quarta-feira, 16 de julho de 2014

Pr. Josué Gonçalves. Tema:Tirando o Veneno da Língua, Conhecimento Profu...


Como ser curado da tríade do mal: Inveja – Ganância e Egoísmo?- Mateus 20

                                  


Onde nós encontrarmos um destes sentimentos o outro está por perto.
Sempre que o egoísmo aparece suas duas irmãs: inveja e ganância estão por ali.
Em nome desta tríade diabólica famílias já foram diluídas, casamentos desfeitos, filhos saíram chorando com o coração estilhaçado.
Quando um homem se tranca dentro de um quarto com uma mulher que não é a sua, ignorando a sua consciência que o acusa direto, gritando dentro dele que o que ele está prestes a fazer é errado, o egoísmo está presente.
Este ser humano não está pensando na dor que poderá infringir ao coração de sua amada, ele está sendo egoísta, ele só está pensando nele. Porém outras coisas estão acontecendo, ele também está sendo invejoso por desejar para si alguém que não lhe pertence. Ele também está sendo ganancioso, pois a ganância se caracteriza por se desejar aquilo que é proibido, mais do que me é devido, e carrega em si o desprezo pelos outros, ou seja, a pessoa gananciosa não se importa com o outro, na busca de atingir os seus objetivos.
Jesus neste capítulo em três circunstâncias está ensinando os seus discípulos a vencerem estas três tendências arraigadas dentro da alma do homem e da mulher. Podemos detectar três problemas nestes textos e aprender como resolve-los dentro de nossos corações.
Este capítulo começa com Jesus contando uma parábola sobre um dono de terras (no texto um “propietário”) que saiu pela manhã a contratar pessoas para trabalharem para ele. Ele contratou estas pessoas para trabalharem a partir da hora que ele os encontrou: bem cedo, depois as 9h, 12h, 15h, 16h e 17h.
No versículo 2 está escrito que ele combinou de pagar para os primeiros 1 denário – valor de um dia de trabalho na cultura judaica da época– os demais versículos dizem que ele repetiu a sua atitude cinco vezes.
Ao cair da tarde ele os chamou para pagar – provavelmente por volta das 18h.  Vamos ler o que aconteceu:

Vs. 8-16 Ao cair da tarde, o dono da vinha disse a seu administrador: Chame os trabalhadores e pague-lhes o salário, começando com os últimos contratados e terminando nos primeiros.  Vieram os trabalhadores contratados por volta das cinco horas da tarde, e cada um recebeu um denário. Quando vieram os que tinham sido contratados primeiro, esperavam receber mais. Mas cada um deles também recebeu um denário. Quando o receberam, começaram a se queixar do proprietário da vinha, dizendo-lhe: Estes homens contratados por último trabalharam apenas uma hora, e o senhor os igualou a nós, que suportamos o peso do trabalho e o calor do dia. Mas ele respondeu a um deles: Amigo, não estou sendo injusto com você. Você não concordou em trabalhar por um denário? Receba o que é seu e vá. Eu quero dar ao que foi contratado por último o mesmo que lhe dei. Não tenho o direito de fazer o que quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso? ’ – "Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos".

 1º PROBLEMA: A INVEJA

Inveja é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem.

Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem que pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser.

A inveja pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.

1.     CUDADO COM A INVEJA, ELA COSTUMA VIR DISFARÇADA DE JUSTIÇA

·       Estes homens contratados por último trabalharam apenas uma hora, e o senhor os igualou a nós, que suportamos o peso do trabalho e o calor do dia v.12

2.     CUIDADO COM A INVEJA ELA NÃO NOS LANÇA PARA FRENTE E SIM PARA TRÁZ

·       Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. v. 16

3.     CUIDADO COM A INVEJA ELA NOS LEVA A ACREEDITAR QUE DEUS SÓ É GENEROSO COM OS OUTROS E NUNCA COM A GENTE

·       Ou você está com inveja porque sou generoso? v.15

·       Deus tem sido generoso com a gente também.

·       Coloque seu foco no que Deus já fez e não naquilo que ele ainda não fez!

4.     COMO SER CURADO DA INVEJA?

·       Seja grato a Deus pelo que você já tem – Sim, coisas grandiosas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres. (Sl 126:3)

·       Aprenda sobre o CONTENTAMENTO - Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece. Fp 4:11-13

5.     PLANEJE CRESCER, PORÉM SEM QUERER O QUE É DO OUTRO – PRATIQUE A JUSTIÇA

2º PROBLEMA: GANÂNCIA - BUSCA EXAGERADA DE FAMA – POSIÇÃO – PODER

Na segunda parte do texto o problema tratado é outro. Os irmãos Tiago e João, vão junto com sua mãe até Jesus para lhe pedir que em seu Reino ele os colocasse em posição privilegiada com relação aos demais. Eles pensavam em um Reino de Deus como os reinos de sua época e não como uma realidade moral e espiritual a ser implantada no coração e na vida das pessoas. Isto nos ensina que percepções erradas acerca das coisas de Deus, nos levam a conclusões e decisões erradas também. Portanto com seu pedido, eles demonstram que desejam ser, os que governariam com Jesus. Eles queriam ser as pessoas que dariam a ordens logo depois dele no escalão do Reino. O pior é que quando os outros 10 apóstolos souberam disto também se indignaram, porque era justamente o que eles também queriam. Eles aqui demonstravam um comportamento ganancioso, a ponto de brigarem por isso, Jesus então tratou de lhes dar as devidas orientações referente ao posicionamento de quem quer subir na vida. Ele disse que quem quisesse ser grande teria que se tornar escravo de todos e citou o seu exemplo.

O que é ganância? Ganância é um sentimento humano que se caracteriza pela vontade de possuir para si próprio tudo o que admira. É a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. É um desejo excessivo direcionado principalmente à riqueza material, nos dias de hoje pelo dinheiro. Contudo é associada também a outras formas de poder, tal qual influencia às pessoas de tal maneira que seus praticantes chegam ao cúmulo de corromper terceiros e se deixar corromper, manipular e enganar chegando ao extremo de tirar a vida de seus desafetos. É a vontade de se conseguir algo sem medir as consequências sejam elas morais, éticas ou espirituais.

Vamos falar sério, quem não quer ser reconhecido pelo que faz e pelo que é? Quem não quer uma boa posição na sociedade e em seu grupo social? Quem não almeja ser mais prospero financeiramente? Nada disto em si é ruim ou mal, pelo contrário, é do nosso progresso como pessoa, progresso profissional, social e financeiro, que advém o progresso da sociedade, que em si não carrega nenhum mal. Onde está o problema detectado por Jesus? Na necessidade de crescer não com o objetivo de servir ao outro, mas em ambicionar o crescimento como um fim então como um meio de ajudar outras pessoas. Por exemplo, uma pessoa que ser um empresário. Para que seus negócios sejam feitos com ética ele deve visar oferecer o melhor que está à seu alcance sem desrespeitar o seu cliente ou consumidor. Quando seu objetivo visa só o lucro financeiro ele cometerá vários deslizes na busca de seu objetivo, como até tentar enganar o consumidor com “pesos e medidas” erradas, para se beneficiar.

Como ser curado deste problema? Vs 25-28

1.     Jesus deu a receita dizendo que nosso objetivo deve ser o “servir” o próximo em primeiro lugar e não desejar o “lucro” em primeira instância. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo. V.26

2.     Jesus ensinou que devemos viver na contramão do regime aceito pelos desonestos que ambicionam o sucesso: - os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês.v.25

3.     Jesus ensinou que a cura para a ganância é o serviço pautado nas escolhas e decisões que ele deixou como exemplo: ...como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.v.28

Também não sejamos demagogos, ninguém faz negócio na vida para sair perdendo o problema é: Como irei fazer para ter lucro? Andarei pelo caminho certo, bom, ético ou vou me enveredar pelo caminho até mais curto, mas que é desonesto, desumano, criminoso e acima de tudo anti-bíblico?

3º PROBLEMA: Egoísmo – desejo de exclusividade VS 29-33

Jesus sempre caminhou no meio do povo. Jesus sempre os socorreu em suas necessidades. Talvez até por isso, ele vivia cercado de gente. Aqui neste episódio ele passava e dois cegos ao saber disso começaram a clamar por cura. A multidão que estava sendo atendida mandou os cegos e calarem. Eles não queriam que Jesus os atendesse. Não queriam que ele parasse para atender os dois necessitados. Aqui vemos um caso clássico de egoísmo. De preocupação exagerada com o eu. Quanto tempo será que Jesus demoraria para curar os dois cegos? 2, 3, 5 minutos. Porém o egoísta é assim mesmo: Tudo pra mim e nada para o outro.

Um sujeito egoísta é aquele que se coloca no centro do seu universo. O egoísta na verdade é uma pessoa que se valoriza mais a cima dos terceiros, a ponto de despreza-los.

Um sujeito egoísta é aquele que acredita que, na sua perspectiva de ser, ele é mais importante do que os demais seres e se para alcançar seus objetivos tiver que prejudicar o outro, não pensará duas vezes.

Como ser curado deste mal?

1º Reconheça que todos nós temos esta forte tendência. Todavia, não há um só justo na terra, ninguém que pratique o bem e nunca peque. Ec 7:20

2º Não seja grosseiro com quem pede ajuda, ainda que você não consiga ajuda-lo. Vs 29-31. Ao saírem de Jericó, uma grande multidão seguiu a Jesus. Dois cegos estavam sentados à beira do caminho e, quando ouviram falar que Jesus estava passando, puseram-se a gritar: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós! A multidão os repreendeu para que ficassem quietos...

3º Siga o exemplo de Jesus, por mais atarefado que você esteja, aprenda a parar para ajudar outros. Vs. 32-33. Jesus, parando, chamou-os e perguntou-lhes: O que vocês querem que eu lhes faça? Responderam eles: "Senhor, queremos que se abram os nossos olhos.

Conclusão:

1. A semelhança dos dois cegos nós precisamos recuperar a visão perdida

v. 34 Jesus teve compaixão deles e tocou nos olhos deles. Imediatamente eles recuperaram a visão e o seguiram.

2. Jesus nos cura da cegueira do egoísmo, da ganância e da inveja, conforme aplicamos os seus ensinamentos a nossa vida.

Vamos orar e pedir isto para ele?



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tratando dos assuntos pertinentes a vida terrena, na perspectiva do Reino de Deus - Mateus 19



Jesus sempre foi uma pessoa, que em seu ministério de servir ao próximo, fez da educação uma marca fundamental. Ele sabia que ajudar as pessoas era importante, por isso curava, multiplicava pães e peixes, libertava oprimidos pelo diabo, ressuscitava mortos, mas o que fica patente nas escrituras, nas narrações dos quatro evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João, é que toda circunstância, para ele era uma oportunidade de educar, de ensinar, de transmitir, valores, princípios, notas morais e éticas, que iam alterando a forma das pessoas verem a vida e se relacionarem entre elas e com Deus.
Os episódios narrados por Mateus neste capítulo seguem a mesma dinâmica educadora de Jesus. Jesus usava situações e circunstâncias, como as perguntas que lhe foram feitas e aqui descritas no texto, para dar sua opinião transformadora e sempre conectada com suas crenças e valores. A questão de ensinar o que vivia e viver o que ensinava, era muito visível na vida de Cristo, o que aliás, é um problema dos líderes religiosos hoje, pois eles até tem um discurso bonito no púlpito, na sua vida pública, mas em sua vida privada, quem conhece a eles, muitas vezes não os observa cumprindo o que ensinam, o que também já era uma dura crítica de Jesus aos religiosos de sua época.
Antes de entramos nas considerações sobre o texto, vejamos o que é educar.
·       Do latim: educare, que significa promover a educação; transmitir conhecimentos; ensejar condições para o educando modificar para melhor seu comportamento.
·       No seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte. A educação vai se formando através de situações presenciadas e experiências vividas por cada indivíduo ao longo da sua vida.
·       De acordo com o filósofo teórico da área da pedagogia René Hubert, a educação é um conjunto de ações e influências exercidas voluntariamente por um ser humano em outro. Essas ações pretendem alcançar um determinado propósito no indivíduo para que ele possa desempenhar alguma função nos contextos sociais, econômicos, culturais e políticos de uma sociedade.
·       Sendo assim chegamos à conclusão que educar é ajudar as pessoas a mudarem a sua maneira de ser, agir e ver a vida, para melhor, no nosso caso levando sempre em consideração a vontade de Deus explícita na sua palavra que é a bíblia sagrada.
Neste texto Jesus é confrontado com dois elementos que geram muitas angustias e alegrias nos corações dos seres humanos, o primeiro é uma questão referente ao casamento ou a dissolução dele por intermédio do divórcio o outro é a forma como lidamos com o dinheiro.
Casamento e dinheiro, tem coisas mais faladas, tratadas, observadas, discutidas, polemizadas, do que estes dois elementos dentro de uma sociedade?
Como Jesus sempre foi uma pessoa  que usva as oportunidades para educar seus ouvintes, na visão do Reino de Deus, que é um novo estilo de vida, aqui mais uma vez ele pega indagações que lhe fizeram e ensina princípios gerais sobre esses dois assuntos.
Primeiro ele foi abordado com uma pergunta sobre casamento e o divórcio. (vs 1-12)
“Tendo acabado de dizer essas coisas, Jesus saiu da Galiléia e foi para a região da Judéia, no outro lado do Jordão. Grandes multidões o seguiam, e ele as curou ali. Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?  Ele respondeu: Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher e disse: Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe. Perguntaram eles: Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora? Jesus respondeu: Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério. Os discípulos lhe disseram: Se esta é a situação entre o homem e sua mulher, é melhor não casar. Jesus respondeu: Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado. Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem puder aceitar isso, aceite.
Aqui só para vocês entenderem haviam duas escolas de pensamentos que norteavam a vida dos judeus nas relações ligadas ao casamento e ao divórcio. Dois rabinos muito influentes tinham levado os judeus daquela época a duas interpretações da Lei de Moisés de forma bem diferente.
Existiram dois rabinos chamados Hilel e Shamai, que segundo a tradição judaica nortearam a forma de pensar de seus contemporâneos e as gerações sequentes. Um era extremamente flexível o outro muito rígido. O flexível era Hilel e o mais rígido era Shamai. Hilel defendia que o homem podia divorciar por qualquer motivo já Shamai ensinava que divórcio só era permitido em caso de adultério. Vale lembrar que na época de Jesus já não havia mais o hábito do apedrejamento para os adúlteros conforme ensinou Moisés. Jesus respondeu a pergunta dos fariseus indo na linhagem do pensamento interpretativo de Shamai, cuja visão era mais conservadora e para apoiar sua decisão ele foi além da Lei de Moisés citando um texto de Gênesis quando Moisés trata da criação do ser humano com apenas uma companheira e terminou afirmando que aqueles que Deus uniu, o homem não deve separar.
 Fiz algumas pesquisas sobre o tema “divórcio e re-casamento” e o estudo mais completo que encontrei foi o da revista Ultimato. Você pode aprofundar-se no tema neste endereço na internet:   http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/294/divorcio-e-novo-casamento-um-estudo-biblico-inicial
Para nossa meditação quero apontar apenas alguns princípios para nortear a nossa vida referente ao assunto. Não é meu objetivo estabelecer aqui regras rígidas, até porque cada pastor, cada igreja, cada denominação, tem as suas orientações específicas, baseadas no histórico de cada caso e no que se interpreta das escrituras sagradas, e ainda se tem as cláusulas de estatuto ou regimento interno da instituição, da qual aqueles que lidam com o caso em particular fazem parte e usam para aplicar na orientação para cada caso.
Com base no artigo que citei e no que creio acerca do assunto seguem algumas orientações pastorais:
1.     Acredito que a bíblia dá a permissão para o divórcio em dois casos:
·       a) no caso de relações sexuais ilícitas praticadas pelo cônjuge (Mt 19.9)
·        b) no caso de casamento misto em que o cônjuge não - crente abandona o crente (1 Cor 7.15).
2.     Mas não julgo aceitável a sugestão do divórcio e re - casamento por qualquer motivo como apregoa a sociedade liberal dos nossos dias. Contudo também não sou a favor de que uma família fique sofrendo maus tratos de forma contínua, porque existe um mandamento maior que deve ser vivido e cumprido que é do amor ao próximo. Muita gente pensa esta questão só do lado de se oferecer amor, porém a família que está sendo oprimida, espancada, maltratada, não tem o direito de se ver livre destra situação? Vamos esperar o cônjuge tirar a vida do outro para depois nos posicionarmos, como acontece em muitas igrejas que mesmo a pessoa sendo vítima de violência doméstica diariamente o pastor para não ferir o princípio bíblico aconselha ao cônjuge alvo da violência apenas a oração e a paciência? Será que se Jesus hoje se visse diante deste quadro era este o conselho que ele daria?
3.     É preciso separar o ideal do real. Deus na bíblia trabalha com ideais para a nossa vida, sociedade e para a nossa convivência, porém vivemos em um mundo real, onde muitas decisões são tomadas e nós como agentes do Reino de Deus devemos consultar outros conceitos do Reino para tomarmos atitudes, ou seja, ter um olhar para outras passagens da bíblia além daquelas que só tratam especificamente do assunto. Um exemplo disto é que Jesus nos ensinou a buscar o seu reino e sua justiça (Mt 6.33). Ao lidarmos com muitos casos de casais se separando e se casando de novo, acredito que o princípio da justiça deveria ser obsevado. Justiça no sentido de analisar cada caso, não com os olhos do direito legal garantido por lei vigente nacional, este as pessoas já o tem, mas o direito bíblico e irrefutável ligado a ser alvo de respeito, reciprocidade, ser valorizado como pessoa, como um ser que deve ser tido na mais alta estima e não apenas como um objeto, pois é o que muitas relações tem evidenciado hoje. O outro não passa de uma peça para ser usada e abusada, ainda que não haja relação sexual ilícita. Que ninguém use minha fala para dizer que sou a favor do divórcio por qualquer motivo, porque não sou, mas o que busco é ampliar um pouco mais a discussão para que nós como igreja não nos deixemos levar por uma interpretação superficial das escrituras sagradas, sem levar em conta o contexto de cada relação em conflito. Teologia se faz em conexão com a vida e não alienada dela.
4.     Precisamos cada vez mais de uma recomendação pastoral no sentido de enfatizar a indissolubilidade dos laços conjugais. Precisamos alertar os noivos em preparação para o casamento que eles devem conhecer bem o padrão perfeito de Deus como meta a ser alcançada e precisa estar claro para eles que o casamento é sério e é recomendado por Deus até que a morte e não o divórcio separe as pessoas que se uniram.
6. É preciso ser dito que na ótica de Deus o divórcio é uma tragédia. Nunca é uma solução alegre e universal. É uma possibilidade restrita permitida com tristeza, como exceção e, por isso, deve-se fazer sempre o máximo de empenho para reconciliar e restaurar famílias.
5.     Devemos ensinar mesmo quando houver adultério, que são necessárias paciência e oração pela restauração. O exemplo de Oséias do Antigo Testamento, que amou sua esposa adúltera, é paradigmático. Esse amor do profeta pela esposa faltosa simboliza o amor de Deus pelo seu povo, muitas vezes idólatra ou apóstata. Deus oferece uma salvação completa e perfeita para o seu povo.
6.     Quando ocorre o re-casamento, recomendamos modéstia, comedimento e discrição próprios de alguém consciente da tragédia sobre a qual está se realizando a nova união. Seria inapropriada uma comemoração sem um simultâneo sentido de quebrantamento e contrição de alma pela separação havida. Não se deve comemorá-lo como se fosse uma grande solução.pelo contrário deve estar claro para todos que foram feitas todas as tentativas possíveis para que isto não acontecesse e não agirmos como se o divórcio fosse a melhor e recomendada solução sempre como muita gente alardeia. Pois o que vemos hoje é muita gente se divorciando se casando de novo e muitos continuam infelizes na nova relação, pois percebem que o problema não era a pessoa em muitos casos, mas a vida a dois que é um desafio diário para todos que fazem parte dela.

O segundo assunto de muita relevância que Jesus também tratou no texto nos versículos (16-30)
Jesus fala do apego ao dinheiro e a toda sorte de bens materiais. Ele começa com a pergunta de um jovem rico que interroga Jesus sobre o que ele deve fazer para ter a vida eterna. Jesus manda ele observar os mandamentos. Ele pergunta quais. Jesus responde e ele acredito eu, de maneira arrogante diz que já é um praticante de tudo o que Jesus disse. O Mestre como conhecia pelo Espírito Santo os corações humanos, lhe diz que uma coisa ainda faltava vender tudo o que ele tinha e dar para os pobres. Aqui não existe uma orientação de Cristo para as pessoas desfazer de tudo o que é material para seguir Jesus. O que Jesus percebeu foi que o rapaz era muito arrogante e geralmente gente arrogante é egoísta e como todo egoísta ele era muito apegado a seus bens materiais. Jesus sempre vai na ferida. Jesus sempre quer nos libertar de nós mesmos. Jesus é médico por excelência. Nunca erra no diagnóstico nem no prognóstico. O rapaz como tinha muitos bens murchou como uma flor tirada da roseira e não regada e que está a luz do sol.  
Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: "Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos. Quais? , perguntou ele. Jesus respondeu: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe e ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda? Jesus respondeu: Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me. Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. Então Jesus disse aos discípulos: Digo-lhes a verdade: Dificilmente um rico entrará no Reino dos céus. E lhes digo ainda: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus. Ao ouvirem isso, os discípulos ficaram perplexos e perguntaram: Neste caso, quem pode ser salvo? Jesus olhou para eles e respondeu: Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis. Então Pedro lhe respondeu: Nós deixamos tudo para seguir-te! Que será de nós? Jesus lhes disse: Digo-lhes a verdade: Por ocasião da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do homem se assentar em seu trono glorioso, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.  E todos os que tiverem deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por minha causa, receberão cem vezes mais e herdarão a vida eterna. Contudo, muitos primeiros serão últimos, e muitos últimos serão primeiros.
Um dia destes eu conversava com minha esposa e falava sobre as condições que viveram as pessoas na época de Jesus. Os miseráveis de hoje em dia espalhados pelas grandes cidades, retratam as massa daquela época. As pessoas eram miseráveis aos milhares. Não existiam classes sociais A B C D E. Havia os pobres e os ricos. Os que tinham quase nada e os que tinham muito.  Saneamento básico, escola, carro, casa de alvenaria, água encanada, celular, computador, TV, rádio, internet, guarda roupas cheio, diversos pares de sapatos, cama com colchão, edredon, lençol lavado com sabão em pó e amaciante, chuveiro com água quente, caixa de água. Isto que quase todo mundo tem hoje ninguém tinha. Nós seríamos os ricos daquela época. Este texto pode muito bem ser aplicado a nós pois muitas vezes na busca de um bem material novo, muitos estão perdendo a vida eterna. Deixa eu te fazer uma pergunta: Se Jesus subisse no púlpito de nossas igrejas hoje e dissesse ainda vos falta uma coisa, vão vendam tudo o eu vocês tem e retornem aqui e me sigam, será que você voltaria para o próximo culto ou mudaria de igreja? Reflita...
Você percebeu como as coisas materiais nos afetam. Nós não conseguimos mais viver sem elas.
Faça as seguintes perguntas para você mesmo?
 1. Se você tivesse que se mudar hoje, por extrema necessidade, para um pequeno apartamento com apenas um cômodo  e um banheiro o que levaria com você? O que descartaria? Pensar sobre isso pode te dar uma nova visão sobre tudo o que você guarda em casa.
2. Quanta coisa você tem que já tem muito tempo que você não usa para absolutamente nada e nem sabe quando vai usar?
3. Você já parou para agradecer a Deus por tudo o que tem ou apenas olha ao seu redor e fica pensando naquilo que ainda não tem?
4. O que você tem doado ultimamente, você esta se tornando a cada dia um doador ou acumulador?

terça-feira, 24 de junho de 2014

Aprendendo a lidar com o outro baseado nos valores do Reino de Deus - Mt 18

                   
Viver queridos não é uma tarefa fácil. Conviver é uma tarefa mais difícil ainda. Conviver é se relacionar com as pessoas. Hoje vivemos em um tempo, onde como previu Jesus na parábola da semente, do fermento e da figueira, o Reino de Deus se iniciou bem pequeno, mas está cada vez mais se expandindo na sociedade contemporânea.
Os valores do Reino estão agindo dentro do coração das pessoas e mudando vidas, direta e indiretamente. Muitas vezes pessoas, vivem e ensinam os valores do Reino de Deus, mesmo que não saibam sua origem.
O Reino de Deus entre os homens trouxe uma dinâmica de vida bem diferente para os relacionamentos na época de Jesus e continuou atuando na sociedade de forma implícita e explícita.
Quando Jesus veio a terra e anunciou justiça, a injustiça era a marca da época.

Quando Jesus veio e ensinou sobre liberdade a escravidão era normal e defendida pelas leis nacionais e internacionais.
Quando Jesus veio e ensinou sobre perdão, a vingança era natural para os homens. Matar o que matou alguém era algo visto como nobre e aceito como normal

Quando Jesus veio e ensinou a amar inimigos e não apenas os amigos, seus ensinos radicalizaram as relações interpessoais, que estavam calcadas apenas na troca de gentilezas ou de maldades.
Assim quando absorvemos os valores do Reino de Deus, entendemos que fazer parte do Reino, é um novo estilo de vida, não mais natural, mas acima do natural (sobrenatural), tudo muda, na maneira que lido com o outro, no dia a dia.

Minhas relações passam a ter outros princípios para se guiar.
Vejamos o que podemos aprender aqui acerca disto:

1º No Reino de Deus quem quer ser grande precisa aprender a agir como uma criança. vs. 1-5. Naquele momento os discípulos chegaram a Jesus e perguntaram: Quem é o maior no Reino dos céus? Chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no Reino dos céus. Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo.
 Como assim agir semelhante a uma criança? De três formas:

·       Criança se contenta com pouca coisa (bebês por ex. brinca com papel, chave, mamadeira, etc...) conforme vamos crescendo vamos ficando muito mais exigentes com as pessoas – assim afastamos muitos de nós porque não estão dentro de nosso padrão: religioso – político – social.


·       Criança tem facilidade de esquecer ofensas – ex. correção – corrija uma criança e um adulto e veja quem se magoa mais fácil.


·       Criança está sempre dando uma nova oportunidade para os outros – adulto sempre está dizendo: “está é sua última chance hein? Se cuida!”


2º No Reino de Deus tudo o que faço deve ser visto, sob a seguinte perspectica: “Vai fazer mal para alguém? Vai escandalizar alguém? vs. 6-8. Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. Ai do mundo, por causa das coisas que fazem tropeçar! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem! O signinificado disto é que não posso sair por ai fazendo  o que quero de qualquer jeito, preciso pensar e imaginar quais os desdobramentos de minhas ações e reações.


 3º No Reino de Deus, no relacionamento com o outro, o aperfeiçoamento da autodisciplina é uma marca frequente na vida. vs9-10. Se a sua mão ou o seu pé o fizerem tropeçar, corte-os e jogue-os fora. É melhor entrar na vida mutilado ou aleijado do que, tendo as duas mãos ou os dois pés, ser lançado no fogo eterno.E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno. Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste.


4º No Reino de Deus, cada atitude deve levar em conta a missão primordial de Jesus, que foi repassada à igreja, a qual é inegociável. V. 11-14. O Filho do homem veio para salvar o que se havia perdido. O que acham vocês? Se alguém possui cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixará as noventa e nove nos montes, indo procurar a que se perdeu? E se conseguir encontrá-la, garanto-lhes que ele ficará mais contente com aquela ovelha do que com as noventa e nove que não se perderam. Da mesma forma, o Pai de vocês, que está nos céus, não quer que nenhum destes pequeninos se perca.


Jesus afirmou que sua missão não era ser servido, mas servir os homens, principalmente com a boa nova da salvação e ele nos confiou esta responsabilidade.


E disse-lhes: Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Mc 16:15. Então, Jesus aproximou-se deles e disse: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos. Mt 28:18-20


Ele nos confiou o prosseguimento da missão que ele veio iniciar:


·       Reconciliar os homens com Deus.


 Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. 2Co 5.19-19


5º No Reino de Deus eu preciso esgotar as possibilidades na tentativa de estar em comunhão com as outras pessoas. Vs. 15- 22. Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão.  Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu. Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles. Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Jesus respondeu: Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.


Estamos acostumados a querer que os outros tenham bastante paciência coim gente, afinal somos pessoas maravilhosas, lógico aos nossos olhos apenas, que não nos permitem ver “os pontos cegos de nossa vida”, que são áreas que todos sabem que agente é uma negação, menos a gente. Contudo quando vamos lidar com os outros, “o chicote estrala”, porque ao menos sinal de erro, já julgamos, condenamos e até executamos a pessoa dentro de nosso coração: “fulano pra mim morreu!” – é assim que dizemos!


O apóstolo Pedro após ouvir o discurso de Jesus sobre tentar reconciliação e depois considerar o outro excluído da “igreja”, pois é isso que Jesus está dizendo em outras palavras com a expressão, considera-lo como gentio e publicano, ele  Pedro, pergunta: “Mas Jesus e ai, quantas vezes devo perdoar meu irmão, umas sete?” Talvez ele esperasse de Jesus um número ainda menor, pois a Lei Mosaica, ensinava “dente por dente e olho por olho”. Perdão já estava difícil. Jesus então respondeu, não te digo sete, mas setenta vezes sete. Acredito que Pedro, o eloquente e fugaz Pedro, quase enfartou. Como é que é 70x7 é igual a 490. Pois não Pedro, o caminho é por ai!


Aqui Jesus jogou os números lá em cima para demonstrar uma verdade conclusiva que nossa maldade é muito grande, e que só poderei ser bom com o outro se eu enxergar o tamanho das minhas falhas, dos meus pecados, de meus erros e o tamanho do perdão divino para mim.


6º No Reino de Deus precisamos aprender a tratar os outros como Deus nos trata. Vs 23-35. Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos. Quando começou o acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme quantidade de prata. Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida. O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo.O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir. Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague-me o que me deve! Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: ‘Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei. Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você? Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão.


Aqui nesta parábola o rei é uma figura de Deus. Os devedores somos nós. A dívida simboliza nossos erros contra ele. O perdão da dívida é o perdão dos nossos pecados.


Quando não perdoamos os irmãos, não estamos passando adiante o que de Deus recebemos.


 O que recebemos de Deus?


1.     Tolerância


2.     Empatia


3.     Oportunidades


Sendo assim, busque tratar os outros como Deus te trata:


Ø  Com tolerância – paciência v. 26


Ø  Com empatia – v. 27 – teve compaixão dele


Ø  Com novas oportunidades – v.27 – “cancelou a dívida e o deixou ir”


Algumas explicações e aplicações para a gente concluir:


(Fonte Wikipédia)


·       Compaixão (do latim compassione) pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem.


1.     A compaixão frequentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outro ser, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem.


2.     A compaixão pode levar alguém a sentir empatia pelo outro.


3.     A compaixão é frequentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece.


4.     Ter compaixão é permanecer num estado emotivo positivo, enquanto tento compreender o outro, sem invadir o seu espaço.


5.     A compaixão diferencia-se de outras formas de comportamento prestativo humano no sentido de que seu foco primário é o alívio da dor e sofrimento alheios.


6.     Atos de caridade que busquem principalmente conceder benefícios em vez de aliviar a dor e o sofrimento existentes são mais corretamente classificados como atos de altruísmo, embora, neste sentido, a compaixão possa ser vista como um subconjunto do altruísmo, sendo definida como o tipo de comportamento que busca beneficiar os outros minorando o sofrimento deles.


7.     Jesus ao longo da sua vida foi um homem compassivo e, com as suas palavras, gestos e atitudes, mostrou-nos o rosto compassivo de Deus. Não se poupou a esforços para libertar as pessoas do sofrimento que as atormentava. «Ao ver as multidões, Jesus enchia-se de compaixão por elas, pois estavam cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor (Mt 9,36). Deste modo, Jesus mostrou-nos como é Deus, Seu e nosso Pai, e desafiou-nos a sermos como Ele: Sede compassivos como o vosso Pai é compassivo. (Lc 6,36).


ILUSTRAÇÃO

(FONTE:http://www.abcdacatequese.com/index.php/evangelizacao/catequese/298-compaixao-e-sofrer-com)


QUANDO EU E TU SE ENCONTRAM

Era uma vez um nome, igual a tantos outros, que vivia numa terra de algures. Sentia o que tantos sentem. Vivia como muitos vivem e queria e desejava o que tantos desejavam. Chamava-se Eu. Um dia partiu para a terra da aventura e conheceu Tu. Tu era alguém como Eu, simples, mas com a palavra «amor» e «compaixão» pintadas no coração a letras de generosidade e bondade. Eu e Tu conheceram-se, cresceram juntos e evoluíram mutuamente. Perceberam que o mundo é uma passagem. Eu e Tu aprenderam a amar, descodificaram a vida na sua simplicidade e perceberam o valor da compaixão. Mas perceberam que não basta Eu conhecer Tu, é preciso mais, muito mais. Não basta o amor, a compaixão, não basta serem as pessoas certas, é preciso trabalharem o interior, é necessário serem inteligentes emocionalmente, é preciso trabalharem a relação, é preciso flexibilidade e capacidade de adaptação. A vida é apenas uma curta passagem num tempo muito relativo. Extrair o sumo da vida num período de Tempo tão pequeno é sentir que mereceu a pena ter vivido e que a nossa missão está na palavra compaixão. Eu e Tu aprenderam a ser compassivos. E à sua volta cresceu a emoção, a compreensão, os afectos e os momentos de felicidade plena. No ar que respiravam e na compaixão que exalavam, Eu e Tu transformaram-se na mais bela flor da compaixão... a flor do Nós! A flor do Nós nasceu da união da semente do físico, emocional, mental e espiritual. A Flor do Nós nasceu da compaixão…