segunda-feira, 2 de julho de 2012

Repensando o nosso papel de liderança cristã: A liderança do rei Davi


                                              

O trabalho em equipe é um princípio básico da liderança eficaz, inclusive na causa do Senhor. Se quisermos ser bem sucedidos na obra de Deus não devemos esquecer este princípio.

Definições:
1.     Liderar significa levar outras pessoas a cooperar e adotar o teu projeto, como se este fosse um projeto delas.
2.     Liderar significa influenciar outras pessoas a te seguirem sem que para isto seja necessário ameaçar ou forçar submissão.
3.     Liderar significa criar um ambiente de co-responsabilidade, onde cada membro da equipe conhece seu papel e trabalha voluntariamente para o sucesso de todos.
Dentre tantas lições, que Davi tem para nos ensinar, uma das mais patentes é a sua capacidade de liderança.
Desde sua aparição, como pastor de ovelhas, até a sua morte, quando momentos antes de partir para a eternidade ordenou a coroação de Salomão para ser seu sucessor, Davi demonstrou enorme capacidade de liderança, cuidando das ovelhas de seu pai e lhes preservando a vida, enfrentando o gigante, Golias, diante de um experiente exército de soldados de Saul e dos inimigos filisteus, em suas vitórias como capitão do primeiro monarca de Israel, nas inúmeras batalhas contra os inimigos do povo de Deus, liderando um bando de cerca de seiscentos mercenários a serviço de quem melhor pagasse, liderando Judá e Benjamim e depois todo o reino unido das doze tribos dos hebreus.
Davi se destacou pela sua liderança eficaz, cravando definitivamente seu nome na História de Israel, tanto nas esferas, social, militar e política quanto na esfera espiritual.

O período que Davi reinou em Israel foi singular, esta nação nunca foi tão bem sucedida como nos quarenta anos que o “homem segundo o coração de Deus” a liderou.

Davi se destacou como pastor zeloso, guerreiro corajoso, poeta inspirado, estrategista           eficaz, profeta verdadeiro, monarca bondoso e justo, amigo fiel, súdito devoto, político e estadista, enfim líder brilhante.

Davi sempre atribuiu a Deus o seu sucesso e sempre assumiu seus fracassos como sendo conseqüência de seus erros e nunca responsabilizou os outros ou a Deus por eles. Hoje falaremos deste aspecto deste herói da fé, a sua capacidade de liderar.

   LIDERANÇA:

1.     Líder: indivíduo que dirige ou lidera uma equipe com a participação voluntaria dos seus membros.

2.     Três características inegociáveis para um líder cristão:

Caráter íntegro: esta mais associado a essência do indivíduo do que a sua aparência, fala de retidão e justiça, esta associada também as suas motivações.

1 Sm 16.7 “Mas o Senhor disse: – Não se impressione com a aparência nem com a altura deste homem. Eu o rejeitei porque não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas eu vejo o coração.”

Competência individual: fala- nos a respeito do nível de capacidade da pessoa para desempenhar tarefas específicas a contento de quem o designou ou de quem depende deste líder. Muitas vezes o líder não é incapaz, porém ainda não desenvolveu seu potencial plenamente e por isto esta, momentaneamente inapto para determinada função.

Mt 25.14-15 “Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.”

Vale ressaltar aqui que capacidade é algo que pode e deve ser desenvolvido por quem lidera, observando, estudando e praticando o que aprendeu.

“Se você esta estudando e não esta mudando é sinal que você não esta aprendendo, porque aprender significa mudar”.

Combinação relacional: diz respeito a maneira com que o líder se porta diante de seus líderes e liderados nos relacionamentos. É impossível trabalhar com quem eu não concordo com a maioria de seus ideais e idéias. Nós nunca iremos concordar uns com os outros totalmente porque somos indivíduos diferentes, todavia se faz necessário o máximo de nivelamento possível. Tal combinação é semelhante ao bom funcionamento de um corpo, onde cada membro tem suas funções específicas para o bem de todos que dele dependem.

1 Co 12.12-14  “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e      todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.”

3.     Equipe:  vários dos fracassos assumidos por certos lideres, muitas vezes não são próprios dele, mas se observados mais de perto com “lentes de aumento”, veremos que quem fracassou foi a equipe na incapacidade de comprar a visão mais aguda, larga e experiente de seu líder, porém é muito mais fácil trocar um líder visando o progresso, do que toda a equipe.

4.     A atualidade da liderança davídica: Princípios de liderança sempre serão iguais em todo o mundo porque são verdades universais, a diferença dos que servem a Deus e dos que não o servem é que cada uma das nossas decisões como líderes cristãos devem ter apoio não só no que é popularmente aceito e no que dá resultado, mas também no aferidor maior que é a palavra de Deus

A maneira como Davi liderou a sua vida e suas equipes nos trazem muitas lições tanto positivas como negativas. Davi foi um grande líder, mas não foi um líder perfeito. O que de certo ele fez use para sua inspiração e o que ele fez de errado use para sua advertência, isto para que não venhamos a colher os mesmos frutos amargos que Davi colheu.

CONCLUSÃO:

1.     Nós nunca seremos bem sucedidos no Reino de Deus sem uma equipe para nos auxiliar. Jesus começou chamando doze para o auxiliar, depois chegou  ao número de setenta, no dia de pentecostes já havia cento e vinte que chegou a quase três mil, com a pregação evangelística de Pedro e logo depois a cinco mil discípulos com o segundo sermão deste apóstolo de Jesus Cristo. Hoje somos tantos como a areia da praia e as estrelas do céu, não tente ser melhor que Jesus Cristo querendo fazer tudo sozinho.

2.     Para termos equipes fortes para o avanço do Reino de Deus, precisamos de líderes competentes, íntegros e humildes, dependentes de Deus e que reconhecem o valor das parcerias.

3.     Para ter êxito no Reino de Deus, não basta ter carisma e capacidade tem que ter acima de tudo o caráter cristão de um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A parábola dos talentos e o senhor dos jardins - Ruben Alves

                                  

(Ruben Alves- Correio popular, 21/12/2002)

Jesus sabia que as estórias são o caminho para o coração. Por isso contava parábolas. As parábolas de Jesus eram sempre feitas em torno de situações da vida naquela época. Se ele vivesse hoje suas parábolas seriam diferentes.

Havia um homem muito rico, possuidor de vastas propriedades, que era apaixonado por jardins. Os jardins ocupavam o seu pensamento o tempo todo e ele repetia sem cessar: “O mundo inteiro ainda deverá se transformar num jardim. O mundo inteiro deverá ser belo, perfumado e pacífico. O mundo inteiro ainda se transformará num lugar de felicidade.“ Suas terras eram uma sucessão sem fim de jardins, jardins japoneses, ingleses, italianos, jardins de ervas, franceses. Era um trabalhão cuidar dos jardins. Mas valia a pena pela alegria. O verde das folhas, o colorido das flores, as variadas simetrias das plantas, os pássaros, as borboletas, os insetos, as fontes, as frutas, o perfume... Sozinho ele não daria conta. Por isso anunciou que precisava de jardineiros. Muitos se apresentaram e foram empregados. 

Aconteceu que ele precisou fazer uma longa viagem. Iria a uma terra longínqua comprar mais terras para plantar mais jardins. Assim, chamou três dos jardineiros que contratara, Paulo, Hermógenes e Boanerges e lhes disse: “Vou viajar. Ficarei muito tempo longe. E quero vocês cuidem de três dos meus jardins. Os outros, já providenciei quem cuide deles. A você, Paulo, eu entrego o cuidado do jardim japonês. Cuide bem das cerejeiras, veja que as carpas estejam sempre bem alimentadas... A você, Hermógenes, entrego o cuidado do jardim inglês, com toda a sua exuberância de flores pelas rochas... E a você, Boanerges, entrego o cuidado do jardim mineiro, com romãs, hortelãs e jasmins.“ Ditas essas palavras ele partiu. O Paulo ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim japonês. O Hermógenes ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim inglês. Mas o Boanerges não era jardineiro. Mentira ao se oferecer para o emprego. Quando ele viu o jardim mineiro ele disse: “Cuidar de jardins não é comigo. É trabalho demais...“ Trancou então o jardim com um cadeado e o abandonou. Passados muitos dias voltou o Senhor dos Jardins, ansioso por ver os seus jardins. O Paulo, feliz, mostrou-lhe o jardim japonês, que estava muito mais bonito do que quando o recebera. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e sorriu. Veio o Hermógenes e lhe mostrou o jardim inglês, exuberante de flores e cores. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e sorriu. Aí foi a vez do Boanerges. E não havia formas de enganar. “Ah! Senhor! Preciso confessar: não sou jardineiro. Os jardins me dão medo. Tenho medo das plantas, dos espinhos, das taturanas, das aranhas. Minhas mãos são delicadas. Não são próprias para mexer com a terra, essa coisa suja... Mas o que me assusta mesmo é o fato das plantas estarem sempre se transformando: crescem, florescem, perdem as folhas. Cuidar delas é uma trabalheira sem fim. Se estivesse no meu poder, todas as plantas e flores seriam de plástico. E a terra seria coberta com cimento, pedras e cerâmica, para evitar a sujeira. As pedras me dão tranquilidade. Elas não se mexem. Ficam onde são colocadas. Como é fácil lavá-las com esguicho e vassoura! Assim, eu não cuidei do jardim. Mas o tranquei com um cadeado, para que os traficantes e os vagabundos não o invadissem.“ E com estas palavras entregou ao Senhor dos Jardins a chave do cadeado. O Senhor dos Jardins ficou muito triste e disse: “Esse jardim está perdido. Deverá ser todo refeito. Paulo, Hermógenes: vocês vão ficar encarregados de cuidar desse jardim. Quem já tinha jardins ficará com mais jardins. E, quanto a você, Boanerges, respeito o seu desejo. Você não gosta de jardins. Vai ficar sem jardins. Você gosta de pedras. Pois, de hoje em diante, você irá quebrar pedras na minha pedreira...“

Nas garras da graça - Max Lucado (Dica de leitura)

                                      

Pode alguma coisa separa-nos do amor que Cristo tem por nós? 

O Autor convida a escalar o cume da montanha da misericórdia divina. 

Nas Garras da Graça recordará a você que o Deus que o criou é suficientemente forte para sustentá-lo. Ele mostra que a dimensão da Graça de Deus é imensamente maior que os nossos conceitos de pecado, justiça e até amor.

Este é um estudo profundo sobre a Epístola de Paulo aos Romanos.Escrita para auto-suficientes. Dissecado pelo autor desse livro em três classes: Os hedonistas que centralizam-se no prazer; Os judicialistas que se inclinam à arrogância; os legalistas que são conduzidos pelo esforço...Romanos o maior tratado já escrito sobre a graça. E por isso Martinho Lutero chamou Romanos de "a parte fundamental do Novo Testamento e verdadeiramente o mais puro Evangelho!"

Simplesmente maravilhoso é sempre bom lembrarmos que é pela graça que somos salvos e que não há nada que tenhamos feito que fará com que Deus nos ame menos e não há nada que possamos fazer para que Ele nos ame mais...graça, sublime graça de Deus !

José um homem íntegro e indulgente - Charles Swindoll(Dica de leitura)


                                                    

No mundo em que a desarmonia, as intrigas, a competitividade e a desunião parecem reinar absolutas, é quase impossível escapar da injustiça e muitas vezes ela está dentro do próprio ambiente familiar. 

Como enfrentar e superar a traição quando ela advém de um parente próximo, de um irmão? Daquela pessoa com quem se partilhou os momentos mágicos da infância?
De alguém que se aprendeu a amar desde os primeiros anos de vida?

Esse é o início da história de José, uma das figuras mais extraordinárias da Bíblia, e essa é a situação que ele não apenas superou, mas deixou como exemplo da recompensa divina pela integridade, fé e perseverança.

Nenhuma família em nossos dias é mais disfuncional que a de José. Ninguém é confrontado hoje por uma tentação maior do que a oferecida a José pela mulher de Potifar. Fé nenhuma é mais desafiada do que a de José na cela da morte numa prisão egípcia. Todavia, José se manteve firme, dando-nos exemplo do que é possível quando pessoas comuns continuam em comunhão com Deus.

A bíblia através dos séculos - Antônio Gilberto (Dica de leitura)

                                               
 O assunto do livro é o estudo introdutório e auxiliar das Sagradas Escrituras, para sua melhor compreensão. É também chamado Isagoge nos cursos superiores de teologia. Este estudo auxilia grandemente a compreensão dos fatos da Bíblia. Um ponto saliente nele é a história da Bíblia mostrando como chegou ela até nós. A necessidade desse estudo é que, sendo a Bíblia um livro divino, veio a nós por canais humanos, tornando-se, assim, divino-humana, como também o é a Palavra Viva - Cristo -, que se tornou também divino-humano (Jo 1.1; Ap 19.13).


Pela Bíblia, Deus fala em linguagem humana, para que o homem possa entendê-lo. Por essa razão, a Bíblia faz alusão a tudo que é terreno e humano. Ela menciona países, montanhas, rios, desertos, mares, climas, solos, estradas, plantas, produtos, minérios, comércio, dinheiro, línguas, raças, usos, costumes, culturas, etc. Isto é, Deus, para fazer-se compreender, vestiu a Bíblia da nossa linguagem, bem como do nosso modo de pensar. Se Deus usasse sua linguagem, ninguém o entenderia. Ele, para revelar-se ao homem, adaptou a Bíblia ao modo humano de perceber as coisas. Destarte, o autor da Bíblia é Deus, mas os escritores foram homens. Na linguagem figurada dos Salmos e das diversas outras partes da Bíblia, Deus mesmo é descrito e age como se fosse homem. A Bíblia chega a esse ponto para que o homem compreenda melhor o que Deus lhe quer dizer. Isto também explica muitas dificuldades e aparentes contradições do texto bíblico.
O ÂMBITO DESTE ASSUNTO é a  A Bibliologia que estuda a Bíblia sob os seguintes pontos de vista: 
1. Observações gerais sobre sua leitura e estudo. 
2. Sua estrutura, considerando sua divisão, classificação dos livros, capítulos, versículos, particularidades e tema central. 
3. A Bíblia considerada como o Livro Divino, isto é, como a Palavra escrita de Deus. 
4. O Cânon sagrado: sua formação e transmissão até nós. 
5. A preservação e tradução do texto da Bíblia. Isto aborda as línguas originais e os manuscritos bíblicos. 
6. Inclui ainda elementos de história geral da Bíblia, inclusive o Período Interbíblico ou Intertestamentário, e de auxílios externos no estudo da Bíblia: geografia bíblica, usos e costumes antigos orientais, sistemas de medidas, pesos e moedas; cronologia bíblica geral, história das nações antigas contemporâneas; estudos das personagens e dos livros da Bíblia, e das dificuldades bíblicas.

O monge e o executivo - James Hunter (Dica de leitura)

                                          1011707b2ccfca3e6eb96f7d690c93bf 200x300 O Monge e o Executivo   livro de James Hunter

“O Monge e o Executivo” de James Hunter, foi publicado no Brasil pela Sextante e é um dos primeiros livros sobre liderança que utilizam uma linguagem diferente, não técnica. Talvez seja por isso que está tanto tempo na lista dos mais vendidos.
O livro conta a história de um executivo que, no limite do stress, é inscrito pela sua esposa em um programa para reflexão no monastério conhecido, onde muitos vão se consultar com um ex-presidente de empresa e muito bem-sucedido que largou tudo para virar monge na busca de um novo sentido para sua vida. O autor conseguiu fazer com que o leitor consiga equilibrar fatores racionais e emocionais para tomar decisões administrativas, além da relevância do relacionamento de liderança, respeito e humildade.
Para James Hunter, autor do livro “O Monge e o Executivo”, para ser um verdadeiro líder é aquele que conhece todas as necessidades dos seus subordinados e sabe que para liderar é preciso saber servir, ter responsabilidades, conhecer estímulos para tornar a relação ainda melhor e conhecendo os limites de cada um.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Teologia Elementar - Bancroft (Dica de Leitura)

                                                 


Muitos líderes evangélicos receberão jubilosos este volume teológico saído da pena do Dr. Emery H. Bancroft, ainda que este novo volume seja um compêndio elementar é valioso e importante.

É realmente lamentável que nossos dias não estejam produzindo grandes teólogos. Há negligência nesse significativo campo. A negligência talvez seja devida parcialmente ao fato que especializar-se no terreno da teologia, exige submissão a uma disciplina mental que não oferece atrativo algum em nossa época de excentricidades e debilidades espirituais.

Para que se perceba a necessidade de um reavivamento na teologia é bastante que se leia as obras teológicas de outras épocas e em seguida se leia alguns dos modernos religiosos. Alguns de nossos ensaístas populares, que estão pregando e escrevendo o que consideram sermões, bem poderiam dar atenção à obra elementar do professor Bancroft.

O Dr. A.H. Strong define a teologia como segue: “Teologia é a ciência de Deus e das relações entre Deus e o universo”, como alvo da teologia ele apresenta ”a averiguação dos fatos concernentes a Deus e às relações entre Deus e o universo, bem como partes componentes de um sistema formulado e orgânico de verdade”.

Aqui vamos a importância e o valor do Estudo da teologia. No presente volume o autor teve em mente a necessidade dos alunos de Institutos Bíblicos e daquele grande número de obreiros cristãos que estão a ensinar nas classes de Escola Dominical.

Sem contar o valor do conhecimento adquirido, o estudo deste assunto contribui para o desenvolvimento mental. A habilidade de pensar com clareza e de apresentar a verdade de maneira lógica é o resultado que geralmente se segue ao estudo diligente da teologia.