sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A volta de Jesus Cristo a maior esperança da humanidade Mt 24


 
Vivemos em um tempo de ambiguidades. O que significa dizer isto? Ao olhar ao nosso arredor veremos tudo de bom que a vida oferece para os que vivem nesta época, nesta geração, como também veremos o que de mais horrível o ser humano pode produzir.
Nunca tivemos tantos avanços tecnológicos, humanitários, políticos, sociais, econômicos, expectativa de vida e o crescimento das possibilidades de se viver muito bem. Por outro lado a miséria toma conta de milhões de pessoas. Gente em todo o mundo passa fome, morre por não ter o mínimo possível para sua sobrevivência.
Se por um lado o regime capitalista deu oportunidades para milhões de pessoas estudar trabalhar e se desenvolver em todas as áreas do saber humano, por outro lado muita gente ainda não tem acesso a educação, saúde, meio de transporte, saneamento básico, energia elétrica e água potável. Por isso digo que vivemos em um tempo ambíguo onde todos poderiam ter de tudo e com fartura, mas uma minoria privilegiada detém a riqueza maior do planeta e injustamente a administra de forma a beneficiar apenas seus interesses mesquinhos.
Já na época de Jesus havia um anseio no coração humano retratado na pergunta dos discípulos de Jesus, que sonhavam com o tempo em que sua nação Israel voltaria a posição que ocupou durante o período da monarquia unida, onde Saul, Davi e Salomão, lideraram a nação para as suas maiores conquistas. Desde que o Reino se dividiu entre Israel com dez tribos sob o governo de Jeroboão e de Judá com duas tribos sob o governo de Roboão, o filho de Salomão, sendo estes países depois levados a cativeiro, as dez tribos pelos asspirios e os de Judá por Babilônio no governo de Nabucodonozor, esta nação nunca mais foi a mesma. Havia uma expectativa nacional que o Messias enviado por Deus traria de novo Israel para o topo do cenário mundial, o que não aconteceria naqulea época uma vez que Jesus seria crucificado.
Mas enquanto esta preocupação estava na alma dos discípulos de Jesus, ele buscava não através de  uma revolução política e social, mudar a vida das pessoas, mas através de uma revolução interior, levar as pessoas a reverem sua trajetória de vida e repensarem para onde estavam indo, como seres humanos em eu relacionamento com Deus, com as pessoas, com a vida e consigo mesmo. Esta sempre foi  a proposta de Jesus, durante seu ministério terreno e na busca contínua de implantar o Reino de Deus, entre as pessoas.

Aqui neste texto de Mateus Jesus fala de dois eventos distintos, mas interligados pelos fatos que ocorreriam e ele profeticamente os alertou. Ele falou do evento que seria a destruição de Jerusalém em por volta do ano 70 pelo General romano Tito Vespasiano e também falou de acontecimentos bem posteriores a estes que seriam dados como sinais que evidenciariam seu retorno a Terra para buscar seu povo, aliás, é nesta esperança da volta de Cristo e da implantação do Reino de Deus definitivamente entre os homens, que a Igreja tem vivido estes vinte séculos até aqui.
Destes preciosos alertas que Jesus deixou, quero aqui extrair alguns conceitos para nossa reflexão. Não pretendo dar um estudo bíblico escatológico sobre a vinda de Cristo, até por que entendo que muitas pessoas já o fizeram, só quero refletir para aumento da nossa fé e esperança, na volta de Jesus e buscar em=m humildade andar cada dia um pouco mais perto dele em nossa jornada de fé, esperança e amor.

Primeiro, começo com a pergunta dos apóstolos
v.3 "Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos? "
Os seguidores de Jesus fizeram esta pergunta quando Jesus olhou para as estruturas do Templo construído por Herodes para os judeus e afirmou que tudo aquilo se tornaria ruínas, falando com certeza da visão que ele já havia tido da destruição de Jerusalém no ano 70, devido a rejeição de Israel referente a sua vinda como Messias. Jesus não deu uma resposta direta falando do dia, hora, mês e ano que ele voltaria, mas deixou um alerta: no versículo 4- Jesus respondeu: "Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo! ’ e enganarão a muitos. Quero ficar aqui com estas frases de Jesus.
Tenho notado que muita gente até hoje ainda vive sua vida sem dar crédito aos ensinamentos de Jesus, pois nestes mais de vinte séculos, surgiram muitos “falsos cristos e muitos falsos profetas” prometendo em nome de Deus o que Jesus nunca prometeu. Existe um movimento conhecido como Teologia da Prosperidade, que infestou as igrejas no mundo e a algumas décadas assumiu conotação importante no mercado evangélico brasileiro, prometendo um verdadeiro paraíso na terra para aqueles que fizerem “os sacrifícios certos”, nos “lugares certos”, debaixo da orientação dos “líderes certos”. Este movimento tem envergonhado o evangelho de Cristo na nossa nação. Homens inescrupulosos tem se apropriado de textos fora do seu contexto e gerado com uma interpretação bíblica no mínimo errada, para não dizer mal intencionada e tem escandalizado nossa nação, pois para quem está de fora, todo cristão está no mesmo “bolo”, faz parte do mesmo partido. Estes com suas “fogueiras santas”, seus “pontos de contato da fé”, seus “amuletos evangélicos”, tem distorcido o evangelho da graça de Jesus. Portanto minha primeira reflexão com você neste texto é a mesma de Jesus: Cuidado! Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo! ’ e enganarão a muitos.

Em segundo lugar, outro detalhe que Jesus deixou registrado neste sermão profético está no versículo doze e treze: Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. Aqui dá para falarmos de dois assuntos: diminuição do amor pelo avanço da maldade e perseverança para salvação.

Devido a tudo o que acontece no cenário “cristão brasileiro” estes dois fenômenos estão tomando conta das pessoas. Surgiram os “desigrejados”. É um grupo de pessoas que decepcionado com as constantes “palhaçadas’ feitas em nome de Deus e em nome da fé, estão preferindo não mais frequentar igrejas. Em outras palavras decidiram “ser crente em casa”, porém o que mais me entristece como pastor, é que a maioria delas (não quero generalizar, pois não tenho dados científicos para isto), não consegue mais, seguir os ensinamentos de Jesus em suas vidas privadas e acabam se afastando da proposta do Reino de Deus. Portanto me apego ao alerta de Cristo que já naquele tempo dizia que o amor de muitos iria esfriar. Portanto quero aqui te encorajar para não abandonar a fé, para não desistir do caminho com Jesus, antes se aliar a gente do bem, que mesmo dentro de algumas denominações que seus líderes se “perderam” no caminho e estão mais parecidos com “cegos guiando cegos”, não se desesperem, pois como Deus reservou no tempo de Elias o profeta, sete mil homens sérios, honestos, íntegros e de conduta exemplar diante dele que não adoraram a Ball nem se venderam a Acabe e sua esposa Jezabel, creia que você não está só. Deus nunca deixou a terra sem testemunhas fieis e não será agora que isto acontecerá. Persevere! Esta é a palavra de Deus para você hoje!

Em terceiro lugar, ainda das palavras de Jesus, quero pensar com você o seguinte: Não se iluda com os sinais e maravilhas que tais “líderes religiosos” fazem, pois Jesus nos alertou: no versículo vinte e quatro e vinte e cinco: “Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente”.

Eu acredito em milagres para o dia de hoje, Deus não mudou, porém tem muita gente que mede uma igreja, um líder, ou um movimento, para saber se é de Deus ou não pelos sinais milagrosos que ali “aparentemente” são realizados. Jesus foi muito enfático quando disse: Eu os avisei antecipadamente. Porque ele foi tão taxativo? Porque ele deu tanta ênfase a esta frase?

Jesus sabia que “milagres” geram espanto nas pessoas, mexem com seu psicológico, atraem sua atenção. Ele mesmo operou diversos dele durante seu ministério terreno. Mas para conhecer as pessoas e suas reais intenções do coração, Jesus deu outra medida para observarmos. Ele disse para olharmos para seus frutos e não para seus dons e não para seus sinais e não para seus templos construídos, e não para as curas que eles “aparentemente” realizam.

Ele disse olhem para seus frutos:

"Considerem: uma árvore boa dá bom fruto; uma árvore ruim, dá fruto ruim, pois uma árvore é conhecida por seu fruto. Mateus 12:33
Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas. Lucas 6:44
Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Mateus 7:19
O fruto aqui João batista já havia explicado o que era lá atrás:
Deem fruto que mostre o arrependimento! Mateus 3:8
Podemos até nos enganar quando vemos duas pessoas sendo “usadas“ por Deus, mas seu caráter, suas palavras, sua pratica de vida em concordância ou não com os valores do Reino de Deus expostos por Jesus e pelos apóstolos dirão quem ele é!

Eu fecho aqui a nossa reflexão com a maior de todas as nossas esperanças, que é a volta de Cristo pra estabelecer seu Reino de Deus aqui na terra. É bem verdade que para muita gente a volta de Jesus é uma utopia, ou seja, um sonho impossível de se concretizar, mas a vinda dele aqui na terra também era para os seus contemporâneos e ele veio, reescreveu a história. Dividiu ela em antes e depois dele, portanto não importa o que as pessoas digam eu não perdi a esperança e você?

Mt 24. 30-31, 35-44:  "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória.  E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão"."Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. 37 Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada.  "Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, também vocês precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam.

CONCLUSÃO
Breve no céu, Jesus há de aparecer
Em gloriosa luz; todos O hão de ver
Naquele dia, então, eu hei de receber
De Cristo galardão; oh! que prazer!

Breve verei o bom Jesus,
E viverei em plena luz;
No lindo céu eu gozarei...
De toda a dor, por Deus, livre serei.

Na vinda do Senhor irei eu receber,
Do Seu eterno amor, repouso e prazer,
- Disso, meu bom Jesus, tem-me falado já
E da celeste luz de Jeová!

Na vinda do Senhor desfrutarei prazer,
Quando meu Salvador em glória aparecer;
Eis que Ele breve vem, os santos levará
Para a mansão de além, donde virá!
Harpa Cristã – Nº 442




segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Praticando a humildade e se libertando da hipocrisia - Mateus 23.1-32

                        



Lendo o Livro de Mateus onde ele narra a vida e a obra de Jesus, ao chegar ao capítulo 23, percebemos que a tensão entre ele e os escribas, fariseus, saduceus e demais lideres religiosos de Israel havia chegado ao limite.
Neste capítulo tudo o que Jesus vinha denunciando por parábolas, discursos com notas morais indiretas, aqui se conclui em uma série de advertências, censuras e críticas contundentes e claras.
Jesus aqui não poupa adjetivos negativos para aqueles que se consideravam os “donos da verdade” e que buscavam a todo custo desmoralizar o ministério de Jesus entre os judeus, tanto como mestre, como profeta e mais ainda como Messias.
O coração deles estava tão cheio de exaltação que na busca de serem perfeitos segundo as “suas regras religiosas”, eles se tornaram hipócritas, se preocupando com assuntos periféricos e esquecendo-se dos assuntos primordiais: a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mt 23.23).
Por Jesus contrariar a lógica na qual estes ricos e abastados líderes viviam, estes passaram a persegui-lo diuturnamente, pois percebiam que sua popularidade entre o povo crescia e o deles ia consequentemente “despencando nas pesquisas de opinião”.
As afirmações de Jesus nunca condenaram a riqueza em si, mas a avareza. Ele nunca criticou instituições humanas em sua essência, mas a maneira como elas se comportavam de frente com a vida. Jesus não era opositor da Lei de Moisés dada a este e a Israel no Monte Sinai, mas criticou duramente quem usou seus princípios de maneira arbitrária e manipulou a vida das pessoas por intermédio delas.
A crítica de Jesus nunca foi contra as multidões, que na sua maioria só conhecia acerca de Deus, o que os líderes da nação, no segmento religioso lhes ensinava. Ele foi muito firme e crítico quando os líderes usando e abusando da ignorância do povo e de seu “analfabetismo religioso”, construíam imagens de um Deus que era totalmente oposto ao seu Pai que Ele veio revelar.
Daqui podemos extrair lições de vida prática para orientar nossa conduta no nosso relacionamento com Deus, com o outro e com a própria vida:
I.                 Jesus nos ensina aqui:
1º Observe tudo o que um líder religioso ensinar de bom acerca de Deus e da vida, busque aplicar em sua realidade de vida, contudo não imite o seu comportamento quando ele estiver agindo incoerentemente com os princípios de Deus.
·       Vs. 1-3 Então, Jesus disse à multidão e aos seus discípulos: Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam.
·       Temos um problema muito grande ao nos espelharmos nas pessoas: esquecermos que, como seres humanos falíveis, nem tudo deles, deve ser seguido.

2º Observe e não se iluda com as aparências, ou com o “verniz religioso”. Para Deus motivações tem tanto valor quanto ações.
·       Por qual razão agimos como agimos? Para que nos considerem “espirituais” ou por desejo sincero de servir a Deus e ao próximo?
·       Vs. 4-12 - Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens. Eles fazem seus filactérios bem largos e as franjas de suas vestes bem longas; gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais importantes nas sinagogas, de serem saudados nas praças e de serem chamados rabis. Mas vocês não devem ser chamados ‘rabis’; um só é o mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. A ninguém na terra chamem ‘pai’, porque vocês só têm um Pai, aquele que está nos céus. Tampouco vocês devem ser chamados ‘chefes’, porquanto vocês têm um só Chefe, o Cristo. O maior entre vocês deverá ser servo.

3º Observe sua vida para que seu relacionamento com Deus não se torne apenas algo condenável diante Deus, ainda que aprovado pelos homens.
Jesus pronunciou aqui sete advertências conta os mestres da lei, denunciando a hipocrisia deles:
·       13 "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo.
·       14 "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. Por isso serão castigados mais severamente.
·       15 "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês.
·       16 "Ai de vocês, guias cegos!, pois dizem: ‘Se alguém jurar pelo santuário, isto nada significa; mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, está obrigado por seu juramento’. 17 Cegos insensatos! Que é mais importante: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? 18 Vocês também dizem: ‘Se alguém jurar pelo altar, isto nada significa; mas se alguém jurar pela oferta que está sobre ele, está obrigado por seu juramento’. 19 Cegos! Que é mais importante: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20 Portanto, aquele que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21 E o que jurar pelo santuário, jura por ele e por aquele que nele habita. 22 E aquele que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele se assenta.
·       23 "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas. 24 Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo.
·       25 "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça. 26 Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo e do prato, para que o exterior também fique limpo.
·       27 "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. 28 Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.
·       29 "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês edificam os túmulos dos profetas e adornam os monumentos dos justos. 30 E dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, não teríamos tomado parte com eles no derramamento do sangue dos profetas’. 31 Assim, vocês testemunham contra si mesmos que são descendentes dos que assassinaram os profetas. 32 Acabem, pois, de encher a medida do pecado dos seus antepassados!

II.               O que significa hipocrisia?

Ø  Significa fingimento, falsidade; fingir sentimentos, crenças, virtudes, que na realidade não possui.
Ø  Hipocrisia deriva do latim e do grego e significava a representação no teatro, dos atores que usavam máscaras, de acordo com o papel que representavam em uma peça.
Ø  O hipócrita é alguém que oculta a realidade através de uma máscara de aparência. Mais tarde é que passou a designar as pessoas que representam, e que fingem comportamentos. 

III.             Como vencer a hipocrisia:
1º Não se considere melhor do que ninguém antes cultive a humildade.

·       “Ser humilde não é pensar menos de si e sim menos em si” – C. S. Lewuis
·       Antes da sua queda o coração do homem se envaidece, mas a humildade antecede a honra.   Pv 18.12
2º Não se glorie pelo sucesso que você possa ter alcançado na vida, sejam eles profissionais, financeiros ou espirituais. Tribute todo louvor a Deus
·       Assim diz o Senhor: "Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor, e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado", declara o Senhor. Jr 9.23-24
3º Aprenda todo dia com o exemplo de Jesus.
·       Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. Fp 2:3-13
·       Assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura.
Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. Chegou-se a Simão Pedro, que lhe disse: "Senhor, vais lavar os meus pés? " Respondeu Jesus: "Você não compreende agora o que estou lhe fazendo; mais tarde, porém, entenderá". Disse Pedro: "Não; nunca lavarás os meus pés". Jesus respondeu: "Se eu não os lavar, você não terá parte comigo". Respondeu Simão Pedro: "Então, Senhor, não apenas os meus pés, mas também as minhas mãos e a minha cabeça! " Respondeu Jesus: "Quem já se banhou precisa apenas lavar os pés; todo o seu corpo está limpo. Vocês estão limpos, mas nem todos". Pois ele sabia quem iria traí-lo, e por isso disse que nem todos estavam limpos. Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou: "Vocês entendem o que lhes fiz? Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. Digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem". Jo 13:4-17





















segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ministério Pastoral


                     

Aos 18 anos de idade, senti em meu coração que Deus estava me vocacionando para o ministério pastoral. Como notei isto? Através das pessoas que eu admirava na igreja e do ministério que elas exerciam. De início comecei a me sentir extremamente atraído por pregações e pelas mensagens bem ministradas, bem ilustradas e bem objetivas que alguns ministros entregavam a igreja. Depois comecei notar que eu tinha uma alegria diferente quando via pessoas dentro da igreja cuidando de outras vidas e lhes ministrando ajuda, apoio, conforto e conselhos.

Logo percebi que o ministério pastoral dependia muito da orientação divina vinda da palavra de Deus escrita, a Bíblia Sagrada e da oração. Comecei a me dedicar à oração, a fazer da oração uma forma de me aproximar de Deus e descobrir o que Ele queria para minha vida. Matriculei-me em uma escola de educação teológica e comecei a orar e procurar um pastor que pudesse me orientar e me discipular. 

Em 1996 fui congregar com um pastor chamado Roberto dos Santos e ali o que eu estava aprendendo em teoria ns Escola de Educação Teológica, passou a ser algo prático. Dentro de alguns meses passei a receber funções de liderança delegadas por ele que foram me preparando para este ministério lindo e espinhoso que é o ministério pastoral. De lá para cá (2014) o tempo passou muito depressa. Apascentei e fui apascentado. Liderei e fui liderado. Aconselhei e fui aconselhado. Ajudei e fui muito ajudado. Até hoje, a cada dia que passa, mais quero estar envolvido na propagação do Reino de Deus e no apascentamento, pastoreio e edificação daqueles que Deus me confiou.

No ministério pastoral aprendi algumas coisas muito importantes que não posso esquecer ao longo da caminhada e que quero compartilhar com aqueles que estão iniciando o ministério agora ou entraram nele à pouco tempo:

1º Você sofrerá muitas pressões externas e internas, mas se quiser ser fiel à Deus e a sua chamada, use isto para te levar para cima e não para baixo. Quando comecei meu ministério pastoral, eu imaginava que era fácil lidar com pessoas, achava que com um pouco de conhecimento bíblico e muito carisma, eu resolveria as situações mais inusitadas facilmente, porém ao longo da caminhada, que já são 18 anos, desde que dirigi o primeiro rebanho, notei que existem muitas pressões na vida de um líder de igreja cristã. Por um lado temos os grupos internos da comunidade de fé que são das origens mais diversificadas, pessoas oriundas das igrejas históricas, ligadas ao movimento da “Reforma Protestante”, conhecidas como: "Igrejas Tradicionais". Temos aqueles que se originaram de igrejas "Pentecostais Clássicas" e os convertidos em Igrejas chamadas pelos seminários e estudiosos do Movimento evangélico de "Neo Pentecostais", sem falar daqueles que são convertidos do "Catolicismo Romano". Para tornar o assunto mais complexo ainda, lidamos com as pessoas provenientes das outras religiões, tais como: espíritas, budistas, etc...

Cada uma dessas pessoas chegam nas nossas igrejas, com uma formação, ainda que pequena ou até profunda, acerca de Deus, das pessoas, dos estilos de vida, com uma visão social, política, cultural, muitas vezes extremamente distinta, daquela que o pastor local ou da denominação da qual ele faz parte. Estas pessoas com sua bagagem de vida se aliam a outras que parecem com elas na forma de pensar e agir e criam dentro das igrejas "pequenos grupos", o que não é de se estranhar, uma vez que o ser humano é um ser gregário e socialmente busca o convívio dentro de um círculo de amizades, onde ele possa se expressar entender, ser entendido e aceito, só que no meio de tudo isto, existe um pastor, que se vê pressionado por todos os lados, com pontos de vista diferentes e tendo que apascentar a todos, com amor compreensão, afeto, sem deixar que os resultados financeiros, ministeriais, evangelísticos caiam em seus indicadores de performance. 

Por outro lado temos as pressões externas, como as mudanças culturais, sociais, tecnológicas, políticas e religiosas, com as quais todo líder de igreja precisa lidar diariamente, para que seu rebanho não se aliene da vida social e passe a viver num “gueto evangélico cristão”, longe de tudo e de todos sem ser relevante para a comunidade onde sua igreja esta inserida. Isto é no mínimo desafiador. As pressões sofridas podem te fazer crescer ou desistir do ministério pastoral, dependendo da maneira que você encara e lida com elas. Portanto pense sempre que o problema não é pessoal, não é contra você, antes use o que você enfrentar de pressão para entender mais de gente, pesquisar mais sobre como lidar com cada situação específica que surgir, dedique tempo a refletir sobre os progressos que já fez, observe experiências passadas para lidar com as pressões do presente, usando como experiência de vida e capacitação para novos desafios que se apresentarão.

2º Por mais dedicado, competente, esforçado e inteligente que você seja, nem sempre tudo irá bem. Existe uma fantasia de todo iniciante, que na sua vida, diferente de outros que já trilharam o mesmo caminho e tiveram dificuldades, ele imagina, que de alguma maneira, com ele a vida será mais branda, ele não terá tantos problemas quanto seus antecessores. Isto é um grande engano. Ao longo do percurso, muitos projetos, planos e estratégias de cunho evangelístico, pastoral, ministerial, arrecadação de fundos, projetos sociais, não darão certo, porém muitos outros acontecerão e alguns até, nem dependerão de ti no sentido de idealiza-los, outras pessoas serão colocadas por Deus em seu caminho e abençoarão sua vida de uma forma que você nunca imaginou. Valorize estas pessoas e estes projetos e use o que de bom está acontecendo para te motivar a continuar na caminhada pastoral.

3º Sempre que tudo estiver muito confuso volte-se para as duas fontes de maior renovação no ministério pastoral: palavra de Deus e oração. Dizer isto não significa afirmar que orar e meditar na palavra são recursos somente da hora da adversidade, pelo contrário, todo ministro de Cristo que desejar ser bem sucedido na expansão do Reino de Deus na terra, deverá passar ao longo de sua vida, centenas ou até milhares de horas em oração e na palavra, porque nós só conseguiremos ser uma referência diante dos homens na vida pública, se em nossas vidas privadas, passarmos bastante tempo recebendo de Deus força, sabedoria, discernimento, amor, fé e esperança para lidarmos com as demandas diárias do ministério, contudo no momento que o desespero bater em sua porta, a aflição trouxer perturbação ao seu espírito, a angustia se tornar uma companheira, o medo dominar seu coração, a frieza quiser dominar tua alma, o desejo de abandonar sua vocação se fizer presente, em Deus através da oração e da meditação em sua palavra, a bíblia sagrada, você encontrará restauração do ânimo, revelação de Deus sobre o seu Reino, descobrirá propósitos para continuar e não desfalecer. Para isso não faça da oração um objeto de lamento ou de negação da realidade, exponha suas dores, decepções, frustrações, sem medo de ser rejeitado por Deus, mas não faça isso com autopiedade, mas como alguém que bebe de uma água em um oásis no deserto para, não desistir da vida, antes seguir adiante em busca de um lugar melhor, sabendo que o deserto pode ser longo, mas ele não é infinito. Acerca da palavra não faça dela um livro mágico de onde você irá retirar um texto "iluminado" para lhe proporcionar solução imediata. Vá até as escrituras sagradas, para entender princípios, fundamentos, esclarecimentos, sabedoria e exemplos de como os líderes do povo de Deus na sua jornada de fé agiram em circunstâncias muito parecidas com as nossas ao lidar com o povo e a sua ingratidão, o seu desprezo, a desesperança, o fracasso, a solidão, o abandono, as dificuldades existenciais e espirituais. Faz-se necessário saber como eles agiram e regiram diante do dia mal, se faz necessário perguntar em oração para Deus com a bíblia no colo: Aonde eu vou? Para onde eu vou? Como eu irei? Porque eu irei continuar no ministério?
As demandas dos patriarcas, profetas, apóstolos e até do próprio Cristo, servirão de consolo nas nossas tribulações e refrigério para as nossas almas, com eles aprendemos e aprenderemos sempre sobre um Deus pessoal, presente e amigo que anda com a gente em toda a nossa caminhada pastoral, cuidando de nós para que a gente cuide de outros.

O Senhor é meu pastor e nada me faltará! Sl 23.1   






sexta-feira, 18 de julho de 2014

Conhecendo o Reino de Deus por dentro - Lições sobre o Reino de Deus - Mateus 22

                  
Aqui no capítulo 22 de Mateus Jesus trava alguns diálogos interessantes e intrigantes.

Ele faz isso após contar uma parábola, onde compara seu Reino comàum banquete de casamento do filho de um rei, onde diversas pessoas consideradas nobres e dignas são convidadas, no entanto, estas pessoas desprezaram o convite e não apareceram, algumas chegam à bater, maltratar e até matar, os servos que foram enviados para convida-los a esta grande festa.
Jesus estava aqui se referindo aos líderes religiosos de Israel, os quais eram considerados por todos, gente importante, por saber a Lei e lhes ensinar todos os dias os preceitos de Deus no templo e nas sinagogas. Quando Jesus aparece como o Messias, enviado de Deus com uma proposta de Reino que não estava em conformidade com as suas expectativas, eles o rejeitam e passam a trata-lo com indiferença e até com rejeição e ódio. Na parábola do banquete, Jesus diz que o rei ficou tão irado com a atitude daquelas pessoas que, enviando o seu exército, destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles, devido a maldade que lês fizeram com seus enviados e pelo desprezo que tiveram pelo convite que honrosamente lhes fora estendido.

 Os escribas, fariseus e saduceus, na hora perceberam que a parábola de Jesus era proferida denunciando a conduta deles com relação à sua vinda e a manifestação de seu Reino que ele pregava o tempo todo.

 No versículo 15 diz que a partir de então os fariseus saíram e começaram a planejar um meio de enredá-lo em suas próprias palavras. A ideia era criar um pretexto, para leva-lo a condenação e a morte de forma ardilosa, o que eles conseguiriam logo depois de alguns dias.

Daí para frente eles se revezam na tentativa de pegar Jesus em alguma palavra contraditória a Lei de Moisés ou até em relação a própria Lei Romana, o que fica evidente quando eles lhe perguntam sobre os impostos pagos ao imperador Julio César.

Da parábola e dos diálogos de Jesus creio que podemos extrair algumas lições sobre o Reino de Deus, revelado por Jesus.

1º O Reino de Deus é uma realidade que Deus bondosamente nos convidou a participar. Vs 1-2

·       Nós não tínhamos o direito legal, fomos convidados a participar desta vida de Deus por que ele quis assim e nos chamou. Jo 3.16

2º O Reino de Deus é um convite de um Pai amoroso que quer que participemos de sua alegria. Como responderemos a este convite? Vs. 3-6

·       Com indiferença? - eles não quiseram vir.v.3 – Pra que Jesus? Já tenho religião.

·       Com desprezo? - eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios. v.5. Pra que Jesus? Estou muito ocupado!

·       Com ódio? ...agarrando os servos, maltrataram-nos e os mataram. v.6. Pra que Jesus? Vamos matar estes idiotas – foi o que fizeram e ainda fazem até hoje com os mártires em alguns países.

3º A rejeição ao Reino de Deus, tem para muitas pessoas uma consequência trágica. V.7

·       Esta figura que Jesus usou aqui para falar dos que rejeitaram o convite do rei, nos remete ao que a bíblia ensina em Ap 20.11-15 e 21.8: Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles. Vi também os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros. O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Se o nome de alguém não foi encontrado no livro da vida, este foi lançado no lago de fogo... ...Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte.

·       Por mais que alguns cristãos queiram negar esta é uma realidade bíblica tão presente nas escrituras quanto a linda história do novo céu e da nova terra: Ap 21.1: 7Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: "Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele iverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus.Ele nxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou".Aquele que estava assentado no trono disse: "Estou fazendo novas todas as coisas! " E acrescentou: "Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança".Disse-me ainda: "Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede, darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida. O vencedor herdará tudo isto, e eu serei seu Deus e ele será meu filho.

4º O Reino de Deus é um convite de Deus estendido para todo tipo de gente e nós somos os que irão levar este convite. Vs. 8-10

·       Somos os embaixadores do Reino de Deus que levam uma mensagem. Mc 16.15-16

·       Somos aqueles, que tem a responsabilidade de estender o convite do Rei até os confins da terra. At 1.8

·       Somos aqueles que estão dando prosseguimento ao que Jesus fez enquanto esteve aqui. At 10.38

5º No Reino de Deus não é nosso papel dizer quem fará parte dele ou não, o julgamento pertence ao Rei. Vs. 11-14

·       Jesus hoje é advogado. 1Jo2.1

·       Um dia Jesus será juiz. At 10.39-42 e MT 25.41

6º Ser participante da cidadania do Reino de Deus não nos isenta dos compromissos com nossa cidadania terrena, pelo contrário, deve nos tornar mais responsáveis, porque nossos valores são maiores. Vs. 15-22

·       Quando empenhamos nossa palavra – relacionamentos interpessoais

·       Quando vivemos como cidadãos – relacionamentos sociais

7º A realidade do Reino de Deus não pode ser compreendida com uma “mentalidade cultural da época”, mas com uma “mentalidade bíblica”. Vs. 23-33

·       O pastor Ricardo Agreste em uma de suas mensagens da série “Procura-se líderes segundo o coração de Deus”, afirma que nossa mentalidade cristã está mais moldada pela cultura vigente do que pela palavra de Deus.

·       Está era a razão da confusão na mente dos saduceus e é o motivo da confusão hoje no meio dos cristãos

·       Nós nos guiamos mais pelos discursos sociológicos, psicológicos e filosóficos, do que pelo que está escrito na bíblia.

·       Carecemos de líderes, pregadores e educadores cristãos, que irão buscar água para o povo de Deus na fonte e não nos poços contaminados da cultura secular contemporânea.

8º O Reino de Deus está estabelecido sobre os três pilares mais antigos da Lei Moral de Deus. Vs. 34-40

·       Israel através de Moisés recebeu a Lei Divina, dividida em 3 partes:

Ø  Lei Civil – regia a nação – era exclusiva deles

Ø  Lei Religiosa – regia os sacerdotes com todas as práticas religiosas – exclusiva deles

Ø  Lei Moral – Não era exclusiva deles – já existia desde o Éden. Esta sempre repousou sobre um tripé:

·       Ame a Deus

·       Ame a si

·       Ame as pessoas

·       Esta Lei Moral de Deus está explícita na pessoa de Jesus

·       O principal objetivo da igreja é torna-la conhecida por palavras e obras

·       Viva o evangelho – o evangelho não pode ser apenas um discurso bem intencionado de púlpito de igreja

Conclusão:

O reino de Deus tem verdades tão simples que a mente religiosa erudita muitas vezes não consegue explicar. vs. 41-49

·       Jesus interrogou os grandes escribas de sua época o porque o Messias que era chamado filho de Davi, por ser da descendência desta tribo e da família de Davi. Segundo as profecias bíblicas, foi chamado de Senhor por Davi em um de seus Salmos.

·       A pergunta deixou os escribas confusos porque o Messias era um descendente de Davi. Vinha depois na árvore genealógica, deveria ser tratado pela cultura judaica como alguém inferior, uma vez que Davi era um patriarca, porém como Messias ele era superior a Davi, a resposta era esta, portanto muito simples.

·       Os religiosos estavam o tempo todo querendo fazer o mal para Jesus e as pessoas que agem assim costumam ficar cegas para muitas verdades simples do evangelho, do Reino de Deus e da própria vida.

·       Cuidado não deixe que sua religiosidade te cegue, para as respostas mais óbvias da vida.

·       Deus ama você! Viva este amor e compartilhe esta verdade central da fé com outras pessoas.

·       O Reino de Deus não vem para gerar culpa ou medo, pelo contrário ele vem para nos livrar da sobrecarga religiosa e nos dar uma nova perspectiva de vida à luz do evangelho e da graça de Jesus.

·        Não complique o evangelho: ensine as pessoas que Jesus é o caminho, a verdade e ávida e que ninguém vem ao Pai a não ser por ele, simples assim. Jo 14.6