Um convite para repensarmos os nossos relacionamentos com Deus, com as pessoas e com a vida...
sexta-feira, 29 de junho de 2012
O monge e o executivo - James Hunter (Dica de leitura)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Teologia Elementar - Bancroft (Dica de Leitura)
Muitos líderes evangélicos receberão jubilosos este volume teológico saído da pena do Dr. Emery H. Bancroft, ainda que este novo volume seja um compêndio elementar é valioso e importante.
É realmente lamentável que nossos dias não estejam produzindo grandes teólogos. Há negligência nesse significativo campo. A negligência talvez seja devida parcialmente ao fato que especializar-se no terreno da teologia, exige submissão a uma disciplina mental que não oferece atrativo algum em nossa época de excentricidades e debilidades espirituais.
Para que se perceba a necessidade de um reavivamento na teologia é bastante que se leia as obras teológicas de outras épocas e em seguida se leia alguns dos modernos religiosos. Alguns de nossos ensaístas populares, que estão pregando e escrevendo o que consideram sermões, bem poderiam dar atenção à obra elementar do professor Bancroft.
O Dr. A.H. Strong define a teologia como segue: “Teologia é a ciência de Deus e das relações entre Deus e o universo”, como alvo da teologia ele apresenta ”a averiguação dos fatos concernentes a Deus e às relações entre Deus e o universo, bem como partes componentes de um sistema formulado e orgânico de verdade”.
Aqui vamos a importância e o valor do Estudo da teologia. No presente volume o autor teve em mente a necessidade dos alunos de Institutos Bíblicos e daquele grande número de obreiros cristãos que estão a ensinar nas classes de Escola Dominical.
Sem contar o valor do conhecimento adquirido, o estudo deste assunto contribui para o desenvolvimento mental. A habilidade de pensar com clareza e de apresentar a verdade de maneira lógica é o resultado que geralmente se segue ao estudo diligente da teologia.
Redes e aquários: repensando os nossos relacionamentos interpessoais
(Por João Pereira Coutinho)
Há um novo crime na praça. E eu sou culpado aos olhos de amigos,
colegas, até leitores. Não respondo a e-mails de imediato. Só passados alguns
minutos -ou algumas horas.
Defendo-me como posso. Digo, a sério, que só consulto a internet
duas vezes por dia -ao acordar e ao deitar. Questão de higiene -mental.
Curiosamente, quase sempre estou a escovar os dentes.
Ninguém acredita. E, quem acredita, diz que isso não é desculpa:
existem uns celulares que recebem e-mails em tempo real e permitem respostas em
tempo real.
Agradeço a informação, mas não era preciso: eu próprio já recebi
e-mails do gênero, que terminam com a declaração solene “esta mensagem foi
enviada por iPhone”.
Nunca sei que responder: mostrar-me abismado com a proeza e
aplaudir a grande honra que o sujeito me concedeu?
Às vezes, há situações bizarras. Alguém envia um e-mail. Minutos
depois, envia outro, só para perguntar se eu recebi o primeiro. Duas ou três
horas depois, vem mais um -dessa vez, uma repetição do inicial, para o caso de
eu não ter lido.
Essa comunicação unilateral termina com um quarto ou um quinto,
em que sou acusado das maiores baixezas (indiferença, preguiça, hostilidade
etc.).
Em poucas horas, alguém iniciou e terminou uma comunicação
comigo sem que eu jamais estivesse presente para dizer “presente!”. Que se
passa com o mundo?
Os especialistas no assunto, psicólogos e sociólogos que
pesquisam os paradoxos da internet, afirmam que estamos cada vez mais ligados e
exigimos respostas cada vez mais rápidas uns dos outros. Certo, especialistas
do óbvio, certíssimo.
A questão, porém, deve ser outra: que tipo de gente a internet
está a produzir no século 21?
Foi precisamente essa pergunta que o escritor Stephen Marche
formulou em artigo para a revista “The Atlantic” (“Is Facebook Making Us
Lonely?”). As conclusões não são otimistas: estamos todos ligados, mas essa
sensação de contato permanente não significa que o nosso isolamento (e a nossa
solidão) decresceu.
O Facebook é, inevitavelmente, um caso clássico: que significa
esse imenso continente virtual onde “existem” 845 milhões de pessoas, onde se
publicam bilhões de comentários diários e onde se postam 750 milhões de fotos
por semana?
Stephen Marche não faz parte dos luditas modernos para quem o
Facebook é a “bête noir” da civilização ocidental. A resposta dele, depois de
ler os últimos estudos sobre o fenômeno, é de uma sensatez que arrepia: a
internet é um meio, não um fim. O que somos como seres sociais depende da forma
como usamos as redes sociais.
Que o mesmo é dizer: quem usa o Facebook para substituir a
realidade não aumenta o seu “capital social”. Pelo contrário, pode mesmo sentir
o isolamento típico de um peixe que contempla o mundo através do vidro do
aquário. Paralisante. Angustiante.
No artigo, o autor cita um neurocientista da Universidade de
Chicago, John Cacioppo, que oferece uma metáfora ainda melhor: podemos usar o
carro para ir ao encontro de amigos; ou podemos dirigir sozinhos pelas ruas da
cidade. O mesmo carro, duas atitudes distintas.
A internet, e as redes sociais que ela comporta, é apenas um
instrumento para, não um substituto de. O desafio, leitor, não está em quebrar
o aquário. Está em sair dele de vez em quando.
Sair. Desligar. Não estar disponível. Ou, como escreve Stephen
Marche, “termos a oportunidade de nos esquecermos de nós próprios”.
Eis, no fundo, a observação mais luminosa do ensaio: a nossa
constante disponibilidade para os outros é apenas uma manifestação mais
profunda do nosso insuportável narcisismo. E o narcisismo, como sempre, nasce
de uma insegurança que procuramos preencher com o culto doentio do ego.
Pensamos que somos tão imprescindíveis que temos de estar
presentes 24 horas por dia na vida alheia. E vice-versa: pensamos que somos tão
importantes que os outros têm de estar permanentemente disponíveis para nós.
Lamento, amigos. Lamento, colegas. Lamento, leitor. Os meus
silêncios não têm nada de pessoal. Nem eu nem você somos assim tão importantes.
[Fonte: Folha de S.Paulo,
Ilustrada, 24 de abril de 2012.]
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Trunfando sobre a amargura nos nossos relacionamentos
Tendo cuidado de que ninguém se prive
da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e
por ela muitos se contaminem.
(Hb 12. 15)
Poucas emoções destroem tanto os
relacionamentos interpessoais, como a amargura.
Quando estamos amargurados as palavras
que jorram de nossa boca são ácidas, ferem como espada, queimam como fogo e
afastam as pessoas de nós e nós das pessoas, afinal quem quer ficar perto de
alguém que só destila fél? Quem quer dialogar com alguém que se acha a pior
pessoa do universo ou imagina que todos estão contra ela? Quem quer estar
próximo de uma pessoa que só coloca para baixo os que se aproximam?
Quando nasce em nossos corações a raiz
de amargura, ela contamina cada área de nosso ser.
Nem uma região de nossa alma e coração
escapa. Um dia ou outro todos se amarguram por causa das coisas ruins da vida,
mas a advertência bíblica é contra algo mais profundo, algo que chega a ter
raiz e está muito bem arraigada no solo do coração.
Geralmente a raiz de amargura é fruto
ou consequência de sentimentos mal resolvidos.
Sentimentos como o de frustração,
quando as coisas não acontecem da forma que a gente gostaria que acontecesse é
também fruto de não liberar perdão para alguém; é ainda fruto de nos acharmos
inferiores a outras pessoas ou incapacitados de reverter quadros desagradáveis
em nossas vidas ou vencer desafios que para nós parecem impossíveis.
Mas existe um antídoto contra este mal.
A bíblia chama de "graça de Deus".
Quando o ser humano esquece que é
favorecido por Deus em inúmeras ocasiões, ele começa ficar assim,amargurado,
mas ao perceber os privilégios que tem, algo bom se instala dentro de seu ser,
a gratidão como fruto da graça recebida.Todos na vida enfrentam dificuldades,
desgostos, rejeições e até o ódio gratuito de alguém, mas a vida não é só feita
de coisas ruins e o mal do amargurado é que seus olhos foram contaminados pelo
vírus do pessimismo e agora com este vírus incubado em seu ser, sua visão fica
míope, fica torta, já não enxerga o bem que as pessoas lhe fazem, as alegrias
que a vida proporciona a quem tem um olhar mais direcionado as situações boas e
agradáveis e a tudo de benéfico que a vida trás. A graça de Deus é um remédio
eficiente e eficaz contra a amargura, ver a vida com os olhos da graça é ver as
dádivas que Deus nos concede todos os dias, tais como o sol que nos ilumina e
dá vida, a chuva que cai sobre os bons e os maus, os amigos que nos querem bem
sem segundas intenções, a salvação revelada em Jesus Cristo, a presença
do Espírito Consolador, o pôr do sol que é uma das paisagens mais lindas que
existe no universo, o sorriso de uma criança, o abraço de um irmão, o dia de
vida chamado hoje, enfim temos muito o que reclamar e nos amargurar se quisermos
mas todavia temos muito, muito mais a agradecer e salmodiar a Deus pelos seus
benefícios, impedindo que a raiz de amargura se instale em nosso ser, em nossa
alma e por fim contamine quem está mais próximo de nós e que nós tanto amamos.
mude o foco, da desilusão para a esperança, mude o foco da incredulidade para a
fé, mude o foco do pessimismo para o otimismo, nesta vida nós não estamos sós
há um Deus, há um Pai cuidando de nós, nos observando bem de pertinho,
passe a mão no rosto e enxugue seu pranto, levante sua cabeça, saia deste
isolamento social e apareça para a vida, você tem algo a contribuir com a
humanidade que é só teu, deixe escorrer de seu interior esta água que outros
ainda não beberam dela, seu ressentimento pode até ser razoável, porém sua
alegria será muito mais e trará mais benefícios para você e para quem se
relacionar contigo.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Esperança - Rabindranath Tagore
"Senhor!Dá-me a esperança, leva de mim a tristeza e não a entrega a ninguém.
Senhor! Planta em meu coração a sementeira do amor e arranca de minha alma as rugas do ódio.
Ajuda-me a transformar meus rivais em companheiros, meus companheiros em entes queridos.
Dá-me a razão para vencer minhas ilusões.
Deus! Conceda-me a força para dominar meus desejos.
Fortifica meu olhar para que veja os defeitos de minha alma e venda meus olhos para que eu não cometa os defeitos alheios.
Dá-me o sabor de saber perdoar e afasta de mim os desejos de vingança.
Ajuda-me a fazer feliz o maior número de possível de seres humanos, para ampliar seus dias risonhos e diminuir suas noites tristonhas.
Não me deixe ser um cordeiro perante os fortes e nem um leão diante dos fracos.
Imprime em meu coração a tolerância e o perdão e afasta de minha alma o orgulho e a presunção.
Deus! Encha meu coração com a divina fé...Faz-me uma mulher realmente justa"
Orgulho Fatal - Richard Dortch (Dica de leitura)
O que leva homens e mulheres comuns a ultrapassarem certos limites, e a abusarem de sua autoridade?
Neste livro o autor compartilha as respostas a esta e outras perguntas através de sua própria experiência.
Determinadas posturas poderão levar você a ser a próxima vítima do orgulho fatal. Livre-se delas antes que seja tarde demais!
Buscar arrogantemente o poder não é atributo espiritual. É sinal de egoísmo e orgulho. Todo aquele que deseja o poder para obter prestígio é traiçoeiro. No esforço de tornar-se imperial, adquire a mentalidade que diz: 'Estou gostando desta liderança. Sei o que é melhor, apenas sigam-me!'.
Apreciam alguns poderosos - leigos, pregadores, empresários, educadores, oficiais do governo ou quem quer que seja - o brilho, a honra e o prestígio da liderança? Têm prazer em chegar ao topo pela escada da adulação? Vêem as pessoas como irmãos e irmãs, e a si mesmos como um de seus companheiros de serviço? Ou estão mais inclinados a manter o rebanho em seu lugar? Trovejam mensagens quanto ao que o trabalho deve ser? Ou guiam alegremente como um pastor?
Quero chamar sua atenção de perdedor financeiro para o simples fato: muitos de nós estamos nadando em dívidas e vivendo um caos conjugal como resultado de nada menos que uma necessidade descontrolada de possuir e acumular coisas. A verdade é que o caos em nosso casamento poderia ter fim se nós simplesmente parássemos de acumular e começássemos a estar satisfeitos com as coisas que já temos".
Nossa atitude com relação às pessoas é, freqüentemente, uma ofensa a Deus e aos que estão se esforçando para servir. Enquanto as pessoas estão quase sempre ansiosas para liderar - liderança santa e inspirada - estamos afundados em nosso 'trabalho'. Quando isso acontece, podemos facilmente nos tornar insensíveis aos sentimentos alheios".
Nesta obra fantástica você receberá uma "vacina" contra o orgulho fatal através de conhecer a experiência de alguém que já foi vítima dele, este é um dos livros mais interessantes sobre o assunto que já li.
A dádiva da dor - Philip Yancey e Paul Brand (Dica de leitura)
Já imaginou um mundo sem dor?
Há dois fatos da vida que perturbam praticamente todas as pessoas, e com os quais quase todo o mundo tem enorme dificuldade de lidar. Um deles é a inexorabilidade da morte; o outro, a inevitabilidade da dor. Por isso, é mais fácil aceitá-la como maldição em vez de bênção.
Fugimos da dor de todas as maneiras possíveis. Viver num mundo sem dor, portanto, parece ser o lugar ideal para a civilização ocidental, acostumada a gastar boa parte de seus orçamentos em remédios para aliviar todo o tipo de dor.
Entretanto, em seus longos anos lidando com pacientes acometidos pela lepra Paul Brand vivenciou a tragédia de viver num mundo sem dor, no qual por total insensibilidade ao toque, homens e mulheres, dia-a-dia, atrofiavam seus membros, numa automutilação sem fim.
Quando ninguém, nem mesmo a classe médica, importava-se com os leprosos, Paul Brand motivado por um forte sentimento de caridade pelos renegados e uma incontrolável paixão científica, decidiu dedicar a sua vida para lidar com aqueles que sofrem por não sentir dor.
Em sua investigação, Dr. Brand traçou o mecanismo da dor no ser humano e mostrou como ela precisa ser melhor compreendida. “Ouça a sua dor. É o seu corpo falando com você”, dizia. Em A dádiva da dor, Yancey nos conta como esse simpático doutor colocou a dor em seu devido lugar – um presente daquele que nos fez para que soubéssemos quando estamos maltratando sua preciosa criação.
Depois que li esta obra mudei a forma de encarar muitas coisas na vida, entre elas algumas dores e sofrimentos.
Sobre os autores:
Paul Brand (1914-2003)
Ortopedista e cirurgião renomado, filho de missionários, o dr. paul Brand passou os primeiros anos de sua vida nas montanhas do sudoeste da Índia, de onde saiu para estudar na Inglaterra. Formado pela Universidade de Londres, voltou à Ásia em 1946, já casado com Margaret, para ensinar no Colégio e Hospital Cristão de Vellore. Neste retorno à Índia, o casal começou a trabalhar na assistência aos chamados “mendigos leprosos”, gente execrada por uma sociedade regida pelo sistema de castas. Foi assim que Brand desenvolveu um tratamento para as deformidades causadas pela doença, bem como uma nova forma de atendimento, mais humanizada.
Palestrante e escritor, recebeu vários prêmios e títulos, inclusive o de Comandante do Império Britânico, concedido pela própria rainha Elizabeth II, em 1961. Escreveu uma centena de textos científicos e sete livros, três deles com Philip Yancey : Adádiva da dor, As maravilhas do corpo (publicado por Edições Vida Nova) e In his image (À sua imagem).
Philip(1949)
Escritor e jornalista, Philip Yancey viveu toda a infância e início da adolescência no ambiente de uma igreja extremamente legalista do sul dos Estados Unidos. Assim, formou a imagem de um Deus legalista, nervoso e pronto para castigar sem misericórdia o menor deslize. Se de um lado as muitas leituras — em sua maioria, seculares — e o início da vida acadêmica conduziram Yancey ao questionamento das estruturas eclesiológicas, por outro pavimentaram o caminho para a descoberta de uma fé e de um relacionamento com Deus verdadeiramente fundamentados na graça.
Autor de sucesso, com mais de 14 milhões de livros vendidos em diversas línguas, Philip Yancey já escreveu para revistas e jornais de prestígio, como Reader's Digest, Saturday Evening Post e Christianity Today. Atualmente, além das atividades editoriais, ministra palestras em vários países, inclusive no Brasil, onde se tornou referência em literatura cristã.
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