terça-feira, 17 de junho de 2014

O encontro com Jesus cura a nossa vida e a nossa maneira de percebe-la – Mt15



 
Nós não vemos o mundo como ele é. Nós vemos o mundo como nós somos. Jesus quando se encontra com uma pessoa, trabalha a cura interior, a cura de seu coração, a cura de seus paradigmas, a cura de seus conceitos. Ao mudar a percepção de uma pessoa, o universo dela também é transformado.
Neste capítulo quinze, Mateus narra três encontros de Jesus:

1º O primeiro encontro foi com um grupo de fariseus – um ramo religioso do judaísmo, que costumava espiritualizar tudo e que era extremamente legalista, ou seja, tudo era para ser feito baseado em regras, estatutos, leis, no enfoque do relacionamento do homem com Deus e com o próximo. Amor, misericórdia e perdão, não fazia parte de seu vocabulário, sua ênfase era na justiça, na retribuição e na troca. Faz que Deus dá. Não faz que Deus pune.

2º O segundo foi com uma mulher gentia, que não era judia (cananeia). Que estava com uma filha cheia de demônios.

3º O terceiro encontro foi com uma multidão. Esta estava cheia de pessoas carentes e necessitadas de cura imediata, espiritual e física.

O texto de Mateus capítulo quinze, nos trás três momentos distintos, dos relacionamentos que Jesus nutriu pra com as pessoas. Em primeiro lugar Jesus como Mestre que tinha os seus discípulos é interrogado por outros rabinos, sobre o comportamento de seus seguidores. Como eles seguiam Jesus, as pessoas consideravam que ele era responsável, o tempo todo pelas atitudes de seus discípulos. Mateus narra que naquele dia quando ele e seus amigos vão comer em público, eles quebram uma regra da etiqueta religiosa. Eles quebram um protocolo. Eles comem sem lavar as mãos e o seu mestre, é censurado pelos sempre observadores fariseus. Isto aconteceu porque religioso é assim, ele não observa as pessoas para ver o que elas fazem de bom, de certo e de virtuoso. Religioso só fica olhando os outros para procurar falhas, erros, deslizes e inadequações. A pergunta deles foi:

v.2 Por que os seus discípulos transgridem a tradição dos líderes religiosos? Pois não lavam as mãos antes de comer? A grande preocupação dos legalistas religiosos é o tempo todo fiscalizar quem erra, e não é para ajudar, ensinar, corrigir em amor, como Jesus muitas vezes fez. Não! Eles dirigem os seus olhares na busca dos defeitos para denegrir, desmotivar ou difamar as pessoas.

A lição aqui está na resposta que Jesus deu a eles é a nossa primeira de hoje:

1ª Lição. Pare de julgar os outros apenas pelas suas falhas e erros e se aplique a observar mais o seu próprio coração. Vs3-11 Respondeu Jesus: E por que vocês transgridem o mandamento de Deus por causa da tradição de vocês? Pois Deus disse: Honra teu pai e tua mãe e quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, ele não é obrigado a ‘honrar seu pai’ dessa forma. Assim vocês anulam a palavra de Deus por causa da tradição de vocês. Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.  Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens. Jesus chamou para junto de si a multidão e disse: Ouçam e entendam. O que entra pela boca não torna o homem impuro’; mas o que sai de sua boca, isto o torna impuro.

Queridos a nossa maior preocupação deve ser: não usar dois pesos e duas medidas para uma hora julgar o outro, e outra hora julgar a gente. Nós temos o mau hábito de julgar o outro com o pior que temos, mas ao julgar a nós mesmos, usamos o critério ao contrário: nos medimos com o melhor que temos. Como assim? Ao olharmos para nós, não pensamos em nossos defeitos, nos avaliamos por aquilo que fazemos bem e nos esquecemos de nossas falhas de caráter. Agora ao lidar com o outro, enfatizamos seus deslizes e vícios e assim na balança, sempre estaremos melhor diante de Deus.

Jesus então fez questão de equilibrar as coisas, convidando os fariseus a olharem para suas ações, provenientes do engano vivido em seus corações. Jesus os chamou de hipócritas.

·       O que é Hipócrita? Hipócrita é uma pessoa que tem atitudes falsas, fingidas, que faz coisas na frente das pessoas para agrada-las, mas que na verdade não faria, em outra situação em particular. A origem da palavra vem do grego, e servia para qualificar o ato artístico de representar um papel, sendo que inicialmente descrevia um ator ou atriz, onde nos palcos gregos, estes usavam máscaras para representar os seus papéis. Hipócrita é a pessoa que age como se fosse outra, que usa de hipocrisia, que não é leal, e principalmente que não é alguém confiável. Uma pessoa hipócrita é aquela que finge ser o que não é, seja através de religião, virtudes, características, ideias, sentimentos, e etc. A pessoa hipócrita finge ter algo que não tem, seja para agradar aos outros, se aproximar de um determinado grupo, ou até mesmo para melhorar a sua própria autoestima. Um ato hipócrita é quando alguém critica uma atitude de alguém, quando ela faz exatamente a mesma coisa, ou até pior. O hipócrita nem pensa nesse fato, tudo que ele quer é estar em vantagem sobre outras pessoas.

Jesus aqui alertou os fariseus para esta atitude do coração, e nós devemos estar sempre nos policiando, não no sentido de sermos levianos com quem erra, mas no sentindo de sermos misericordiosos e não ficarmos supervalorizando situações que são banais, como o comer sem lavar as mãos, naquela situação específica.


Os fariseus não gostaram nada do que Jesus disse e seus discípulos notaram. Vs12- 20. Então os discípulos se aproximaram dele e perguntaram: Sabes que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram isso? Ele respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pelas raízes. Deixem-nos; eles são guias cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco. Então Pedro pediu-lhe: Explica-nos a parábola. Será que vocês ainda não conseguem entender, perguntou Jesus: Não percebem que o que entra pela boca vai para o estômago e mais tarde é expelido? Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem ‘impuro. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias. Essas coisas tornam o homem impuro; mas o comer sem lavar as mãos não o torna impuro.

Em seguida Jesus segue viagem para Tiro e Sidon vs. 21-28 Saindo daquele lugar, Jesus retirou-se para a região de Tiro e de Sidom. Uma mulher cananéia, natural dali, veio a ele, gritando: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito.  Mas Jesus não lhe respondeu palavra. Então seus discípulos se aproximaram dele e pediram: Manda-a embora, pois vem gritando atrás de nós. Ele respondeu: Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel. A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse: Senhor ajuda-me! Ele respondeu: Não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Disse ela, porém: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Jesus respondeu: Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja. E naquele mesmo instante a sua filha foi curada.

Deixa eu dar aqui algumas explicações:

Tiro e Sidom estavam localizadas na Fenícia, atualmente é o país do Líbano, ao norte da Galiléia. Desde os dias de Pompeu (64 A.C.), a Fenícia estava anexada à Síria. Sidom estava aproximadamente a 32 km de Beirute, capital do Líbano. Tiro era muito famosa na antiguidade, pois os fenícios dominavam o mundo da navegação. Os reis de Tiro no passado, haviam feito uma aliança com Davi e Salomão, em que enviariam madeira e mão de obra especializada para construção do templo. Em contrapartida, Salomão enviaria para o rei Hirão e seus sucessores, mantimentos e cereais que a população de Tiro precisava. As consequências deste acordo foram catastróficas para Israel, pois Etbaal, sucessor de Hirão, fez essa aliança com Israel através do casamento de sua filha Jezabal com o rei Acabe.  Jezabel introduziu o culto a baal entre os Israelitas, o que levou à ira divina e desembocou nos cativeiros Assírios e Babilônicos. E aquela mulher cananéia, vinha da descendência histórica daqueles povos que trouxeram tanto sofrimento ao povo de Israel.

Jesus não dá resposta alguma até que seus discípulos intercedem por ela. Ele responde ainda assim que não era tempo de pregar para os gentios. Na tradição judaica os judeus costumavam chamar os gentios, aqueles que não eram judeus de cachorros ou cães. Jesus fala que não deveria tirar o pão dos filhos (judeus) e dar aos “cachorrinhos” (gentios). Tem hora que Jesus era tão duro em suas palavras que nem eu consigo entender, mas vamos em frente. A mulher então se humilha diante de Jesus e diz que até os cachorrinhos, comem do que cai da mesa do seu senhor. Jesus então respondeu: v. 28: Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja. E naquele mesmo instante a sua filha foi curada.

2ª Lição. Aqui é uma lição dupla. Daqui eu quero ressaltar duas lições:
1º O poder da intercessão – Jesus só parou porque seus discípulos intercederam pela mulher Cananéia. Nós estamos acostumados a orar demasiadamente em busca de benefícios para nós mesmos. O evangelho do Reino modifica até as nossas preces que se tornam mais de intercessão do que de súplica pessoal.
2º o poder da humilhação – O que as escrituras falam acerca da humilhação diante de Deus, em tempos em que os líderes religiosos estão ensinando as pessoas a darem ordens para Deus:

·       Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará. Tiago 4:10 – Tiago irmão de Jesus

·       Em sua angústia, ele buscou o favor do Senhor, o seu Deus, e humilhou-se muito diante do Deus dos seus antepassados. 2 Crônicas 33:12 – O Rei Manassés

·       Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado. Lucas 18:14 O fariseu e o publicano cobrador de impostos.

·       Já que o seu coração se abriu e você se humilhou diante de Deus quando ouviu o que ele falou contra este lugar e contra os seus habitantes, e você se humilhou diante de mim, rasgou as suas vestes e chorou na minha presença, eu o ouvi, declara o Senhor. 2 Crônicas 34:27 – O Rei Josias

·       Ali, junto ao canal de Aava, proclamei um jejum, a fim de que nos humilhássemos diante do nosso Deus e lhe pedíssemos uma viagem segura para nós e nossos filhos, com todos os nossos bens. Esdras 8:21 – O sacerdote e escriba Esdras

·       Exaltem o Senhor, o nosso Deus, prostrem-se diante do estrado dos seus pés. Ele é santo! Salmos 99:5 – O salmista

·       Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra. 2 Crônicas 7:14 – Deus falando com Salomão

·       Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido. 1 Pedro 5:6 – Apóstolo Pedro

Na última parte do texto, Jesus está na praia do mar da Galileia e depois sobe para um monte, onde uma multidão lhe segue levando pessoas em estado deplorável, Mateus fala que são mancos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, e os colocaram aos seus pés; e ele os curou. Vamos ler? Vs. 29-39.  Jesus saiu dali e foi para a beira do mar da Galiléia. Depois subiu a um monte e se assentou. Uma grande multidão dirigiu-se a ele, levando-lhe os mancos, os aleijados, os cegos, os mudos e muitos outros, e os colocaram aos seus pés; e ele os curou. O povo ficou admirado quando viu os mudos falando, os aleijados curados, os mancos andando e os cegos vendo. E louvaram o Deus de Israel. Jesus chamou os seus discípulos e disse: Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer. Não quero mandá-los embora com fome, porque podem desfalecer no caminho. Os seus discípulos responderam: Onde poderíamos encontrar, neste lugar deserto, pão suficiente para alimentar tanta gente? Quantos pães vocês têm? - perguntou Jesus. Sete, responderam eles, e alguns peixinhos. Ele ordenou à multidão que se assentasse no chão. Depois de tomar os sete pães e os peixes e dar graças, partiu-os e os entregou aos discípulos, e os discípulos à multidão. Todos comeram até se fartar. E ajuntaram sete cestos cheios de pedaços que sobraram. Os que comeram foram quatro mil homens, sem contar mulheres e crianças. E, havendo despedido a multidão, Jesus entrou no barco e foi para a região de Magadã.
Amados Jesus sempre esteve rodeado de pessoas carentes e se nós olharmos a nossa volta, (de uma olhada ao seu redor), é exatamente o que veremos. A própria igreja está cheia de gente carente. Lendo o texto e tentando fazer uma conexão com a nossa vida, pensei que tipo de carência as pessoas tem hoje para que a gente possa de alguma maneira suprir, vivendo o evangelho de Jesus na prática? E cheguei a estas conclusões.

3ª Lição. Precisamos viver como Jesus, para suprir as carências que as pessoas tem:
·       Carência do básico para a sobrevivência – comida – roupa – alimento – igreja que não trabalha com a parte social, está em débito com o Reino de Deus - Mt 25.34-40

Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: Venham benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram. Então os justos lhe responderão: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar? O Rei responderá: Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum, dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.

·       Carência de amizades reais e não virtuais – o virtual é bom, mas o real é melhor;

·       Carência de Palavras de afirmação – mensagens diárias de quem eles amam que lhes levante;

·       Carência de Atenção de Qualidade – hoje as pessoas não param mais para ouvir – todos querem falar – ninguém tem facilidade de parar de falar e ouvir o outro – ouvir não só com os ouvidos, mas com o coração;

·       Carência de quem lhes fale a verdade em amor – ou seja – que lhes diga onde eles estão errando e como podem se acertar na vida, mas não de uma maneira grosseira e truculenta, mas orientadora e compreensiva;

·       Carência de tolerância – as piores barbaridades estão sendo noticiadas na TV – radio – jornal - revistas – sites – Por que? Ninguém mais tolera nada!

·       Carência de se relacionarem com Deus de forma despretensiosa – A religiosidade brasileira esta baseada no custo-benefício, na causa-efeito. Quando se fala de Deus, o que vem a mente é o que ganho em me relacionar com Deus? – este pensamento é ruim porque ele não medita em quem Deus é, ele não pensa no benefício espiritual que um relacionamento sério com Deus trás, ele só se volta para as questões materiais de autorrealização pessoal, e segundo Abraham Maslow que viveu de 1 de Abril de 1908, nascido em Nova Iorque, e que morreu em 8 de Junho de 1970 na Califórnia, o ser humano nunca se sentirá realizado completamente, pois seus desejos de realizações são infinitos. Maslow, foi um psicólogo e pesquisador americano, conhecido pela proposta ou tese, da “Hierarquia de Necessidades”. Ele dizia que temos que suprir uma primeiro, para buscar a outra na seguinte ordem:

1.     Fisiológicas – tem limites

Limites aqui é o sentimento e certeza: que até certo ponto já está bom, já me basta.

2.     Segurança – tem limites

3.     Amor – relacionamentos – tem limites

4.     Estima – tem limites

5.     Auto realização – é ilimitada – sempre que chegamos em uma patamar queremos galgar o outro

Isto causa um prejuízo em nossas vidas quando não é equilibrado pelo contentamento, que é a sensação de gratidão pelo que já temos e alcançamos.

Se levarmos esta afirmação de Maslow sobre a autorrealização para o campo do relacionamento com Deus, veremos que: se nos relacionarmos com Deus só por aquilo que ele pode nos dar seremos eternos infelizes, porque sempre vamos querer mais.

·       Jesus curou todos os que se aproximaram dele. No V.30 diz que ele curou todos, no v.37 diz que todos comeram e se fartaram. Mas ai vem uma pergunta: quantos se tornaram seguidores de Jesus? Paulo afirma que após a ressurreição de Cristo ele apareceu para mais de 500 discípulos. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. 1Coríntios 15:6.

·       Quantos milhões será que não foram beneficiados pelos milagres de Jesus, naquele tempo e até hoje? Mas afinal quantos são discípulos de verdade? Precisamos cada vez mais enfatizar para as pessoas que Jesus quer ter um relacionamento com elas não de mera providência material e física. Deus quer ir além. Deus quer que as pessoas “nasçam de novo” Jo3.3, para viver uma nova vida para ele e com ele. Neste relacionamento, só de estar em sua companhia o nosso viver, o nosso coração já começa mudar. Já começa a ser curado.

CONCLUSÃO
             Nos três encontros Jesus trabalhou a cura:

1.     Cura da tradição da religiosidade morta– fariseus e discípulos

2.     Cura do orgulho e da exaltação – mulher cananeia

3.     Cura do egoísmo – levou os discípulos a intercederem pela cananeia

4.     Cura física – cura das necessidades imediatas - multidão

Quero concluir aqui a nossa reflexão com a letra da música do Gerson Borges, que trata desta cura interior que a presença de Jesus nos trás.


Tua presença vai me transformar

Só de estar em tua companhia

Meu coração já começou mudar

Passei a ver aquilo que não ver aquilo que não via

Tua presença vai me transformar

E quando eu te buscar

Eu vou me desligar

Desta Cidade Morta,

Desta Humanidade Torta

Quero ser alguém que ora,

Que na vida te adora

Tua presença vai me transformar

E quando eu meditar

Na tua perfeição

Ver tua beleza,

Toda esta grandeza...

Quero ser alguém profundo,

Que não ame este mundo

Tua presença, vai me transformar



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Lições sobre o Reino de Deus que aprendi com Jesus - Mateus 14


 
Os fatos narrados por Mateus no capítulo 14 poderiam ser divididos em quatro partes principais, para nossa melhor compreensão:

1ª Lição: Ser um agente do Reino de Deus aqui na terra, muitas vezes implica em grandes sacrifícios, como neste caso, a prisão e a morte de João Batista. Vs. 1-11. Aqui João é preso porque denunciou o adultério de Herodes, por ter se casado com sua cunhada. Ele queria matar João, mas tinha medo do povo judeu se revoltar, pois estes criam que João era profeta. Heródes como representante de Roma na região, a última coisa que desejava era uma revolução que chamasse a atenção do César, o qual poderia o destituir de seu papel de governador. Contudo em uma festa que ele deu em seu palácio, a filha de Herodias, sua esposa, dançou e o encantou e este lhe prometeu dar o que ela pedisse. Ela instruída pela mãe pede a morte de João Batista. O rei para não ser envergonhado perante a multidão manda matar João.  

2ª Lição: Como agente do Reino de Deus aqui na terra, precisamos aprender a nos humanizar e chorar quando temos que chorar e sorrirmos quando temos que sorrir. Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram. (Rm 12.15). Uma espiritualidade cristã verdadeira não nos torna secos, duros e insensíveis de maneira alguma, antes nos quebranta a alma e o coração. A notícia chega até Jesus da prisão e morte de João Batista, que ao saber disso, vai para o deserto. Vs 12-13. Quando João é morto, foram dar a notícia para Jesus, o qual sai para um lugar deserto. Mateus não relata o que ele foi fazer, mas eu imagino. A bíblia diz que em tudo Jesus foi semelhante a nós. Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. (Hb 4.15). Jesus quando veio a terra se esvaziou de sua divindade e esse tornou como nós homens: Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! (Fp 2.5-8). Jesus deve ter sentido uma dor enorme no peito pela preda daquele que era seu primo, como seu precussor, veio preparando o seu caminho, e ainda foi aquele que o batizou. Há momentos que a tristeza é tão intensa que só a solidão é que nos ajudará a vencer a aflição daquele momento.  

3ª Lição: Como agentes do Reino de Deus aqui na terra, precisamos aprender que o egoísmo não pode ser a marca de quem pertence a este Reino. Jesus veio para o deserto, para ali ficar só, devido a dor que estava em seu peito, mas vendo a necessidade das pessoas, lhes curou, acolheu e alimentou. As multidões ao saberem para onde Jesus foi, o acompanham e ele faz a primeira multiplicação de pães e peixes. Vs 13-23. Mateus narra que Jesus atravessou o Mar de Tiberíades ou Mar da Galileia.  

Me deixa falar um pouco sobre este Mar:

Segundo a Wikipédia: O mar da Galileia, também é chamado de mar de Tiberíades ou lago de Genesaré. Ele é um extenso de água doce, que faz fronteira entre Israel, Cisjordânia e Jordânia, com comprimento máximo de cerca de 19 km e largura máxima de cerca de 13 km. Na moderna língua hebraica é conhecido por Yam Kinneret. O seu afluente principal é o rio Jordão, que vem do monte Hermon e de Cesareia de Filipe, e que é também o seu efluente, seguindo depois para o mar Morto. O Mar da Galileia fica a 213 metros abaixo do nível do mar Mediterrâneo e é considerado um mar isolado por não ter nenhuma ligação com outros mares ou oceanos. Nos tempos do Novo Testamento, ficavam nas suas costas a cidade de Tiberíades, fundada por Herodes Antipas, Cafarnaum, Betsaida e Genesaré, entre outras, no tempo da infância de Jesus. Hoje Tiberíades é a localidade principal nas margens do lago. A nordeste deste lago ficam os montes de Golã. Grande parte do ministério de Jesus Cristo decorreu nas margens do lago de Genesaré. Naqueles tempos, havia uma faixa de povoamentos à volta do lago e muito comércio e transporte por barco. No entanto, sabe-se que a Galileia era uma região mais pobre do que a Judeia, de modo que a população do local atravessava momentos difíceis durante o primeiro século da era cristã.O Evangelho segundo Marcos (1:14-20) e o Evangelho segundo Mateus (4:18-22) descrevem como Jesus recrutou quatro dos seus apóstolos nas margens do lago de Genesaré: o pescador Pedro e seu irmão André, e os irmãos João e Tiago. Um famoso episódio evangélico, o Sermão da Montanha, teve lugar numa colina com vista para o lago e muitos dos milagres de Jesus também aconteceram aqui. 

Em 135, os judeus foram derrotados na terceira guerra judaico-romana, também chamada revolta de Bar Kohba. Os romanos responderam com o exílio forçado de todos os judeus de Jerusalém. O centro da cultura judaica passou então a ser esta região do Quineret, particularmente a cidade de Tiberíades. Foi provavelmente nesta região que o chamado "Talmud de Jerusalém" foi compilado. 

Na atualidade com as invasões dos árabes e a longa ocupação dos turcos otomanos na região que durou até ao fim da Primeira Guerra Mundial, a Galileia bíblica foi praticamente toda destruída, de modo que restaram apenas algumas ruínas das antigas cidades que ficavam nas proximidades do lago, hoje muito visitadas pelos turistas em Israel. O lago de Genesaré ou mar da Galileia, recebe água principalmente do rio Jordão, que é também o seu efluente a sul, drenando para o mar Morto, formando com este o conjunto mais notável de acidentes geográficos no vale do Jordão, formado pela separação das placas tectónicas africana e arábica. Hoje ele constitui um recurso hídrico, ou seja, um fornecedor de águas, de enorme importância para Israel. Há canalizações que permitem o abastecimento de cidades com água doce e para irrigação de campos, essencialmente na zona do deserto do Negev. É o lago de água doce mais baixo do mundo, situando-se 213 m (em média) abaixo do nível médio das águas do mar. A sua profundidade máxima é de 43 m. 

Aqui Jesus ao descer do barco já encontra a multidão lhe esperando. Ele queria solidão, mas o que encontrou foram muitos doentes os quais curou. Já à tarde, os discípulos pediram que Jesus mandasse o povo para suas casas, pois a noite estava chegando. Na companhia de Jesus muitos não viam a hora passar. Jesus então se preocupa com as pessoas porque eles passaram o dia ali e com certeza tinham fome. Jesus olha para aqueles 5.000 homens sem contar as mulheres e as crianças, e que alimenta-los. Eles não tinham nada para alimentar o povo. O que apareceu foi 5 pães e 2 peixes. Jesus pediu que trouxessem para ele. Ele orou, agradeceu ao Pai e começou servir a multidão sentada na relva. Todos se alimentaram e ainda sobrou 12 cestos cheios. Aqui podemos aprender que: O pouco que temos nas mãos de um Deus grande se multiplicará. Era apenas 5 pães e 2 peixes nas mãos dos apóstolos. Nas mãos de Jesus, alimentou 5.000 homens mais mulheres e crianças. Detalhe após uma oração de gratidão. Como vai a sua gratidão para com Deus? 

4ª Lição: Como agentes do Reino de Deus aqui na terra, acredito que a maior lição deste texto para nós aqui hoje é o cuidado de Jesus com quem pede socorro.  Jesus manda seus discípulos a atravessem o Mar da Galileia. Após despedir a multidão, Jesus vai orar e pede para seus discípulos irem embora, agora chegou a hora dele chorar um pouco diante de Deus a perda de seu primo, precussor e amigo, João Batista. Enquanto ele fica ali orando uma forte tempestade se levanta contra a embarcação de seus seguidores. Eles como pescadores experientes lutam pela sobrevivência, mas não conseguem chegar as margens do outro lado. Jesus na última vigília da noite vai ao encontro deles andando sobre as águas (3-6h da madrugada). Eles já tinham remado pelo menos 9 horas desde que saíram das margens. Você conhecem os fatos. Os discípulos se assustaram por imaginarem que era um fantasma. Jesus os acalmou com sua voz. Pedro pediu para ir ao seu encontro. Ele andou sobre as águas enquanto não se concentrou na tempestade. Porém quando desviou sua atenção de Jesus para o vento forte, ele teve medo, e clamou por socorro. Jesus o colocou são e salvo no barco e lhe interrogou dizendo: Homem de pequena fé, porque você duvidou? Pedro foi muito corajoso quando ousou descer do barco em uma tempestade. Pedro foi extremamente convicto quando andou sobre as águas. Pedro nos deixa o exemplo de um homem que certo da vontade de Deus, não teme enfrentar nada, antes se lança com confiança na vida mediante a palavra de Cristo. Contudo Pedro me lembra que sou humano e não consigo ser perfeito. Que um instante eu estou caminhando sobre as águas do mar em meio a tempestades e outra hora eu vacilo em minha fé e me encontro quase morrendo afogado. Quase naufragando. Pedro me ensina que Jesus me ama e eu posso confiar nele, sabendo que ele não me deixará naufragar. Eu posso até falhar, mas ele não deixará de me querer bem e de apostar em mim. Deus acredita em você! 

CONCLUSÃO 

·       A vida de Jesus nos ensina maravilhosas lições.

·       A vida de Jesus nos ensina que o seu cuidado com as pessoas, sempre esteve presente e é algo do qual me admiro muito.

·       No final do texto encontramos Jesus novamente se encontrando com as pessoas e estas sendo curadas por ele, apenas por tocarem em sua roupa:

Após atravessarem o Mar Jesus é encontrado por uma multidão que lhe traz muitos doentes que apenas ao tocar em seu manto eram sarados.

·       Nosso papel como igreja e como cidadãos, do Reino de Deus, é curar vidas, conforme nós nos encontramos com elas.

·       Nosso papel é chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram.

·       Nosso papel é alimentar os famintos, com o pão do céu que é a palavra, mas sempre que necessário, socorrer as pessoas também em suas necessidades pertinentes a sua humanidade.

·       Nosso papel é promover bondade, justiça e liberdade

·       Jesus disse: E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará. Eles lhe responderam: Somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como você pode dizer que seremos livres? Jesus respondeu: Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. O escravo não tem lugar permanente na família, mas o filho pertence a ela para sempre. Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres. João 8.32-36

·       Jesus afirmou: Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça Mateus 6:33

 Autor: Pastor Davi Alencar Santana

 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

As parábolas do Reino de Deus e sua relação com as nossas vidas - Mateus 13


                      
O termo “parábola” provém do grego “parabole” que indica a colocação de coisas uma ao lado da outra para fins de comparação. Como um grande contador de casos, como eram muitos dos rabinos, Jesus o Mestre por excelência usava constantemente parábolas no exercício de seu ministério de ensinamento. A originalidade das parábolas de Jesus não consiste tanto em seu conteúdo como na finalidade que ele tem em mente ao contá-las. Para ele a parábola é mais do que apenas recurso didático destinado a iluminar e esclarecer o significado de algum texto bíblico (que é o método rabínico); é antes de tudo uma forma de proclamação – as parábolas são a própria pregação. “Nesta passagem de Mateus capítulo 13, Jesus inicia uma maneira de ensinar que marcaria todo o seu ministério. Jesus fez das parábolas sua principal forma de revelar o Reino de Deus. A visão que Jesus tinha do reino de Deus é claramente configurada em muitas parábolas. A este respeito são de especial interesse as treze parábolas no Evangelho de São Mateus, que se referem especificamente ao Reino de Deus, o qual é o tema principal de todo o seu ministério entre os homens:

Em Mt 13,1-9 ele conta a parábola do Semeador.

Em Mt 13,24-30 ele compara o Reno de Deus ao Trigo e a oposição ao reino ele chama de Joio.

Em Mt 13,31-32 ele declara que é Reino de Deus é semelhante ao grão de mostarda, cujo início foi simples e humilde, porém com o passar dos anos e tornou amplo e poderosamente influenciador do comportamento humano.

Já em Mt 13,33 ele comparou o Reino ao fermento que uma mulher aplicou a uma massa de tal forma que toda ela foi influenciada pela presença do fermento.

Em Mt 13,44 Jesus falou do Reino como um tesouro escondido de mui grande valor.

Em Mt 13,45 ele comparou o Reino a uma a uma pérola de grande valor.

No capítulo Mt 13,47-50 ele fez a comparação do Reino com uma rede do pescador, que de início trás para a praia tudo o que vem dentro, todo tipo de peixe, mas em seguida os pescadores passam a seleciona-los, fazendo uma separação entre os peixes aprovados para o comércio ou para alimentação e os que são devolvidos a água, porque não passaram no teste.

Depois deste capítulo Jesus voltará a falar do Reino por parábolas no capítulo 18.23-35 onde ele usará a figura do servo que foi perdoado mas não perdoou seu irmão para ilustrar que Deus quer que demos aos outros aquilo que dele a gente já recebeu.

Em Mt 20,1-16 a Parábola dos os Trabalhadores da Vinha, ilustra a Graça de Deus e como ele nos recompensa de maneira que nós não merecemos. Pois um trabalhador que chegou na última hora do dia recebe um salário igual a outro que trabalhou o dia todo.

Em Mt 21,33-43 Jesus fala do Reino através da parábola dos Viticultores Homicidas, que se apropriaram da vinha de seu senhor, mataram os que foram enviados para cobrar o arrendamento e pior não respeitaram nem o filho do dono, o qual mataram também, não há dúvidas que esta parábola retrata Israel e como eles reagiram a chegada de Jesus como Messias.

Em Mt 22,1-14 O Banquete de Núpcias, é um anuncio de quem realmente ouvirá o convite de Deus para fazer parte do Reino dele. O Reino só será recebido e percebido por pessoas que se esvaziarem de si mesmos e não considerarem que suas vidas e seus afazeres são mais importantes do que a revelação do Reino de Deus.

Em Mt 25,1-13 conta uma das parábolas de Jesus que ao meu ver é uma das mais tristes, a parábola das Dez Virgens. Era comum em casamentos orientais, os noivos convidarem várias amigas para serem suas “damas de honra” (na nossa linguagem). Elas ficavam aguardando o noivo e precisavam estar com seus candeeiros acesos na hora da chegada dele. Ele demorou, todas dormiram e quando ele as chamou ao chegar, metade delas ficou para trás porque não tinham como iluminar seu caminho até a casa da noiva. Isto ilustra o fato de muita gente que aparentemente caminha com Cristo, mas na hora de compartilhar a sua luz, elas estão em trevas. O noivo se aproxima e estas pessoas estão no escuro.

E por fim nas parábolas do Reino escritas e narradas por Mateus, no capítulo 25,14-30, Jesus compara o Reino aos talentos de ouro ou prata, que um homem rico confia na mão de seus servos ou empregados, para eles investirem este valor. Porém enquanto dois o fazem, um deles simplesmente enterra o talento. Este quando é cobrado alega medo de perder o que lhe foi confiado e por isso não ousou negociar com o dinheiro de seu senhor. Uma brilhante ilustração para que a gente não guie a nossa vida pelo medo, mas pela fé naquele que nos confiou.


Estas e outras parábolas concretizam para nós a visão que Jesus tem para uma sociedade em que o Deus do amor permanente, reina nos corações de todas as pessoas e se torna visível no amor que perdoa, no amor compassivo de uns para com os outros em todos os aspectos da vida diária.

As parábolas são narrativas dos seres humanos interagindo nas questões sociais, políticas e econômicas. São parábolas sobre banquetes, festas de casamento, fazendas e trabalhadores das fazendas, plantações de uvas, famílias reais, comerciantes e mordomos, homens nobres e serventes, estradas públicas, tribunais de justiça, o templo, por certo quase todos os aspectos da vida pública e social no tempo de Jesus aparece em sua parábolas.

Parábola, também é descrito como uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca outra realidade de ordem superior como no exemplo: Escrito pelo filosofo Platão,

O Mito da Caverna

Imaginemos um muro bem alto separando o mundo de uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali. Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade. Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

Outra parábola interessante é uma parábola africana sobre:

O Sapo e o Escorpião

Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido: Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo? O sapo respondeu: Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar e morrer. Disse o escorpião: Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos. Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio. No meio do rio, o escorpião não resistiu a tentação e cravou seu ferrão no sapo. Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: Por quê? Porque você fez isso, eu te ajudei e agora nós dois vamos morrer? E o escorpião respondeu: Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza meu caro desculpe.

A parábola tem sempre um fundo moral, uma lição e uma maneira de fixar verdades e valores em nós e em nossas memórias.

Das Sete parábolas que Mateus registrou em neste capítulo deixa eu extrair algumas lições práticas para a nossa vida:

1º A perseverança ao lidar com as circunstâncias contrárias da vida. Na parábola do semeador, este homem semeou em quatro terrenos diferentes. Setenta por cento de suas sementes não produziram absolutamente nada. Ele só colheu frutos de vinte e cinco por cento do que plantou, e mesmo assim a colheita foi pequena porque só um pouco da semente que ele plantou deu 100 por 1 de retorno, mas ele per – se – vê – rou! . Como está seu nível de perseverança na vida, no Reino de Deus, com seus entes queridos, com seus sonhos e projetos, com a transformação de seu caráter? Vs3-8

2° Não julgue as pessoas pela aparência, pois só quem sabe de verdade quem é Joio e quem é Trigo é Deus. Jesus lhes contou outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo. Mas enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi.Quando o trigo brotou e formou espigas, o joio também apareceu."Os servos do dono do campo dirigiram-se a ele e disseram: O senhor não semeou boa semente em seu campo? Então, de onde veio o joio? Um inimigo fez isso, respondeu ele. Os servos lhe perguntaram: ‘O senhor quer que vamos tirá-lo? Ele respondeu: Não, porque, ao tirar o joio, vocês poderão arrancar com ele o trigo. Deixem que cresçam juntos até à colheita. Então direi aos encarregados da colheita: Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro. vs. 24-30, Não julgue um livro pela capa, um perfume pelo frasco ou uma pessoa pela aparência. Vs 47-50: O Reino dos céus é ainda como uma rede que é lançada ao mar e apanha toda sorte de peixes. Quando está cheia, os pescadores a puxam para a praia. Então se assentam e juntam os peixes bons em cestos, mas jogam fora os ruins. Assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão, separarão os perversos dos justos e lançarão aqueles na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.

ILUSTRAÇÃO: Um dia um sábio enquanto ensinava sobre não julgar as pessoas disse para seus alunos: Quando chegarmos ao céu teremos 3 surpresas.

Primeira: estar lá. Pois a maioria de nós por mais que tenha fé, de vez em quando se pergunta será que chegarei lá?

Segunda: pessoas que você tinha certeza que iriam estar lá não estarão. A hipocrisia consegue enganar muita gente menos a Deus.

Terceira: pessoas que você tinha certeza que não iriam para lá, estarão lá. Gente que a vida inteira você julgou indigna, porém como já disse deus não v~e como nós vemos e ele disse para Samuel o profeta: “Você observa a aparência, eu enxergo o coração”.

3º Não despreze as pequenas coisas que Deus está fazendo em sua vida, você não sabe o poder que ele tem de transformar coisas pequenas em grandes. Vs 31-33 E contou-lhes outra parábola: O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo.  Embora seja a menor dentre todas as sementes, quando cresce torna-se a maior das hortaliças e se transforma numa árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos. Tudo o que hoje é grande começou pequeno.

4º Tenha tesouros na vida, e baseie a sua felicidade naquilo que realmente importa, naquilo que o ladrão não pode roubar, a ferrugem não destrói e o tempo não afeta. Vs 44-46 O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo. O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou. Quais são os seus tesouros? Quais são suas pérolas preciosas?

Deixa eu te falar de dois tesouros que eu tenho:

·       Meu Relacionamento com Deus – oração – valores - palavra

·       Meu Relacionamento com quem eu amo – família – amigos – irmãos de fé


CONCLUSÃO

Jesus lhes disse:

Por isso, todo mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus, é como o dono de uma casa, que tira do seu tesouro, coisas novas e coisas velhas. V.52   

·       De valor a tudo de novo, que é bom que você encontrar por este caminho chamado vida.

·       Agora não se esqueça das boas coisas velhas que você já aprendeu.

·       Inovar é bom, mas tem que ser com critério.

·       Nem tudo que é novo é bom e nem tudo que é antigo, perdeu o seu valor.