segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Amor - C.S Lewis


                                         
                                   
Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não deve entregá-lo á ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar-se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A formiga - Paulo Roberto Gaefke





Observando algumas formigas no jardim aqui de casa, percebi que todas 
seguiam uma mesma rota carregando folhas maiores que elas mesmas, 
mas, seguiam firme em direção ao formigueiro que descobri poucos passos 
adiante, o que para elas deveria representar uma grande viagem.

De repente percebo que uma delas está com uma folha exageradamente grande nas
costas, deveria ser pelo menos vinte vezes maior que ela, e seu esforço
era notado a distância. Fiquei ali imaginando o orgulho dessa formiga
presunçosa, carregando aquela folha gigantesca e como ela deveria estar
ansiosa em mostrar a formiga rainha como ela era forte, como ela era
capaz, quem sabe até ganharia uma promoção?

Enquanto a fila de formigas seguia em direção ao formigueiro, essa formiga girava em volta
de si mesma, sem conseguir sair do lugar, seu esforço era tão grande
que mal avançava um passo, voltava dois para trás, estava tão cega, tão
entretida na sua luta de carregar aquele mundão nas costas que nem
percebeu que todas as formigas largaram as folhas para escapar do pé de
um menino que vinha correndo atrás de uma bola. 

As formigas escaparam por pouco, mas nossa amiguinha não teve a 
mesma sorte, morreu esmagada, agarrada a sua folha gigante.

Assim como a formiga, nós seres humanos inteligentes e sensíveis, vez em
quando queremos carregar mais coisas em nossas costas que podemos
suportar, os problemas dos outros, as dores do mundo e a ganância de
querer sempre mais, de ser mais e melhor e quando acordamos para a
realidade estamos esmagados pelo peso de nossa insensatez. 

Cuide mais de você, o dia passa, as pessoas passam, o tempo passa, mas você fica. 
Você será a sua eterna companhia, todos podem até fugir de você, mas você
não pode fugir desse encontro com você mesmo, com a sua paz interior,
com a sua felicidade.

Por amor a você, carregue apenas a sua mala, e de preferência, o mais vazia possível!


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O mito da caverna - Platão

                                                   

"Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar ea olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior. A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros (no exterior, portanto) há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.

Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam. Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria. Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.


Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los. Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.

Moral da história: Será que não é isso que acontece muitas vezes com o ser humano. Vive de ilusão pensando que é realidade, porém a ilusão não é só dele, assim quando se liberta de sua cegueira e tenta levar outros ao que conheceu estes se indgnam contra ele e tentam leva-lo de volta ao "mundo" que ele vivia e se não conseguem, talvez não o matem literalmente mas o fazem em suas vidas. Sepulta-no em seu passado e em seu esquecimento.

(Extraído de: Marilena Chauí, Convite à Filosofia, Ed. Ática)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Não é o dinheiro-Nizan Guanaes


                                       

SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais. 

Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna. 

Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio. 
Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado. 

É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.
Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência. 

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma. 

A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho". 

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. 

Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. 

Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos. 

A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.

É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. 

Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.
Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés. 

Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!". 

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa. 

Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. 

Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso". 

Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo. 
Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.
Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo? 

sábado, 18 de agosto de 2012

Igreja Elim do Pq. Brasil - Ministrando na Rede de Jovens



                                                                                                           

                                                           
                                                                                 



























quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Compromisso


Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. 
                                                                                                     (1 Coríntios 11:25)

 

Aquele que já teve um encontro pessoal com Jesus Cristo sabe que no Calvário, Ele fez conosco um pacto, uma aliança, um concerto eterno. Este ato nos trouxe para um relacionamento íntimo com Deus, estamos agora em uma aliança de direitos, que nos fez co-herdeiros com Cristo, como filhos amados do Pai, mas também nos levou neste relacionamento ao outro lado da moeda que são os deveres, que implicam em comprometimento, em cumprir os seus mandamentos, cujo maior deles é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Assim este relacionamento com Deus, precisa afetar todas as áreas de nossa vida, permeando todos os nossos vínculos, gerando novas atitudes e comportamentos, alinhados com a ética do Reino dos Céus que Jesus veio nos trazer e que os sermões de Jesus, suas parábolas e seus conselhos, fizeram questão de enfatizar.