Um convite para repensarmos os nossos relacionamentos com Deus, com as pessoas e com a vida...
domingo, 7 de outubro de 2012
Elim Pq. Planalto - Ministrando no aniversário da igreja
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O Rato

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.
Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há ratoeira na casa, ratoeira na casa!!
A galinha:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e:
- Há ratoeira na casa, ratoeira !
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e:
- Há ratoeira na casa!
- O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos!
"Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos."
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Epitáfio - Desconhecido

Quando era jovem e livre, sonhava em mudar o mundo.
Na maturidade, descobri que o mundo não mudaria.
Então resolvi transformar meu país.
Depois de algum esforço, terminei por entender que
isso também era impossível.
No final de meus anos, procurei mudar minha família,
mas ela continuou a ser como era.
Agora, no leito de morte, descubro que minha missão
teria sido mudar a mim mesmo.
Se tivesse feito isso, teria sido capaz de transformar
minha família.
Então, com um pouco de sorte, esta mudança
afetaria meu país e quem sabe o mundo inteiro.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Amor - C.S Lewis

Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não deve entregá-lo á ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar-se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.
sábado, 8 de setembro de 2012
Igreja Elim -Jd. das Oliveiras: Ministrando para casais e famílias
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
A formiga - Paulo Roberto Gaefke
Observando algumas formigas no jardim aqui de casa, percebi que todas
seguiam uma mesma rota carregando folhas maiores que elas mesmas,
mas, seguiam firme em direção ao formigueiro que descobri poucos passos
adiante, o que para elas deveria representar uma grande viagem.
De repente percebo que uma delas está com uma folha exageradamente grande nas
costas, deveria ser pelo menos vinte vezes maior que ela, e seu esforço
era notado a distância. Fiquei ali imaginando o orgulho dessa formiga
presunçosa, carregando aquela folha gigantesca e como ela deveria estar
ansiosa em mostrar a formiga rainha como ela era forte, como ela era
capaz, quem sabe até ganharia uma promoção?
Enquanto a fila de formigas seguia em direção ao formigueiro, essa formiga girava em volta
de si mesma, sem conseguir sair do lugar, seu esforço era tão grande
que mal avançava um passo, voltava dois para trás, estava tão cega, tão
entretida na sua luta de carregar aquele mundão nas costas que nem
percebeu que todas as formigas largaram as folhas para escapar do pé de
um menino que vinha correndo atrás de uma bola.
As formigas escaparam por pouco, mas nossa amiguinha não teve a
mesma sorte, morreu esmagada, agarrada a sua folha gigante.
Assim como a formiga, nós seres humanos inteligentes e sensíveis, vez em
quando queremos carregar mais coisas em nossas costas que podemos
suportar, os problemas dos outros, as dores do mundo e a ganância de
querer sempre mais, de ser mais e melhor e quando acordamos para a
realidade estamos esmagados pelo peso de nossa insensatez.
Cuide mais de você, o dia passa, as pessoas passam, o tempo passa, mas você fica.
Você será a sua eterna companhia, todos podem até fugir de você, mas você
não pode fugir desse encontro com você mesmo, com a sua paz interior,
com a sua felicidade.
Por amor a você, carregue apenas a sua mala, e de preferência, o mais vazia possível!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
O mito da caverna - Platão
"Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar ea olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior. A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros (no exterior, portanto) há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam. Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria. Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los. Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.
Moral da história: Será que não é isso que acontece muitas vezes com o ser humano. Vive de ilusão pensando que é realidade, porém a ilusão não é só dele, assim quando se liberta de sua cegueira e tenta levar outros ao que conheceu estes se indgnam contra ele e tentam leva-lo de volta ao "mundo" que ele vivia e se não conseguem, talvez não o matem literalmente mas o fazem em suas vidas. Sepulta-no em seu passado e em seu esquecimento.
(Extraído de: Marilena Chauí, Convite à Filosofia, Ed. Ática)
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