sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tratando dos assuntos pertinentes a vida terrena, na perspectiva do Reino de Deus - Mateus 19



Jesus sempre foi uma pessoa, que em seu ministério de servir ao próximo, fez da educação uma marca fundamental. Ele sabia que ajudar as pessoas era importante, por isso curava, multiplicava pães e peixes, libertava oprimidos pelo diabo, ressuscitava mortos, mas o que fica patente nas escrituras, nas narrações dos quatro evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João, é que toda circunstância, para ele era uma oportunidade de educar, de ensinar, de transmitir, valores, princípios, notas morais e éticas, que iam alterando a forma das pessoas verem a vida e se relacionarem entre elas e com Deus.
Os episódios narrados por Mateus neste capítulo seguem a mesma dinâmica educadora de Jesus. Jesus usava situações e circunstâncias, como as perguntas que lhe foram feitas e aqui descritas no texto, para dar sua opinião transformadora e sempre conectada com suas crenças e valores. A questão de ensinar o que vivia e viver o que ensinava, era muito visível na vida de Cristo, o que aliás, é um problema dos líderes religiosos hoje, pois eles até tem um discurso bonito no púlpito, na sua vida pública, mas em sua vida privada, quem conhece a eles, muitas vezes não os observa cumprindo o que ensinam, o que também já era uma dura crítica de Jesus aos religiosos de sua época.
Antes de entramos nas considerações sobre o texto, vejamos o que é educar.
·       Do latim: educare, que significa promover a educação; transmitir conhecimentos; ensejar condições para o educando modificar para melhor seu comportamento.
·       No seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte. A educação vai se formando através de situações presenciadas e experiências vividas por cada indivíduo ao longo da sua vida.
·       De acordo com o filósofo teórico da área da pedagogia René Hubert, a educação é um conjunto de ações e influências exercidas voluntariamente por um ser humano em outro. Essas ações pretendem alcançar um determinado propósito no indivíduo para que ele possa desempenhar alguma função nos contextos sociais, econômicos, culturais e políticos de uma sociedade.
·       Sendo assim chegamos à conclusão que educar é ajudar as pessoas a mudarem a sua maneira de ser, agir e ver a vida, para melhor, no nosso caso levando sempre em consideração a vontade de Deus explícita na sua palavra que é a bíblia sagrada.
Neste texto Jesus é confrontado com dois elementos que geram muitas angustias e alegrias nos corações dos seres humanos, o primeiro é uma questão referente ao casamento ou a dissolução dele por intermédio do divórcio o outro é a forma como lidamos com o dinheiro.
Casamento e dinheiro, tem coisas mais faladas, tratadas, observadas, discutidas, polemizadas, do que estes dois elementos dentro de uma sociedade?
Como Jesus sempre foi uma pessoa  que usva as oportunidades para educar seus ouvintes, na visão do Reino de Deus, que é um novo estilo de vida, aqui mais uma vez ele pega indagações que lhe fizeram e ensina princípios gerais sobre esses dois assuntos.
Primeiro ele foi abordado com uma pergunta sobre casamento e o divórcio. (vs 1-12)
“Tendo acabado de dizer essas coisas, Jesus saiu da Galiléia e foi para a região da Judéia, no outro lado do Jordão. Grandes multidões o seguiam, e ele as curou ali. Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?  Ele respondeu: Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher e disse: Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe. Perguntaram eles: Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora? Jesus respondeu: Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério. Os discípulos lhe disseram: Se esta é a situação entre o homem e sua mulher, é melhor não casar. Jesus respondeu: Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado. Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem puder aceitar isso, aceite.
Aqui só para vocês entenderem haviam duas escolas de pensamentos que norteavam a vida dos judeus nas relações ligadas ao casamento e ao divórcio. Dois rabinos muito influentes tinham levado os judeus daquela época a duas interpretações da Lei de Moisés de forma bem diferente.
Existiram dois rabinos chamados Hilel e Shamai, que segundo a tradição judaica nortearam a forma de pensar de seus contemporâneos e as gerações sequentes. Um era extremamente flexível o outro muito rígido. O flexível era Hilel e o mais rígido era Shamai. Hilel defendia que o homem podia divorciar por qualquer motivo já Shamai ensinava que divórcio só era permitido em caso de adultério. Vale lembrar que na época de Jesus já não havia mais o hábito do apedrejamento para os adúlteros conforme ensinou Moisés. Jesus respondeu a pergunta dos fariseus indo na linhagem do pensamento interpretativo de Shamai, cuja visão era mais conservadora e para apoiar sua decisão ele foi além da Lei de Moisés citando um texto de Gênesis quando Moisés trata da criação do ser humano com apenas uma companheira e terminou afirmando que aqueles que Deus uniu, o homem não deve separar.
 Fiz algumas pesquisas sobre o tema “divórcio e re-casamento” e o estudo mais completo que encontrei foi o da revista Ultimato. Você pode aprofundar-se no tema neste endereço na internet:   http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/294/divorcio-e-novo-casamento-um-estudo-biblico-inicial
Para nossa meditação quero apontar apenas alguns princípios para nortear a nossa vida referente ao assunto. Não é meu objetivo estabelecer aqui regras rígidas, até porque cada pastor, cada igreja, cada denominação, tem as suas orientações específicas, baseadas no histórico de cada caso e no que se interpreta das escrituras sagradas, e ainda se tem as cláusulas de estatuto ou regimento interno da instituição, da qual aqueles que lidam com o caso em particular fazem parte e usam para aplicar na orientação para cada caso.
Com base no artigo que citei e no que creio acerca do assunto seguem algumas orientações pastorais:
1.     Acredito que a bíblia dá a permissão para o divórcio em dois casos:
·       a) no caso de relações sexuais ilícitas praticadas pelo cônjuge (Mt 19.9)
·        b) no caso de casamento misto em que o cônjuge não - crente abandona o crente (1 Cor 7.15).
2.     Mas não julgo aceitável a sugestão do divórcio e re - casamento por qualquer motivo como apregoa a sociedade liberal dos nossos dias. Contudo também não sou a favor de que uma família fique sofrendo maus tratos de forma contínua, porque existe um mandamento maior que deve ser vivido e cumprido que é do amor ao próximo. Muita gente pensa esta questão só do lado de se oferecer amor, porém a família que está sendo oprimida, espancada, maltratada, não tem o direito de se ver livre destra situação? Vamos esperar o cônjuge tirar a vida do outro para depois nos posicionarmos, como acontece em muitas igrejas que mesmo a pessoa sendo vítima de violência doméstica diariamente o pastor para não ferir o princípio bíblico aconselha ao cônjuge alvo da violência apenas a oração e a paciência? Será que se Jesus hoje se visse diante deste quadro era este o conselho que ele daria?
3.     É preciso separar o ideal do real. Deus na bíblia trabalha com ideais para a nossa vida, sociedade e para a nossa convivência, porém vivemos em um mundo real, onde muitas decisões são tomadas e nós como agentes do Reino de Deus devemos consultar outros conceitos do Reino para tomarmos atitudes, ou seja, ter um olhar para outras passagens da bíblia além daquelas que só tratam especificamente do assunto. Um exemplo disto é que Jesus nos ensinou a buscar o seu reino e sua justiça (Mt 6.33). Ao lidarmos com muitos casos de casais se separando e se casando de novo, acredito que o princípio da justiça deveria ser obsevado. Justiça no sentido de analisar cada caso, não com os olhos do direito legal garantido por lei vigente nacional, este as pessoas já o tem, mas o direito bíblico e irrefutável ligado a ser alvo de respeito, reciprocidade, ser valorizado como pessoa, como um ser que deve ser tido na mais alta estima e não apenas como um objeto, pois é o que muitas relações tem evidenciado hoje. O outro não passa de uma peça para ser usada e abusada, ainda que não haja relação sexual ilícita. Que ninguém use minha fala para dizer que sou a favor do divórcio por qualquer motivo, porque não sou, mas o que busco é ampliar um pouco mais a discussão para que nós como igreja não nos deixemos levar por uma interpretação superficial das escrituras sagradas, sem levar em conta o contexto de cada relação em conflito. Teologia se faz em conexão com a vida e não alienada dela.
4.     Precisamos cada vez mais de uma recomendação pastoral no sentido de enfatizar a indissolubilidade dos laços conjugais. Precisamos alertar os noivos em preparação para o casamento que eles devem conhecer bem o padrão perfeito de Deus como meta a ser alcançada e precisa estar claro para eles que o casamento é sério e é recomendado por Deus até que a morte e não o divórcio separe as pessoas que se uniram.
6. É preciso ser dito que na ótica de Deus o divórcio é uma tragédia. Nunca é uma solução alegre e universal. É uma possibilidade restrita permitida com tristeza, como exceção e, por isso, deve-se fazer sempre o máximo de empenho para reconciliar e restaurar famílias.
5.     Devemos ensinar mesmo quando houver adultério, que são necessárias paciência e oração pela restauração. O exemplo de Oséias do Antigo Testamento, que amou sua esposa adúltera, é paradigmático. Esse amor do profeta pela esposa faltosa simboliza o amor de Deus pelo seu povo, muitas vezes idólatra ou apóstata. Deus oferece uma salvação completa e perfeita para o seu povo.
6.     Quando ocorre o re-casamento, recomendamos modéstia, comedimento e discrição próprios de alguém consciente da tragédia sobre a qual está se realizando a nova união. Seria inapropriada uma comemoração sem um simultâneo sentido de quebrantamento e contrição de alma pela separação havida. Não se deve comemorá-lo como se fosse uma grande solução.pelo contrário deve estar claro para todos que foram feitas todas as tentativas possíveis para que isto não acontecesse e não agirmos como se o divórcio fosse a melhor e recomendada solução sempre como muita gente alardeia. Pois o que vemos hoje é muita gente se divorciando se casando de novo e muitos continuam infelizes na nova relação, pois percebem que o problema não era a pessoa em muitos casos, mas a vida a dois que é um desafio diário para todos que fazem parte dela.

O segundo assunto de muita relevância que Jesus também tratou no texto nos versículos (16-30)
Jesus fala do apego ao dinheiro e a toda sorte de bens materiais. Ele começa com a pergunta de um jovem rico que interroga Jesus sobre o que ele deve fazer para ter a vida eterna. Jesus manda ele observar os mandamentos. Ele pergunta quais. Jesus responde e ele acredito eu, de maneira arrogante diz que já é um praticante de tudo o que Jesus disse. O Mestre como conhecia pelo Espírito Santo os corações humanos, lhe diz que uma coisa ainda faltava vender tudo o que ele tinha e dar para os pobres. Aqui não existe uma orientação de Cristo para as pessoas desfazer de tudo o que é material para seguir Jesus. O que Jesus percebeu foi que o rapaz era muito arrogante e geralmente gente arrogante é egoísta e como todo egoísta ele era muito apegado a seus bens materiais. Jesus sempre vai na ferida. Jesus sempre quer nos libertar de nós mesmos. Jesus é médico por excelência. Nunca erra no diagnóstico nem no prognóstico. O rapaz como tinha muitos bens murchou como uma flor tirada da roseira e não regada e que está a luz do sol.  
Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: "Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos. Quais? , perguntou ele. Jesus respondeu: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe e ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda? Jesus respondeu: Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me. Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. Então Jesus disse aos discípulos: Digo-lhes a verdade: Dificilmente um rico entrará no Reino dos céus. E lhes digo ainda: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus. Ao ouvirem isso, os discípulos ficaram perplexos e perguntaram: Neste caso, quem pode ser salvo? Jesus olhou para eles e respondeu: Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis. Então Pedro lhe respondeu: Nós deixamos tudo para seguir-te! Que será de nós? Jesus lhes disse: Digo-lhes a verdade: Por ocasião da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do homem se assentar em seu trono glorioso, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.  E todos os que tiverem deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por minha causa, receberão cem vezes mais e herdarão a vida eterna. Contudo, muitos primeiros serão últimos, e muitos últimos serão primeiros.
Um dia destes eu conversava com minha esposa e falava sobre as condições que viveram as pessoas na época de Jesus. Os miseráveis de hoje em dia espalhados pelas grandes cidades, retratam as massa daquela época. As pessoas eram miseráveis aos milhares. Não existiam classes sociais A B C D E. Havia os pobres e os ricos. Os que tinham quase nada e os que tinham muito.  Saneamento básico, escola, carro, casa de alvenaria, água encanada, celular, computador, TV, rádio, internet, guarda roupas cheio, diversos pares de sapatos, cama com colchão, edredon, lençol lavado com sabão em pó e amaciante, chuveiro com água quente, caixa de água. Isto que quase todo mundo tem hoje ninguém tinha. Nós seríamos os ricos daquela época. Este texto pode muito bem ser aplicado a nós pois muitas vezes na busca de um bem material novo, muitos estão perdendo a vida eterna. Deixa eu te fazer uma pergunta: Se Jesus subisse no púlpito de nossas igrejas hoje e dissesse ainda vos falta uma coisa, vão vendam tudo o eu vocês tem e retornem aqui e me sigam, será que você voltaria para o próximo culto ou mudaria de igreja? Reflita...
Você percebeu como as coisas materiais nos afetam. Nós não conseguimos mais viver sem elas.
Faça as seguintes perguntas para você mesmo?
 1. Se você tivesse que se mudar hoje, por extrema necessidade, para um pequeno apartamento com apenas um cômodo  e um banheiro o que levaria com você? O que descartaria? Pensar sobre isso pode te dar uma nova visão sobre tudo o que você guarda em casa.
2. Quanta coisa você tem que já tem muito tempo que você não usa para absolutamente nada e nem sabe quando vai usar?
3. Você já parou para agradecer a Deus por tudo o que tem ou apenas olha ao seu redor e fica pensando naquilo que ainda não tem?
4. O que você tem doado ultimamente, você esta se tornando a cada dia um doador ou acumulador?

terça-feira, 24 de junho de 2014

Aprendendo a lidar com o outro baseado nos valores do Reino de Deus - Mt 18

                   
Viver queridos não é uma tarefa fácil. Conviver é uma tarefa mais difícil ainda. Conviver é se relacionar com as pessoas. Hoje vivemos em um tempo, onde como previu Jesus na parábola da semente, do fermento e da figueira, o Reino de Deus se iniciou bem pequeno, mas está cada vez mais se expandindo na sociedade contemporânea.
Os valores do Reino estão agindo dentro do coração das pessoas e mudando vidas, direta e indiretamente. Muitas vezes pessoas, vivem e ensinam os valores do Reino de Deus, mesmo que não saibam sua origem.
O Reino de Deus entre os homens trouxe uma dinâmica de vida bem diferente para os relacionamentos na época de Jesus e continuou atuando na sociedade de forma implícita e explícita.
Quando Jesus veio a terra e anunciou justiça, a injustiça era a marca da época.

Quando Jesus veio e ensinou sobre liberdade a escravidão era normal e defendida pelas leis nacionais e internacionais.
Quando Jesus veio e ensinou sobre perdão, a vingança era natural para os homens. Matar o que matou alguém era algo visto como nobre e aceito como normal

Quando Jesus veio e ensinou a amar inimigos e não apenas os amigos, seus ensinos radicalizaram as relações interpessoais, que estavam calcadas apenas na troca de gentilezas ou de maldades.
Assim quando absorvemos os valores do Reino de Deus, entendemos que fazer parte do Reino, é um novo estilo de vida, não mais natural, mas acima do natural (sobrenatural), tudo muda, na maneira que lido com o outro, no dia a dia.

Minhas relações passam a ter outros princípios para se guiar.
Vejamos o que podemos aprender aqui acerca disto:

1º No Reino de Deus quem quer ser grande precisa aprender a agir como uma criança. vs. 1-5. Naquele momento os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: Quem é o maior no Reino dos céus? Chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus. Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo.
 Como assim agir semelhante a uma criança? De três formas:

·       Criança se contenta com pouca coisa (bebês por ex. brinca com papel, chave, mamadeira, etc...) conforme vamos crescendo vamos ficando muito mais exigentes com as pessoas – assim afastamos muitos de nós porque não estão dentro de nosso padrão: religioso – político – social.


·       Criança tem facilidade de esquecer ofensas – ex. correção – corrija uma criança e um adulto e veja quem se magoa mais fácil.


·       Criança está sempre dando uma nova oportunidade para os outros – adulto sempre está dizendo: “está é sua última chance hein? Se cuida!”


2º No Reino de Deus tudo o que faço deve ser visto, sob a seguinte perspectica: “Vai fazer mal para alguém? Vai escandalizar alguém? vs. 6-8. Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. Ai do mundo, por causa das coisas que fazem tropeçar! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem! O signinificado disto é que não posso sair por ai fazendo  o que quero de qualquer jeito, preciso pensar e imaginar quais os desdobramentos de minhas ações e reações.


 3º No Reino de Deus, no relacionamento com o outro, o aperfeiçoamento da autodisciplina é uma marca frequente na vida. vs9-10. Se a sua mão ou o seu pé o fizerem tropeçar, corte-os e jogue-os fora. É melhor entrar na vida mutilado ou aleijado do que, tendo as duas mãos ou os dois pés, ser lançado no fogo eterno.E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno. Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste.


4º No Reino de Deus, cada atitude deve levar em conta a missão primordial de Jesus, que foi repassada à igreja, a qual é inegociável. V. 11-14. O Filho do homem veio para salvar o que se havia perdido. O que acham vocês? Se alguém possui cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixará as noventa e nove nos montes, indo procurar a que se perdeu? E se conseguir encontrá-la, garanto-lhes que ele ficará mais contente com aquela ovelha do que com as noventa e nove que não se perderam. Da mesma forma, o Pai de vocês, que está nos céus, não quer que nenhum destes pequeninos se perca.


Jesus afirmou que sua missão não era ser servido, mas servir os homens, principalmente com a boa nova da salvação e ele nos confiou esta responsabilidade.


E disse-lhes: Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Mc 16:15. Então, Jesus aproximou-se deles e disse: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos. Mt 28:18-20


Ele nos confiou o prosseguimento da missão que ele veio iniciar:


·       Reconciliar os homens com Deus.


 Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. 2Co 5.19-19


5º No Reino de Deus eu preciso esgotar as possibilidades na tentativa de estar em comunhão com as outras pessoas. Vs. 15- 22. Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão.  Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu. Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles. Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Jesus respondeu: Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.


Estamos acostumados a querer que os outros tenham bastante paciência coim gente, afinal somos pessoas maravilhosas, lógico aos nossos olhos apenas, que não nos permitem ver “os pontos cegos de nossa vida”, que são áreas que todos sabem que agente é uma negação, menos a gente. Contudo quando vamos lidar com os outros, “o chicote estrala”, porque ao menos sinal de erro, já julgamos, condenamos e até executamos a pessoa dentro de nosso coração: “fulano pra mim morreu!” – é assim que dizemos!


O apóstolo Pedro após ouvir o discurso de Jesus sobre tentar reconciliação e depois considerar o outro excluído da “igreja”, pois é isso que Jesus está dizendo em outras palavras com a expressão, considera-lo como gentio e publicano, ele  Pedro, pergunta: “Mas Jesus e ai, quantas vezes devo perdoar meu irmão, umas sete?” Talvez ele esperasse de Jesus um número ainda menor, pois a Lei Mosaica, ensinava “dente por dente e olho por olho”. Perdão já estava difícil. Jesus então respondeu, não te digo sete, mas setenta vezes sete. Acredito que Pedro, o eloquente e fugaz Pedro, quase enfartou. Como é que é 70x7 é igual a 490. Pois não Pedro, o caminho é por ai!


Aqui Jesus jogou os números lá em cima para demonstrar uma verdade conclusiva que nossa maldade é muito grande, e que só poderei ser bom com o outro se eu enxergar o tamanho das minhas falhas, dos meus pecados, de meus erros e o tamanho do perdão divino para mim.


6º No Reino de Deus precisamos aprender a tratar os outros como Deus nos trata. Vs 23-35. Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos. Quando começou o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme quantidade de prata. Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida. O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo.O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir. Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague-me o que me deve! Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei. Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você? Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão.


Aqui nesta parábola o rei é uma figura de Deus. Os devedores somos nós. A dívida simboliza nossos erros contra ele. O perdão da dívida é o perdão dos nossos pecados.


Quando não perdoamos os irmãos, não estamos passando adiante o que de Deus recebemos.


 O que recebemos de Deus?


1.     Tolerância


2.     Empatia


3.     Oportunidades


Sendo assim, busque tratar os outros como Deus te trata:


Ø  Com tolerância – paciência v. 26


Ø  Com empatia – v. 27 – teve compaixão dele


Ø  Com novas oportunidades – v.27 – “cancelou a dívida e o deixou ir”


Algumas explicações e aplicações para a gente concluir:


(Fonte Wikipédia)


·       Compaixão (do latim compassione) pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem.


1.     A compaixão frequentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outro ser, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem.


2.     A compaixão pode levar alguém a sentir empatia pelo outro.


3.     A compaixão é frequentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece.


4.     Ter compaixão é permanecer num estado emotivo positivo, enquanto tento compreender o outro, sem invadir o seu espaço.


5.     A compaixão diferencia-se de outras formas de comportamento prestativo humano no sentido de que seu foco primário é o alívio da dor e sofrimento alheios.


6.     Atos de caridade que busquem principalmente conceder benefícios em vez de aliviar a dor e o sofrimento existentes são mais corretamente classificados como atos de altruísmo, embora, neste sentido, a compaixão possa ser vista como um subconjunto do altruísmo, sendo definida como o tipo de comportamento que busca beneficiar os outros minorando o sofrimento deles.


7.     Jesus ao longo da sua vida foi um homem compassivo e, com as suas palavras, gestos e atitudes, mostrou-nos o rosto compassivo de Deus. Não se poupou a esforços para libertar as pessoas do sofrimento que as atormentava. «Ao ver as multidões, Jesus enchia-se de compaixão por elas, pois estavam cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor (Mt 9,36). Deste modo, Jesus mostrou-nos como é Deus, Seu e nosso Pai, e desafiou-nos a sermos como Ele: Sede compassivos como o vosso Pai é compassivo. (Lc 6,36).


ILUSTRAÇÃO

(FONTE:http://www.abcdacatequese.com/index.php/evangelizacao/catequese/298-compaixao-e-sofrer-com)


QUANDO EU E TU SE ENCONTRAM

Era uma vez um nome, igual a tantos outros, que vivia numa terra de algures. Sentia o que tantos sentem. Vivia como muitos vivem e queria e desejava o que tantos desejavam. Chamava-se Eu. Um dia partiu para a terra da aventura e conheceu Tu. Tu era alguém como Eu, simples, mas com a palavra «amor» e «compaixão» pintadas no coração a letras de generosidade e bondade. Eu e Tu conheceram-se, cresceram juntos e evoluíram mutuamente. Perceberam que o mundo é uma passagem. Eu e Tu aprenderam a amar, descodificaram a vida na sua simplicidade e perceberam o valor da compaixão. Mas perceberam que não basta Eu conhecer Tu, é preciso mais, muito mais. Não basta o amor, a compaixão, não basta serem as pessoas certas, é preciso trabalharem o interior, é necessário serem inteligentes emocionalmente, é preciso trabalharem a relação, é preciso flexibilidade e capacidade de adaptação. A vida é apenas uma curta passagem num tempo muito relativo. Extrair o sumo da vida num período de Tempo tão pequeno é sentir que mereceu a pena ter vivido e que a nossa missão está na palavra compaixão. Eu e Tu aprenderam a ser compassivos. E à sua volta cresceu a emoção, a compreensão, os afectos e os momentos de felicidade plena. No ar que respiravam e na compaixão que exalavam, Eu e Tu transformaram-se na mais bela flor da compaixão... a flor do Nós! A flor do Nós nasceu da união da semente do físico, emocional, mental e espiritual. A Flor do Nós nasceu da compaixão…




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Aprendendo com Jesus, lições sobre o que é importante na vida - Mateus 17


                                    
Três episódios distintos e marcantes são relatados por Mateus neste texto que eu gostaria de estuda-los com vocês nesta oportunidade, extraindo deles algumas conexões com a nossa vida.

1.     O primeiro episódio fala da Transfiguração de Jesus. Quando ele sobe a um monte com seu círculo íntimo de amigos, Pedro, Tiago e João e ali manifesta uma aparência não humana, mas divina e gloriosa, na presença de seus amigos. É interessante notar que entre os discípulos de Jesus estes três sempre estavam mais próximos dele. Olhando para a vida de Jesus, nós sempre temos algo a aprender.

Esta lição é muito importante para nossas vidas, que é em primeiro lugar não fazer da solidão ou da personalidade antissocial, uma marca intencional de nossa personalidade. Sei que entre os temperamentos que herdamos de nossos pais e avós, algumas pessoas tem mais dificuldade de se relacionar, porém viver só é muito ruim e até prejudicial para a saúde, busque construir laços afetivos com as pessoas ao seu redor, na vizinhança, na escola, na faculdade, no emprego, na igreja, na vida como um todo.

Jesus sempre reservava um tempo para estar a sós com o Pai, contudo passando este tempo ele se voltava novamente para os relacionamentos. Outra coisa importante é sabermos em quem podemos confiar para trazer para nosso círculo íntimo de amizades. A bíblia diz que existe amigo mais chegado que um irmão, todos precisamos disso, deste tipo de relacionamento, todavia, isso é uma construção diária de doação, entrega e recebimento de afeto, respeito, confiança e amizade.   

2.     O segundo episódio digno de nota neste relato de Mateus, é o do garoto que sofria de ataques e caia no fogo e na água e já tinha quase morrido por isso. O seu pai trouxe para o garoto para os discípulos o curarem, mas eles não conseguiram, Jesus então o libertou e afirmou  que existem certos demônios que sem jejum e oração eles nunca poderiam expulsar.


3.     O terceiro episódio importante aqui é a questão do imposto cobrado por Roma dos judeus. Jesus e Pedro não tinham dinheiro para pagar o imposto e Cristo ordena que Simão Pedro vá até o mar e pesque e Jesus afirma que quando ele pegar o primeiro peixe dentro dele haveria uma moeda que daria para pagar o imposto dele e de Pedro, Pedro obedece e como Jesus falou acontece, ele pesca um peixe e ao abrir a barriga deste encontra uma moeda com a qual paga o imposto dos dois.

O que nós podemos pinçar de lições para a nossa vida destes versículos contidos neste capítulo?

1º Independente de quem você é ou da posição que você ocupa, o que dará um sabor maior a vida, serão as amizades que você construiu e construirá ao longo de sua trajetória. Vs. 1-4 - Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago, e os levou, em particular, a um alto monte. Ali ele foi transfigurado diante deles. Sua face brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz. Naquele mesmo momento apareceram diante deles Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro disse a Jesus: Senhor é bom estarmos aqui. Se quiseres, farei três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.

·       Jesus é Deus encarnado, Jesus teve parte de sua glória revelada ali no monte, mas o que Jesus sempre valorizou e nos ensina a valorizar são as pessoas ao nosso redor.

·       Portanto tenha projetos para a vida e lute pata implementa-los, mas não deixe de levar pessoas com contigo.

2º No nosso relacionamento com Jesus conforme o conhecermos melhor, não devemos ter medo de Deus e sim respeitosamente ouvi-lo e obedece-lo. Vs. 5-8 - Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no! Ouvindo isso, os discípulos prostraram-se com o rosto em terra e ficaram aterrorizados. Mas Jesus se aproximou, tocou neles e disse: Levantem-se! Não tenham medo! E erguendo eles os olhos, não viram mais ninguém a não ser Jesus.

3º No Reino de Deus três práticas são indispensáveis para obtermos êxito na nossa luta contra o mal. Fé – Oração – Jejum. Vs. 14-21 Quando chegaram onde estava a multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se diante dele e disse: Senhor, tem misericórdia do meu filho. Ele tem ataques e está sofrendo muito. Muitas vezes cai no fogo ou na água. Eu o trouxe aos teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo. Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino. Jesus repreendeu o demônio; este saiu do menino e, desde aquele momento, ele ficou curado. Então os discípulos aproximaram-se de Jesus em particular e perguntaram: Por que não conseguimos expulsá-lo? Ele respondeu: Por que a fé que vocês têm é pequena. Eu lhes asseguro que se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada lhes será impossível. Mas esta espécie só sai pela oração e pelo jejum.

·       Fé – Acreditar que Deus está caminhando junto com a gente mesmo que não possamos ver, mas temos que perceber pelas suas obras a sua presença.

·       Oração – Fala da intimidade com Deus – Algo que não dá para disfarçar ou temos ou não temos. Leiamos em  Atos 19:11-16 - Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, de modo que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os enfermos. Estes eram curados de suas doenças, e os espíritos malignos saíam deles. Alguns judeus que andavam expulsando espíritos malignos tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os endemoninhados, dizendo: Em nome de Jesus, a quem Paulo prega, eu lhes ordeno que saiam! Os que estavam fazendo isso eram os sete filhos de Ceva, um dos chefes dos sacerdotes dos judeus. Um dia, o espírito maligno lhes respondeu: Jesus, eu conheço, Paulo, eu sei quem é; mas vocês, quem são? Então o endemoninhado saltou sobre eles e os dominou, espancando-os com tamanha violência que eles fugiram da casa nus e feridos.

·       Jejum – Fala da abstinência de alimentos sólidos e líquidos – Mas hoje eu queria ir mais além neste sentido e dizer que jejum também pode ser não só de alimentos, mas de tudo que destrói a vida, de tudo o que nos afasta de Deus e das pessoas, de tudo o que nos rouba a alegria de viver - Jesus dizia a todos: Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23

4º No nosso relacionamento com Deus, podemos acreditar e confiar, que ele cuida de nós até nos surpreende, no suprimento de nossas necessidades. Poucas coisas pertubam tanto a alma humana, quanto a falta do dinheiro para suprir necessidades básicas. Existem dois tipos de pregadores e ensinadores extremistas: O primeiro grupo ensina que tudo é espiritual e que basta você contribuir financeiramente com a “Obra de Deus” e todos os seus problemas financeiros irão evaporar. O segundo grupo é totalmente cético com relação a qualquer tipo de ligação entre contribuição financeira para o Reino de Deus e prosperidade material. Eu acredito que não devamos ficar nem em um extremo nem no outro. As escrituras sagradas sempre, desde Gênesis até Apocalipse revelaram que as pessoas que servem a Deus o servem também com ofertas, dízimos e votos voluntários. Sempre estas contribuições para o sustento da obra de Deus foram marcadas por:

·       Amor de quem contribui

·       Gratidão de quem contribui

·       Alegria de quem contribui

·       Fidelidade de quem contribui

·       Renuncia de quem contribui

·       Responsabilidade de quem contribui

·       Obediência de quem contribui

·       Fé de quem contribui

·       Generosidade de quem contribui

·       Liberalidade de quem contribui

Sem estes requisitos, as contribuições, das pessoas para a expansão do Reino de Deus, se tornam muito “pobres” e sem sentido.

Da parte de Deus, que recebe as contribuições para sua causa, como parte do culto a ele, sempre houve:

·       Reconhecimento da contribuição e como tal prosperidade para o ofertante como resposta da atitude do coração do adorador – entenda que prosperidade nem sempre significa riquezas materiais. Prosperidade (do latim prosperitate) refere-se à qualidade ou estado de próspero, que, por sua vez, significa ditoso, feliz, venturoso, bem-sucedido, afortunado (Novo Dicionário Eletrônico Aurélio, versão 5.0, e Dicionário Houaiss da língua portuguesa, 2001.). Também pode designar um período de ascensão econômica.

·       Alegria de ver seus filhos comprometidos com seu Reino e sua expansão.

·       Recompensas e providências sempre muito além daquilo que seu povo pensava ou imaginava. Deus sempre faz por nós de forma gratuita muito além daquilo que podemos retribuir.
Nos evangelhos, fica claro que Pedro desde que foi chamado para ser pescador de homens por Jesus, deixara o seu ofício e passara a viver do que Deus a cada dia o providenciava: - Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu Simão e seu irmão André lançando redes ao mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens. No mesmo instante deixaram as redes e o seguiram. Marcos 1:16-18

Aqui fica claro nesta passagem, onde Mateus relata sobre os impostos, o cuidado de Deus para com aqueles que confiam a ele suas vidas, nesta oportunidade o alvo deste cuidado foi Pedro o ex - pescador. Vs. 24- Quando Jesus e seus discípulos chegaram a Cafarnaum, os coletores do imposto de duas dracmas vieram a Pedro e perguntaram: O mestre de vocês não paga o imposto do templo? Sim, paga, respondeu ele. Quando Pedro entrou na casa, Jesus foi o primeiro a falar, perguntando-lhe: O que você acha, Simão? De quem os reis da terra cobram tributos e impostos: de seus próprios filhos ou dos outros?  Dos outros, respondeu Pedro. Disse-lhe Jesus: Então os filhos estão isentos. Mas, para não escandalizá-los, vá ao mar e jogue o anzol. Tire o primeiro peixe que você pegar, abra-lhe a boca, e você encontrará uma moeda de quatro dracmas. Pegue-a e entregue-a a eles, para pagar o meu imposto e o seu.

O cuidado de Deus para conosco – A Teologia reformada chama isto de Providência Divina.

DEFINIÇÃO:

·       Divina Providência, ou simplesmente Providência, é um termo teológico que se refere ao poder supremo, superintendência, ou agência de Deus sobre eventos na vida das pessoas por toda a história.

·       É a influência de Deus no futuro, onde ele decide o que irá acontecer no futuro e que nada acontece sem que Deus permita.

·       Providência Divina é o meio pelo qual Deus governa todas as coisas no universo. Fonte: www.pt.wikipedia.org/wiki/Providência_divina

·       A doutrina da providência divina afirma que Deus tem controle completo de todas as coisas. Isso inclui o universo como um todo (Salmos 103:19), o mundo físico (Mateus 5:45), as transações das nações (Salmos 66:7), nascimento e destino humanos (Gálatas 1:15), sucessos e fracassos humanos (Lucas 1:52), e a proteção do seu povo (Salmos 4:8). Essa doutrina se mantém em direto contraste à ideia de que o universo é governado por sorte ou acaso.

·       O propósito, ou objetivo, da providência divina é realizar a vontade de Deus. Para garantir que seus propósitos vão ser cumpridos, Deus governa os negócios dos homens e trabalha através da ordem natural das coisas. As leis da natureza são nada mais do que uma descrição de Deus trabalhando no universo. As leis da natureza não têm nenhum poder em si mesmas, nem trabalham independentemente; elas são regras e princípios que Deus estabeleceu para governar como as coisas funcionam.

 CONCLUSÃO

Com Jesus aprendemos

1.     Sobre a importância dos relacionamentos na vida.

2.     Sobre a importância da fé, da oração e do jejum no combate contra o mal.

3.     Sobre o cuidado de Deus para com a nossa vida.