Um convite para repensarmos os nossos relacionamentos com Deus, com as pessoas e com a vida...
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Igreja Evangélica Elim Parque Brasil - Palestra para Casais
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
A Igreja e a cultura

Deus nos criou como seres sociais e instrui-nos a produzir uma
cultura que reflita os princípios espirituais e morais de sua Palavra. A cultura é conhecida e propagada por intermédio das crenças, hábitos,
comportamentos e valores de um povo. Como servos de Deus, vivemos em sociedade
e fazemos parte de uma cultura. Todavia temos a mente de Cristo (1 Co 2.16), e devemos exercer
influência sobre a cultura transformando-a segundo os valores do Evangelho de
Cristo. Devemos observar que a cultura, apesar de fazer parte da criação
divina, foi contaminada pela Queda de nossos primeiros pais Adão e Eva no Éden,
por essa razão, os filhos do Reino devem examinar o seu ambiente cultural com
base na Bíblia Sagrada. Há relatos de homens e mulheres piedosos que
influenciaram a cultura dos seus dias, transformando-a pela eficácia da Palavra
de Deus. É da vontade do Pai que a Igreja de Cristo influencie e transforme a
cultura que a cerca, apresentando-se como sal da terra e luz do mundo.
I. A CULTURA ANTES E APÓS A QUEDA
1. A natureza
da cultura humana. Derivada do latim, a palavra “cultura” refere-se às
produções sociais e aos costumes das sociedades humanas. A cultura de
um povo manifesta-se através de seus hábitos, comportamentos, artes, crenças e
valores. Criado por Deus, o ser humano foi por Ele dotado de extraordinária
capacidade para administrar este mundo (Gn
1.28-30). A capacidade de criar e desenvolver uma cultura, é um dom divino.
Nossa cultura pode e deve refletir o amor, a bondade e a verdade do Pai
Celeste. Todavia, por causa do pecado, a produção cultural do ser humano
acha-se comprometida pelo mal (Gn
3.5-10,17-19). Por isso, devemos submetê-la ao crivo das Sagradas
Escrituras.
2. A cultura como
beleza da criação. O Pai Eterno
impregnou-nos com a sua imagem e semelhança (Gn 1.26), tornando-nos capazes de pensar, criar e comunicar-nos
uns com os outros e com Ele próprio. Tudo o que fazemos tem um caráter social,
seja cuidando da terra, seja zelando pelos animais ou administrando nossa
família (Gn 1.28,29). Enfim, sempre
que nos pomos a servir ao próximo, obedecemos aos mandamentos de Deus através
de nosso fazer cultural (comissão cultural). Assim, glorificamos ao Senhor (Lc 6.9).
3. A Queda manchou a
cultura humana. A Bíblia afirma
que o pecado subjugou a humanidade, comprometendo toda a criação de Deus. Por
isso, a criatura geme e espera por sua redenção (Rm 8.19-23). Logo, nenhuma produção cultural é perfeita, porque
somos imperfeitos por natureza. E uma das coisas mais danosas que podemos fazer
da cultura é adorar a criatura em lugar do Criador
(Rm 1.18-25).
II. EXEMPLOS BÍBLICOS DE RELACIONAMENTO
CULTURAL
1. Daniel discerne a
cultura babilônica. O Império de
Babilônia era singular em belezas artísticas, arquitetônicas, literárias e
científicas. Indaga retoricamente o rei Nabucodonosor: “Não é esta a grande
Babilônia que eu edifiquei para a casa real?” (Dn 4.30). Nesse contexto cultural, achava-se Daniel. Dotado de uma
fé consistente e de um profundo conhecimento da lei divina, o jovem hebreu
soube como discernir os prós e os
contras da cultura babilônica. Ele examinava tudo e retinha o bem, conforme
aconselha-nos Paulo (Dn 1.4; cf.
2.48,49; 1 Ts 5.21). Quando os valores de sua fé eram desafiados, Daniel
não abandonava nem negociava com os seus princípios espirituais, morais e
éticos (Dn 1.8; 6.6-10). Através de uma postura tão firme e corajosa, fez
sobressair sua fé no Deus Único e Verdadeiro. É assim que devemos agir e
reagir, como o povo de Deus, em relação ao contexto cultural no qual estamos
inseridos.
2. Paulo, Barnabé e a
transformação cultural em Listra. Na província
romana da Galácia, havia uma cidade chamada Listra. O templo de Júpiter e de
Mercúrio ocupava o centro da cidade, cujos habitantes, de ascendência cultural
grega, acreditavam na humanização desses deuses. Segundo o poeta romano, Ovídio,
Júpiter e Mercúrio desceram, certa vez, à Terra, disfarçados de viajantes.
Recebidos por Filemon e sua esposa, Baucis, deram ao casal, como premiação pela
acolhida, a incumbência de lhes guardar o templo em Listra. Tal crença
ajuda-nos a entender melhor o capítulo 14
de Atos. A passagem narra a chegada de Paulo a Listra, onde curou um
paralítico de nascença. Diante do milagre, os habitantes de Listra foram
induzidos a pensar que os deuses achavam-se novamente entre eles. Por isso,
chamaram a Barnabé de Júpiter e a Paulo de Mercúrio. Tal fato denota a
idolatria que dominava a cultura greco-romana. Todavia, Paulo e Barnabé
trataram de corrigir o engano. Assim, contrapuseram o Evangelho de Cristo à
cultura pagã de Listra. E ali mesmo, estabeleceram uma igreja (At 14.21,22). Com Paulo e Barnabé,
aprendemos o quanto devemos levar a sério a transformação cultural da sociedade
por meio da prática da Palavra de Deus (
At 17.15-34).
III. O EVANGELHO, A IGREJA E A CULTURA
1. O Evangelho
e a cultura. Nascido judeu, Jesus foi educado na lei de Moisés,
participou das festas anuais em Jerusalém, frequentou as sinagogas e, como
ensinador, mostrou ao povo a singularidade da mensagem evangélica. Ele
participou ativamente da história e da cultura judaica (Jo 1.14; Gl 4.4). E foi entre homens comuns que o meigo nazareno
anunciou a mensagem de amor e de salvação (Mt
11.19). Tudo, dentro de um contexto cultural.
2. Igreja e cultura. A Igreja Primitiva deparou-se com várias questões de
caráter cultural. Haja vista o concílio de Jerusalém (At 15). A relação entre os cristãos judeus e gentios era delicada
e demandava muita diplomacia e tato por parte dos apóstolos, para que não
houvesse conflitos entre ambos os grupos (Rm
2.12-16; 14.5-9). A cultura jamais deve ser motivo de divisões no seio da
igreja. E uma vez que estamos inseridos num ambiente cultural, não podemos isolar-nos deste, mas
utilizá-lo para comunicar a mensagem do Evangelho.
3. O despertamento
cultural da Igreja. Assim como
Daniel, Paulo e Jesus de Nazaré, a Igreja tem o dever de propor uma
contracultura para esta sociedade. A mídia impõe sobre nós uma carga cultural
completamente oposta aos valores do Evangelho. E o que a Igreja tem feito? Não
há dúvida de que o Senhor deseja usar cada crente para levar a Palavra de Deus
a um mundo que jaz no maligno. Esta é a nossa missão. A justificação das
Escrituras para a construção da cultura começa em Gênesis. No limiar da
Criação, a terra é sem forma, vazia, escura e não desenvolvida. Então,
cumprindo uma série de etapas, Deus estabelece as características básicas da
Criação: luz e escuridão, terra e mar acima e abaixo do firmamento, e assim por
diante. Depois, todavia, Deus muda sua estratégia. Até o sexto dia, Deus fez
todo o trabalho da Criação diretamente. Mas agora cria os primeiros seres
humanos e os ordena a levar adiante de onde deixou: eles deveriam refletir sua
imagem e exercer domínio sobre toda a Criação (Gênesis 1.26). Daí em diante, o desenvolvimento da Criação seria
primeiramente social e cultural: seria o trabalho dos homens, enquanto
obedecessem os mandamentos de Deus para povoar e subjugar a terra (Gn 1.28). Algumas
vezes chamada de ‘comissão cultural’ ou ‘mandato cultural’, a ordem de Deus é a
culminação de suas obras na Criação. A cortina foi erguida no palco, e o
diretor dá às personagens a deixa inicial no drama da história. Embora tudo o
que Deus criou tenha sido considerado ‘muito bom’, a tarefa de explorar e
desenvolver os poderes e potenciais da Criação, a tarefa de construir uma
civilização, Ele atribui aos portadores de sua imagem. ‘Em sendo frutíferos
deveriam preenchê-la ainda mais; ao subjugá-la deveriam desenvolvê-la ainda
mais. A mesma ordem ainda nos diz respeito hoje. Apesar de a Queda ter
introduzido o pecado e o mal na história humana, ela não apagou o mandato
cultural. As gerações desde Adão e Eva ainda têm filhos, constroem famílias e
se espalham sobre a terra. Elas ainda criam animais e semeiam nos campos. Ainda
constroem cidades e governos. O pecado introduz um poder destrutivo na ordem da
Criação de Deus, mas não oblitera aquela ordem. Quando somos redimidos, não
somos apenas libertados das motivações pecaminosas que nos dirigem, mas também
restaurados para cumprir o propósito original, para fazer aquilo para o qual
fomos criados: edificar sociedades e criar culturas e, assim, restaurar a ordem
criada.
CONCLUSÃO
Se trabalhada de acordo com a Palavra de Deus, a cultura faz-se
bela, verdadeira e útil. Ciente dessa verdade, a Igreja de Cristo não pode
ficar impassível. Transformemos, pois, nossa cultura com a mensagem do
Evangelho, pois, como prometeu o próprio Cristo, “as portas do inferno não
prevalecerão contra [a Igreja]” (Mt
16.18). Nos primeiros seis dias da narrativa de Gênesis, Deus forma e enche
o universo físico. Deus cria o primeiro casal humano para ter domínio sobre a
terra e governá-la em seu nome. O texto deixa claro que os seres humanos não
são governantes supremos, livres para fazer tudo que desejarem. Seu domínio é
uma autoridade delegada — eles são representantes do Governador Supremo,
chamados para refletir seu cuidado santo e amoroso para com a criação. Eles têm
de ‘cultivar’ (palavra que tem o mesmo radical que ‘cultura’) a terra (Gn 2.15). O modo como expressamos a
imagem de Deus pode ser demonstrado pela nossa criatividade e maneira de
construir culturas. Este era o propósito de Deus quando criou o ser humano, e
até hoje continua sendo seu propósito para nós. O plano original de Deus não
foi cancelado pela queda. O pecado corrompeu cada aspecto da natureza humana,
mas não nos fez menos que humanos. Não somos animais irracionais. Ainda
refletimos “por espelho” (1 Co 13.12),
“obscuramente”, nossa natureza original como portadores da imagem de Deus. Gênesis
nos fala de nossa verdadeira natureza, das coisas que não podemos deixar de
fazer, do modo como Deus criou cada ser humano com um fim específico. Nosso
propósito é precisamente cumprir nossa natureza dada por Deus
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Conselhos para colocarmos em prática em 2014
Não assuma compromissos do tipo “vou iniciar uma dieta”, “vou começar alguma atividade física”, “vou terminar o curso de inglês”. Esse tipo de coisa serve apenas para acumular culpa e frustração sobre os seus ombros.
Trate os “lugares futuros imaginários” apenas como referência para a maneira como você vive hoje – faça valer a caminhada: se você chegar lá, chegou, se não chegar, não terá do que se arrepender. A felicidade não é um lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai.
Não pense que você vai conseguir dar uma guinada na vida apenas mudando o seu visual. É a alegria do coração que dá beleza ao rosto, e não a beleza do rosto que dá alegria ao coração.
Não faça nada que vá levar você para longe das suas amizades verdadeiras. Amizades levam um tempão para se consolidar e um tempinho para esfriar, pois assim como a proximidade gera intimidade, a distância fragiliza os vínculos.
Não fique arrumando desculpas nem explicações para as suas transgressões. Quando cometer um pecado, assuma, e simplesmente diga “fiz sim, me perdoe”. Comece falando com Deus e não pare de falar até que tenha encontrado a última pessoa afetada pelo que você fez.
Não faça nada que cause danos à sua consciência. Ouça todo mundo que você confia, tome as suas decisões, e assuma as responsabilidades. Não se importe em contrariar pessoas que você ama, pois as que também amam você detestariam que você fosse falso com elas ou se anulasse por causa delas.
Não guarde dinheiro sem saber exatamente para que o está guardando. Dinheiro parado apodrece e faz a gente dormir mal. Transforme suas riquezas em benefícios para o maior número de pessoas. É melhor perder o dinheiro que ocupa seu coração, do que o coração que se ocupa do dinheiro.
Não deixe de se olhar no espelho antes de dormir. Caso não goste do que vê, não hesite em perder a noite de sono para planejar o que vai fazer na manhã seguinte. Ao se olhar no espelho ao amanhecer, lembre que com o sol chega também a misericórdia de Deus: a oportunidade de começar tudo de novo.
Não leve mágoas, ressentimentos e amarguras para o ano novo. Leve pessoas. Sendo necessário, perdoe ou peça perdão. Geralmente as duas coisas serão necessárias, pois ninguém está sempre e totalmente certo. Respeite as pessoas que não quiserem fazer a mesma viagem com você.
Não deixe de se perguntar se existe um jeito diferente de viver. Não acredite facilmente que o jeito diferente de viver é necessariamente melhor do que o jeito como você está vivendo. Concentre mais energia em aprender a desfrutar o que tem do que em desejar o que não tem.
Não deixe o trabalho e a religião atrapalharem sua vida. Cante sozinho. Leia poesias em voz alta. Participe de rodas de piada. Não tenha pressa de deixar a mesa após as refeições. Pegue crianças no colo. Ande sem relógio. Fuja dos beatos.
Não enterre seus talentos. Nem que seu único tempo para usá-los seja da meia noite às seis. Ninguém deve passar a vida fazendo o que não gosta, se o preço é deixar de fazer o que sabe. Útil não é quem faz o que os outros acham importante que seja feito, mas quem cumpre sua vocação.
Não crie caso com a mulher ou com o marido. Nem com o pai nem com a mãe. Nem com o irmão nem com a irmã. Caso eles criem com você, faça amor, não faça a guerra. O resto se resolve.
Não jogue fora a utopia. Ninguém consegue viver sem acreditar que outro mundo é possível. Faça o possível e o impossível para que esse outro mundo possível se torne realidade.
Não deixe a monotonia tomar conta do seu pedaço. Ninguém consegue viver sem adrenalina. Preste bastante atenção naquilo que faz você levantar da cama na segunda-feira: se for bom apenas para você, jogue fora ou livre-se disso agora mesmo. Caso não queira levantar da cama na segunda-feira, grite por socorro.
Não deixe de dar bom dia para Deus. Nem boa noite. Mesmo quando o dia não tiver sido bom. Com o tempo você vai descobrir que quem anda com Deus não tem dias ruins, apenas dias difíceis.
Não negligencie o quarto secreto onde você se encontra com seu eu verdadeiro e com Deus – ou vice-versa. Aquele quarto é o centro do mundo – o mundo todo cabe lá dentro, pois na presença de Deus tudo está e tudo é.
Não perca Jesus de vista. Não tente fazer trilhas novas, siga nos passos dEle. O caminho nem sempre será tão confortável e a vista tão agradável, mas os companheiros de viagem são inigualáveis.
Não caia na minha conversa. Aliás, não caia na conversa de ninguém. Faça sua própria lista. Escolha bem seus mestres e suas referências. Examine tudo. Ouça seu coração – geralmente é ali que Deus fala. Misture tudo e leve ao forno.
Não fique esperando que sua lista saia do papel. Coloque o pé na estrada. Caso não saiba por onde começar, não tem problema. O sábio disse ao caminhante que “não há caminho, faz-se caminho ao andar"
Ed René Kivitz
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Discipulado Cristão
Para a vida cristã o discipulado é algo de grande valia, tanto que o
Senhor Jesus mandou que seus discípulos fizessem outros discípulos, “Ide,
portanto, fazei discípulos de todas as nações”. (Mt 28.19) O discipulado não é algo que se deve ser feito de
qualquer maneira, pela sua grande importância. É através dele que os
novos convertidos têm seu primeiro contato com as doutrinas bíblicas, trazendo
o conhecimento real de Deus e mostrando para a pessoa quais são as suas
responsabilidades como uma nova criatura e como ser um novo discipulador.
Em muitas igrejas o discipulado se restringe em uma classe de escola
dominical ou em outro dia qualquer. Mas ele não deve estar restrito só a
classe de novos convertidos, e sim voltado para todos os crentes já que nunca
teremos o conhecimento completo de tudo o que foi escrito na palavra de Deus de
forma total e perfeita. Todas as vezes que estudamos a palavra de Deus
sempre vamos aprender algo novo e poderemos repassar para as outras pessoas. Como
um discípulo temos o alvo de ser como o nosso mestre Jesus Cristo e para isso
temos que ser muito bem instruídos, só assim poderemos chegar a ser parecidos com
o nosso instrutor. “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele,
porém, que for bem instruído será como o seu mestre”. (Lc 6:40).
O discipulado é ininterrupto, todos independente de quanto tempo de
conversão tenham, precisam estar continuamente dentro de um discipulado. A vida
cristã é uma vida de eterno aprendizado. O discipulado cristão é a condição para alguém
aprender a ser discípulo de Jesus. É a capacidade dada por Deus para
apreendermos o padrão da vida crista e transmitirmos todo esse aprendizado a
outras pessoas. O amor é o elemento principal para que andemos em obediência e
a bíblia é a principal ferramenta de trabalho.
Há um vínculo de fidelidade entre mestre e
discípulo, alias não poderia ser diferente. A lealdade a Jesus Cristo é um
pressuposto ao discipulado cristão. Não se pode dizer que se segue a Cristo,
sem ser leal aos seus ensinos, e a sua pessoa. A aprendizagem e
o discipulado será conduzida pelo Espírito de Deus, que após a volta de Cristo
aos céus, veio nos ensinar todas as coisas, Ele é nosso ensinador e Mestre
principal, mas Deus também usa os que tem mais maturidade do que a gente para
nos aconselhar e aperfeiçoar a nossa vida relacional com Ele. Jesus Cristo
continua sua ação discipuladora através do Espirito Santo. O preço do discipulado é alto. Todos os que quiserem seguir a Cristo,
terão que estar dispostos a pagar o preço, caso contrário, jamais serão
verdadeiros discípulos. Não há lugar no Reino de Deus, para aqueles que não
assumem um compromisso de confessar a Cristo diante dos homens.
Discípulo, não é tão somente aquele que aprende;
mas também o que assume um compromisso com o seu Mestre. O discipulado é amor
pelos outros crentes e os não crentes, pois o Pai não nos deu o direito de
identificar os não salvos. Não se entende discípulo de Cristo sem o amor
fraternal. A prática do discipulado se estende a todas as
áreas da nossa vida, seja religiosa ou secular. Nesta disciplina o aluno
perceberá a importância de seguir a ordem de Jesus de ser um discípulo e um
discipuldor. Para que a nossa tarefa de compartilhar o Reino de Deus se torne
cada vez mais eficáz, precisamos transmitir a vida de Cristo, através do
discipulado cristão.
DISCIPULADO,
UMA ORIENTAÇÃO DE JESUS
No
final do evangelho segundo escreveu Mateus está escrito: E, aproximando-se
Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de
todas as nações, batizando-os em
nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e
eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mt 28: 18-20) Ide e fazei discípulos
de todas as nações é o mandamento do Senhor para nós. Todos no corpo de Cristo,
são chamados a participarem dessa tarefa,
que não é um dom especial para uma minoria privilegiada, e sim um mandamento, e
todos os que creem em Cristo não tem outra opção, senão obedecer.
O QUE É O DISCIPULADO?
O
discipulado é o relacionamento entre um mestre e um aluno baseado no modelo que
é Jesus Cristo. Onde o mestre reproduz no aluno a plenitude da vida que há em Cristo,
capacitando o aluno a treinar outros para que também ensinem novos discípulos
Este relacionamento liga a pessoa à cadeia de autoridade existente na Igreja.
Assim o discípulo é acompanhado em seu processo de crescimento e ajudado a
conformar sua vida com o propósito de Deus, como também a se encaixar na vida
da Igreja. Discipular é transmitir a vida de Jesus para aqueles que estão
sendo ensinados e encorajados a estreitar a cada dia o seu relacionamento com o
Pai. É reproduzir essa vida em outras pessoas, ensinando-as a guardar tudo que
Ele ordenou.
O QUE É UM DISCÍPULO?
É
aquele que crê no que Cristo disse na sua palavra e se dedica a fazer tudo o
que Cristo mandou. É aquele que aprende, que está vivendo o que aprende e que busca
comunicar aos outros aquilo que aprendeu. O discípulo de Cristo deve tomar
algumas atitudes importantes, como:
·
Amar a
Jesus sobre todas as coisas (
Lc14:26-27)
·
Renunciar a
tudo que possui por amor a Cristo que possam atrapalhar a sua caminhada de fé ( Lc14:33)
·
Ser um praticante
da palavra (Jo8:31)
·
Dedicar-se a amar
o seu próximo (Jo13:34-35)
·
Buscar trabalhar
na obra de Deus, para gerar frutos (Jo15:8)
·
Cultivar
o
fruto do Espírito Santo (Gl 5.21-22)
PORQUE FAZER DISCÍPULOS?
Por que Jesus fez assim e mandou que fizéssemos
também. Ele concentrou seus esforços em 12 homens. Ministrou em suas vidas
durante três anos, de dia e de noite, nos dando o exemplo de como devemos
fazer. Esta é uma ótima maneira de preparar pessoas para servir o Reino de Deus
de forma mais esclarecida e bíblica. Sem submissão não há formação. O discípulo
deve ser manso e humilde, estando sujeito aos seus líderes, sem rebeldia e
obstinação. O princípio básico para ter autoridade é estar debaixo de autoridade
de alguém e se sujeitar a ela, neste item Jesus Cristo é o maior exemplo de
obediência e submissão, quando no seu relacionamento com o Pai durante todo o
seu ministério terreno, foi obediente até a morte e morte de cruz (Fp 2.8). Ninguém tem autoridade em si
mesmo. Nossa autoridade vem de Jesus. Autoridade é diferente de autoritarismo:
Autoridade: é algo que o indivíduo tem por deter conhecimento ou um
cargo específico e as responsabilidades que vem junto com
estes conhecimentos ou cargo, seja autoridade executiva,
legislativa, judiciária, ou eclesiástica. Autoridade tem a ver com liderança,
comando, postura, respeito. Deve ser moderada e deve permitir que
outros tenham voz e possam crescer. No momento em que esta liderança
passa a desconsiderar opinião, ou a pessoa do outro, passa a ser autoritarismo.
Isso é terrível, nocivo ao bem estar do ser humano. Quando o homem tem
autoridade o povo admira, ama, respeita.
Autoritarismo: é a imposição pela força, na marra, pelo grito: “eu sou”, “eu
faço”, “eu mando e acabou”, sem ouvir ninguém. Suas decisões estão sempre
em primeiro lugar. Não dá tempo para que seus subordinados mostrem seus
talentos e dons. Na verdade sufoca os que estão ao seu lado. Não por medo de
perder seu lugar, mas por sentir-se superior nos conhecimentos, muitas vezes
usando as palavras “eu fui isso”, “eu fui aquilo”, ou “eu tenho poder!”
Você se lembra do tempo de colégio onde professores que não
levantavam a voz em momento nenhum quando se aborreciam com a gente? Eles apenas
lançavam um olhar e nós já sabiamos que era para baixar a bola ou calar a
boca. Eles tinham autoridade. Já outros professores gritavam como loucos dentro
da sala e só conseguiam com que a turma se acalmasse sobre ameaça
de provas surpresas ou tirar pontos, expulsão, etc. Esses eram os autoritários.
Precisamos aprender a ter autoridade e não ser um autoritário,
pois, por não ouvir as pessoas que estamos discipulando, podemos estar deixando
de descobrir um talento maravilhoso na vida daquela pessoa. O
discipulador precisa entender que ele esta ali para servir o discípulo e não para
ser o dono dele. Devemos ensinar como o apóstolo Paulo aos seus discípulos da
igreja de Éfeso, todo o “conselho de Deus” (At 20.27) e não os nossos gostos e preferências pessoais,
precisamos entender que muito antes de ser um discípulo nosso o irmão ou a irmã
na fé, que estamos orientando é um discípulo de Cristo, mas para isso o discipulador
deve ter claro para si e deixar bem claro para o discípulo, três situações
distintas:
Os
princípios da palavra de Deus: Quando estiver ministrando a um discípulo é
importante deixar bem claro que os princípios de Deus são ordens bíblicas para
serem obedecidas e a estes o discípulo deve ter uma submissão absoluta. Quando
damos a palavra de Deus a um discípulo e ele não a recebe ele está sendo
rebelde. Nesse caso devemos seguir as orientações dadas por Jesus em Mt 18.15-20, ou seja a pessoa poderá
até ser disciplinada. Todos no Corpo de Cristo, e não apenas o discipulador,
têm autoridade para corrigir e repreender outro irmão dentro do ensino da palavra
de Deus. Deve-se observar, antes, o ensino de Paulo aos gálatas em Gl 6.1-6 e o de Jesus aos seus
discípulos em Mt 7.1-5. A Palavra de
Deus deixa claro alguns assuntos e a estes devemos também mostrar para quem
está sendo discipulado a sua clareza, por exemplo: o novo convertido está tendo
relações sexuais com sua namorada, a bíblia mostra claramente que isto é
fornicação, cabe ao discipulador mostrar isto para o discípulo na bíblia e
mostrar objetivamente que tal conduta entristece a Deus e ao seu Espírito. (Gl 5.19, Ap 2.21 e 1Ts 4.3)
Os nossos conselhos: Referente
a conselhos a submissão aqui é relativa, por exemplo: quando dizemos a um
discípulo que ele não pode casar com uma moça incrédula, estamos dando a palavra
do Senhor (2 Co 6.14). Isso é
absoluto. Mas quando falamos que não é bom que ele se case com a “irmã fulana”,
estamos dando um conselho. Pode ser que o conselho que damos seja baseado no
conhecimento que temos da palavra de Deus, mas mesmo assim não passa de
conselho. É relativo. Se o discípulo rejeita um conselho, não é necessariamente
um rebelde. Entretanto, aquele que nunca aceita conselhos, é orgulhoso e auto -
suficiente dificultando assim o seu processo de maturidade cristã, que é o que
se visa no discipulado cristão. (Pv
12.15 e 19.20)
As nossas opiniões: Não
é necessário por parte do discípulo, nenhum tipo de submissão às opiniões e
gostos pessoais do discipulador. Muitas vezes seremos questionados por quem
estamos discipulando, acerca de nossas opiniões sobre diversos assuntos, isto é
muito normal, mas não poderemos constranger as pessoas discipuladas a
concordarem conosco, neste ponto precisamos deixar o discípulo livre para ter e
expressar as suas opiniões ainda que estas não sejam exatamente aquilo que
gostaríamos de ouvir.
COMO
O DISCÍPULO PODE APRENDER
Todas
as pessoas aprendem de diversas maneiras, no processo de discipulado cristão,
não é diferente, o discípulo aprende:
·
Vendo,
ouvindo e perguntando. O relacionamento espontâneo e constante
entre o discípulo e o discipulador faz surgir oportunidades de ensino,
exortação e consolação, em situações do dia-a-dia, sendo assim é importante que
tudo o que o discípulo tiver de dúvidas sobre os diversos assuntos, vá sanando
com o seu discipulador, que se não tiver uma resposta deve buscar respostas com
quem tem mais conhecimento que ele para sanar as dúvidas de seu discípulo.
·
Traçando
alvos a serem alcançados.
Por exemplo: uma leitura diária de alguns capítulos da bíblia, de preferência
começando pelos evangelhos, depois de lidos, discípulo e discipulador devem
discutir os temas principais e extrair lições para a vida cotidiana.
·
Aprendendo
a manusear a bíblia. Isto por livro, capítulo e versículo. Isto
só será alcançado com bastante leitura e pesquisa diária nas escrituras
sagradas.
·
Quando
se sujeita a autoridade de Cristo e da Igreja. É importantíssimo
que o discípulo de Cristo, já no início de sua fé, aprenda a respeitar as autoridades
constituídas na Igreja e dar-lhes a devida honra, este novo cristão poderá
aprender muito com aqueles a quem respeita. Obedecer, segundo a palavra de Deus
as autoridades constituídas, é obedecer ao próprio Cristo. (Rm 13.1 e 5 e Tt 3.1)
·
Quando
demonstra compromisso e envolvimento com os irmãos.
Nas reuniões e cultos, nas contribuições financeiras, que são os dízimos,
ofertas e votos, feitos voluntariamente, nos serviços prestados aos irmãos e a
igreja. O bom relacionamento com os demais membros de sua comunidade de fé, lhe
darão ótimas oportunidades de aprendizado.
OS DESAFIOS DO DISCÍPULO
Existem
diversos desafios a serem enfrentados. O maior deles é com certeza vencer os
principais problemas do “velho homem” como vícios, impurezas, rebeldias,
mentiras, desonestidade, etc... (Ef
4.20-32) Para conseguir este feito é preciso haver da parte do novo
convertido um conhecimento dos fundamentos da fé e uma obediência aos novos
paradigmas que este aprende na palavra de Deus. (Rm 12.1-2) Jesus disse: -
E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará! (Jo 8.32) Ao ir no dia á dia conhecendo melhor as escrituras
sagradas e a vontade de Deus para sua vida, a mente do discípulo será aos
poucos moldada pelos novos padrões do Reino de Deus e na sua caminhada ao lado
de Jesus, com o apoio da Igreja e de seu
discipulador, ele vencerá as características do velho homem. A seguir veremos mais
alguns destes desafios.
Manter
e aperfeiçoar o que foi alcançado. Um dos grandes problemas
das pessoas é regredirem em sua caminhada com Deus. Muitas vezes a pessoa está
até indo bem, de repente por causa de problemas pessoais, abandona-se um
processo de maturidade que está sendo maravilhoso para ela. É papel do
discipulador, encorajar o discípulo a perseverar em sua caminhada com Deus,
mantendo sua comunhão com Ele, vivendo o que já aprendeu.
Proclamar
e testemunhar sobre Jesus Cristo.
Agora que a pessoa conhece a Cristo é muito importante ela saber de sua
responsabilidade e se voltar para o evangelismo pessoal, (At 1.8) envolvendo-se no projeto de expandir o Reino de Deus na
terra, através da proclamação do evangelho para outras pessoas. O discípulo
deve ser orientado a convidar pessoas a irem a igreja e as desafiarem a
entregarem os seus caminhos ao Senhor. (Sl
37.5) Ela deve ter a consciência que o processo do discipulado visa
prepara-la espiritualmente e biblicamente para compartilhar a sua fé, aonde
quer que seja necessário. (1 Pe 3.15 e 2
Tm 2.25)
Manifestar
os dons do Espírito Santo. O discípulo deve ser instruído na
palavra de Deus, no sentido de ser esclarecido, que Deus tem disponibilizado
para a sua igreja, ferramentas espirituais e que este pode e deve buscar para
ser utilizadas na obra de Deus. (1 Co
12.1-31 e Rm 12.4-8). Neste momento o papel do discipulador é ajudar o
discípulo a descobri os seus talentos naturais e os seus dons espirituais que
lhe foram concedidos e que podem ser utilizados a serviço da causa de Cristo.
Caminhar
em companheirismo com os irmãos de fé. A vida cristã tem como uma
de suas finalidades primordiais a caminhada com Deus. Nesta caminhada é preciso
esclarecer o discípulo que ele não está só, mas por mais que ele seja ajudado,
ele também terá que fazer da oração, da
busca pelo ensino na palavra e da edificação mútua, um estilo de vida. Ser
discipulado não é só se alimentar, mas também alimentar a outros com aquilo que
vai sendo recebido. O companheirismo é fundamental, ele deve ser aconselhado a
não se isolar de sua comunidade de fé, de sua igreja, antes planejar sempre
participar de atividades junto com seus novos irmãos e amigos. Não basta se
envolver precisa haver comprometimento, não é preciso abandonar a companhia de
sua família, parentes e amigos, até porque como ele poderia leva-los a Cristo
se não estiver próximo deles, mas em sua agenda pessoal, ele precisa reservar
tempo para aprofundar-se no relacionamento com os membros de sua igreja, que
neste compartilhar da vida se alegrarão
com suas vitórias e chorarão com ele em suas derrotas (Rm 12.15)
CONCLUSÃO
A
tarefa do discipulador é ensinar o discípulo a observar todas as coisas que
Jesus ordenou. A bíblia sagrada está repleta de informações importantes que transformam
as vidas das pessoas que são tocadas por elas. Todo cristão é chamado para
discipular (Mt28:18-20)
Todo
discípulo deve ser formado para cuidar de outros discípulos. Jesus não era um
homem de púlpito. Jesus era um homem de relacionamentos.
Seus discípulos
aprenderam tudo vendo. (1Jo1:1)
Jesus
amava os seus discípulos Um dos fatores mais importantes para que os discípulos
aprendam a amar é que sejam amados
O Espírito Santo nos dá a capacidade de
amarmos e de demonstrarmos o amor Os discípulos amarão uns aos outros e isso vai causar impacto no mundo.
O amor é a
única maneira de conquistarmos uma reação favorável dos homens.
FONTE:
APOSTILA DA DISCIPLINA: DISCIPULADO DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA KERIGMA
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