vida da sociedade, que é a graça ou gratuidade. A graça se baseia em atitudes unilaterais e incondicionais, onde o fruto é objeto da bondade do sujeito, mesmo que este não mereça e não tenha como retribuir, aliás é ai que a graça se manifesta, quando aquilo que é feito, não pode ser pago, só deve ser reconhecido por parte de quem a recebe em forma de atitudes do sujeito que age graciosamente.

A maior prova de graça é o próprio Deus, que nos acolhe em amor e nos trata com bondade, mesmo que sejamos pecadores e estejamos afastados dele devido a nossas maldades arraigadas em nosso coração. O discurso e a prática de Jesus sempre buscou enfatizar isto, ou seja, Deus ama de forma incondicional. (Mt 5.44-45) Seu amor se estende de geração em geração, através da Natureza, através de sua palavra escrita a bíblia sagrada e através da sua revelação maior, seu Filho entregue por nós cruz do Calvário para redenção de nossas culpas e iniquidades, visando nos perdoar, purificar e nos dar uma nova vida.

A maior mensagem do ministério de Jesus sempre foi esta: “compartilhem com os outros o que Deus está fazendo por vocês”, isto significa que se Deus nos amou a ponto de não levar em conta os nossos pecados nos perdoando, perdoe também teu próximo, mesmo que este não mereça como nós também não merecemos (Mt 5.42-44).

Jesus afirmou que amar quem nos ama e fazer o bem a quem nos quer bem é uma atitude normal e que não exige nada de mais de nós, mas o evangelho é superior a qualquer código ético que se empenha sempre em vingar o mal feito, aqui a lei é perdoe e não considere a ofensa. (Mt 5.46-47)

A dinâmica do Reino atua de uma forma especial e diferente por vários motivos, entre eles:

1º O Reino de Deus age a partir de uma transformação interior do ser humano, pois entende que toda mudança para o bem o upara o mal, começa no coração. (Mt 5. 27-28)

2º O Reino de Deus age transformando não só a essência, mas também a aparência, ele não nos fornece apenas uma filosofia de vida teórica, mas totalmente prática. (Mt 5.13-16)

3º O Reino de Deus age transformando a sociedade a partir do exemplo de Jesus, ele se tornou o maior referencial para ser seguido e isto seria muitas vezes incompreendido e chegaria a gerar perseguições para quem desejasse viver por estes novos paradigmas. (Mt 5.11-12)

4º O Reino de Deus age transformando a sociedade, não de cima para baixo como se estava acostumado a ver, mas debaixo para cima. A transformação não começa com os grandes líderes políticos, sociais e eclesiásticos, mas começa com gente bem-aventurada, muitas vezes totalmente desconhecida pela humanidade. (Mt 5.1-10),

·       Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus – Isto fala de gente humilde, de coração quebrantado e que entende a dor alheia.

·       Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados – isto fala de gente que chora, mas não só pelas suas demandas diárias, mas também pelo sofrimento alheio e se compraz em ajudar.

·       Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança – isto fala do espaço que alcança aquele luta por justiça, ele tem Deus como seu aliado, terra aqui fala tanto de espaço para o triunfo como da promessa escatológica, quando o Reino de deus encherá a terra.

·       Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos – isto fala de gente cujo coração se revolta pela corrupção, seja esta na esfera política, social ou religiosa, como pessoa deste caráter ela tem o apoio divino e a força que de Deus vem para implementar mudanças na vida daqueles que estão ao seu redor, isto gera satisfação na alma.

·       Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia – isto fala de gente que olha a dor alheia não como um castigo divino, mas como uma oportunidade de servir e de ser benção e de ser um abençoador de alguém, este tem o tempo todo, a misericórdia de Deus sobre si.

·       Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus – isto nos fala que o Reino antes de se manifestar fora de nós ele altera valores em nosso interior.

·       Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus – isto fala do ministério que Deus confiou aos homens que o da Reconciliação, nosso papel é reconciliar o homem com Deus, consigo e com o outro através do ensino da ética do Reino.

·       Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus – isto fala que todo aquele que quiser abraçar o Reino de Deus este lhe pertencerá, todavia o preço é a rejeição e a perseguição por parte dos que são anti - Reino de Deus.


sexta-feira, 23 de maio de 2014

A palavra de Deus informa, forma e transforma – Mt 4. 4,7,10, 19 e 23

                                        

O Pastor Eugene Peterson em seu livro “O pastor contemplativo” fala que existem três tipos de linguagens:

·       A linguagem informativa: é aquela linguagem onde nós usamos o vocabulário, as palavras, para conhecer e ser conhecido no mundo, através dela nomeamos objetos, pessoas, lugares, eventos, etc... Sua função é fornecer dados a mente para que esta se situe, se encontre, se localize, neste universo que é a vida humana emaranhada com outras vidas humanas nas mais diversas situações.

·       A linguagem motivacional: esta serve para dirigirmos a nossa vida e das pessoas no sentido de fazer coisas, tornar visões realidade, levar a ação, tomar atitudes e levar pessoas a tomar atitudes também.

  
·       A linguagem íntima. Esta está ligada aos sentimentos e as relações interpessoais em sua profundidade. Se apóia na ideia de estar perto e nem sempre o veículo da comunicação será a fala, as palavras, o vocabulário simples ou rebuscado. Nesta linguagem o toque físico, o abraço, olhar, o aperto de mãos, falará muitas vezes de forma mais eficaz do que as meras palavras. Segundo Eugene esta é a linguagem do bebê para com sua mãe. Dos amantes apaixonados, quando estão juntos e apenas com um olhar conseguem comunicar conceitos, ideais e emoções, cujas palavras não conseguem descrever.

Vivemos em um mundo onde este tipo terceiro de linguagem está cada vez mais escasso. Quando isto acontece os relacionamentos se tornam pragmáticos, sem brilho e sem afetividade profunda. O ser humano carece muito deste tipo de linguagem onde ele se sente querido e amado. Importante e necessário, mas ao mesmo tempo se sente vulnerável e compreendido. Dentro desta linguagem se desenvolve a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, de como ensina a palavra de Deus: sorrir com quem está feliz e chorar com quem está sofrendo. Jesus sempre viveu usando estes três tipos de linguagens e nós precisamos aprender a fazer o mesmo, principalmente atentando para esta terceira forma de linguagem em nossos relacionamentos.

No texto de Mateus capítulo quatro, Jesus é conduzido pelo Espírito ao deserto. Estando ali ele é tentado pelo Diabo, o inimigo de nossas almas, aliás, em um período onde ele estava fisicamente bem debilitado, por estar jejuando a quarenta dias e quarenta noites, antes de iniciar seu ministério terreno. Ao Sr confrontado, seu inimigo usou trechos das escrituras sagradas judias, partes da Lei, que nós cristãos denominamos Antigo Testamento. Jesus como profundo conhecedor das escrituras, se utiliza também da Lei Sagrada e se defende.

Ao sair dali, Jesus começa escolher os seus discípulos. Hoje quando queremos aprender algo novo nós nos matriculamos em uma escola e vamos conhecer os professores que nos ensinarão o que temos sede ou necessidade de aprender. Jesus contrariou nossa regra educativa, foi ele quem escolheu a dedo seus primeiros discípulos, que depois de treinado e devidamente orientados, seriam seus apóstolos e substitutos na tarefa de expandir o Reino de Deus na terra pela pregação do evangelho.

Após fazer sua primeira seleção, trazendo para sua equipe os primeiros quatro componentes, ele segue por toda a Galiléia, pregando e ensinado sobre o Reino de Deus e agindo trazendo cura e expulsando demônios.

Esta narração de Mateus nos ensina algumas verdades interessantes sobre apalavra de Deus e o processo de discipulado;

1º A palavra de Deus nos traz uma nova informação que a gente não possuía antes. Quando o nosso coração é exposto a palavra de Deus, começamos a entender conceitos nunca dantes experimentados, profundas verdades que a mente humana sem a luz de Cristo não pode perceber, por isso Jesus chamou aqueles homens, Pedro, André, Tiago e João. Seu objetivo, como ficará claro mais tarde, conforme vamos lendo o Evangelho, era comunicar a eles que o Reino de Deus havia chegado, um novo estilo de vida estava disponível para a raça humana. Uma informação de última hora estava sendo anunciada, a qual Jesus denominou boa notícia, que é o significadoi da palavra evangelho.

2º A palavra de Deus tem como objetivo formar em nós uma nova pessoa. A partir do dia que aqueles quatro homens passaram a caminhar com Jesus, suas vidas nunca mais seriam as mesmas, eles estavam se tornando novas pessoas. O chamado de Jesus para que os pescadores abrissem mãos de suas redes e se tornassem seus seguidores, aprendizes, alunos, tinha uma conotação fundamental: formar neles um novo caráter, uma nova personalidade, um novo homem, uma nova criatura (2Co 5.17) eles iriam nascer de novo (Jo 3.3)

3º A palavra de Deus visa transformar a nossa vida de maneira radical, progressiva e eterna. Jesus mais para frente assegurou dizendo: - Vocês já estão limpos pelas palavras que eu vos falei. Com esta palavra que ele lhes falava, palavra que não vinha dele, mas do Pai que o enviou, ele mudou de maneira radical a vida destes homens, porém o processo continuou até eles serem tirados da face da terra pra viver esta transformação de maneira eterna. Deus em Cristo pelo seu Espírito Santo deseja fazer com cada ser humano o que ele fez com aqueles quatro homens. Eles deixaram de ser pescadores de peixes e passaram a ser pescadores de homens, passaram a reproduzir em outras pessoas o que Jesus fez neles. Eles foram transformados e se tornaram transformadores de vida. Os quatro depois que foram informados por Jesus do seu Reino, o Reino foi implantado em seus corações, quando isto aconteceu um novo caráter, um novo homem, uma nova vida foi formada neles. Assim quatro pescadores foram radicalmente transformados. A palavra de Deus também quer mudar a sua vida, está escrito:


Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar. Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mt 11.27-30

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo - Mt 3.2

              

Antes de Jesus se manifestar a Israel e por consequência ao mundo, Deus levantou o um profeta chamado João. Este profeta veio preparando o caminho messiânico pregando uma mensagem com dois tópicos apenas:

·       Arrependimento
·        Reino dos Céus

Após batizar muita gente, Jesus o Cristo se aproxima para ser batizado por ele. João sabendo que ele era o Messias se considera indigno de batiza-lo. Jesus com toda humildade insiste em que João o batize e este o faz. Ao fazer isto, a voz de Deus fala do céu que aquele que está nas águas é o seu Filho. João então vê o Espírito Santo descer sobre Cristo na forma corpórea de uma pomba. Isto serviu para confirmar para o profeta, que Jesus era aquele que viria e que era prometido desde o Éden (Gn 315).

Quando Jesus iniciou seu ministério a mensagem que ele pregava era a mesma de João Batista. Arrependam-se e o Reino de Deus está entre vós. (Mc 1.15). Quando Jesus subiu aos céus ele confiou a sua igreja esta mesma missão (Mc 16.15 e Mt 28.18-20). A igreja e seus líderes continuaram pregando esta mesma mensagem (At 20.25). 

Temos relatos históricos que a mais de dois mil anos a igreja de Cristo que se compromete em ser e fazer discípulos, continua pregando esta dupla mensagem. Nós que fazemos parte da igreja contemporânea não podemos nem devemos dirigir a pregação, a disseminação e plantação da semente do evangelho em outra direção. 

Sabemos que a bíblia deve ser ensinada em toda a sua plenitude, em todos os assuntos que ela aborda, porém tudo deve ser estar relacionado a essas duas premissas básicas, sem as quais todas as outras passagens das escrituras sagradas, se tornaram mal interpretadas. 

A igreja não deve pregar o que os profetas, os apóstolos, os pais da igreja e o próprio Jesus Cristo não pregou. Nós não temos uma mensagem saída do forno, moderna, nova ou inovadora. Precisamos perseverar em ministrar o que nos foi delegado e incumbido. Anunciemos o arrependimento e o Reino de Deus.

O que é anunciar o arrependimento e o Reino?

1º É afirmar que todos são pecadores e que foram afastados de Deus pela sua iniquidade. Rm 3.23

2° É afirmar que não há um justo sequer que só faça o bem e que nunca peque. Ec 7.20

3º É afirmar que o salário do pecado é a morte: espiritual, física e eterna. Rm 6.23

4º É afirmar que se homem reconhecer seus pecados, em Cristo ele pode ser inocentado e perdoado. Rm 5.1 e 1Jo 1.7 – 2.3

5º É afirmar que a graça, que é o favor de Deus pelo homem, ainda que este não mereça, lhe garante salvação. Ef 2.8-9

·       No passado do poder do pecado
·       No presente da influência do pecado
·       No futuro da presença do pecado

6º É afirmar que o homem tem três grandes inimigos:

·       Sua natureza pecaminosa que luta contra sua natureza espiritual regenerada Rm 7

·       O mundo, que é o sistema maligno que é anticristão e antibíblico 2 Co 4.4 e 1 Jo 5.19  

·       O Diabo, um ser pessoal, inteligente e inimigo de tudo  o que é bom. Jo 10.10ª

      7º É afirmar que através de crer em Jesus Cristo, o homem pode viver uma nova vida, a partir do Novo Nascimento Jo 3.3. Onde ele recebe uma nova natureza interior. 2 Co 5.17

     8º É afirmar que nascera um novo dia onde aquilo que hoje é experimentado de forma limitada e invisível, chamado Reino de Deus, um dia tomará conta de toda a terra, em uma nova ordem de valores, onde o Reino de Deus será ilimitado, visível e abundante em tudo e em todos. Sl 30.5, Jo 10.10b e 1 Co 15.24-28. Ap 21 e 22