Um convite para repensarmos os nossos relacionamentos com Deus, com as pessoas e com a vida...
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Liberdade
Existem
hoje muitas religiões e filosofias que pregam a liberdade, porém o que se
observa é o contrário da liberdade, que pode se manifestar de duas formas:
Este
jeito de viver a vida, de liberdade no Espírito, estava sendo ameaçado nas
igrejas da Galácia na época de Paulo. Ele quando soube disso, tratou de forma
apologética as doutrinas cristãs, demonstrando para os gálatas que não era
necessário aceitar Cristo, recebendo sua graça e acrescentar a guarda de
preceitos, leis e tradições judaicas para ser salvo. Hoje muitas ideologias,
tidas como cristãs ou bíblicas, não passam de mera tradição eclesiástica de
denominações centenárias, que tentam impor aos desavisados seus preceitos
litúrgicos e pressupostos teológicos, como sendo o caminho para Deus,
esquecendo que Jesus Cristo é o caminho perfeito e suficiente para um relacionamento
sadio com o Pai.
A
verdadeira “lei da liberdade” atua sobre nossos pensamentos, atitudes e
reações, nos tornando pessoas mais responsáveis não por medo do castigo eterno
iminente ou remoto, mas devido ao amor de Deus que nos “constrange” em toda a sua
imensidão, que foi derramado em nossos corações, pelo Espírito de Cristo.
Integridade
E o mesmo Deus de paz vos
santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente
conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
(1 Tessalonicenses 5:23)
Este texto me ensina que devo viver uma vida íntegra, ou seja, inteira para Deus. A chamada para ser santo é uma chamada para nos entregarmos ao Pai por inteiro, espírito, alma e corpo. Quando há esta entrega a nossa mente passa por transformações diárias e contínuas, onde o Espírito e a palavra de Deus se incumbem de gerar em nós outro caráter, outra índole, que afetará todas as áreas de nossos relacionamentos. Outra ética, outra moral, outro comportamento norteará as nossas escolhas e decisões.
Graça
Porque pela graça sois salvos,
por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se
glorie;
(Efésios
2:8-9)
Graça é comumente vista como o favor imerecido de Deus, contudo creio que ela é muito mais que isso, é aquela certeza que Deus nos ama e nos quer bem do jeito que somos. Sabendo disto passamos a viver uma vida não firmada em uma tentativa constante de ter um bom desempenho diante do Criador, mas gratos pelo que ele faz por nós sem merecermos. Assim nos libertamos do peso da culpa e somos livres para libertar outras pessoas também. Isto é lógico, não deve nos levar ao abuso de sua graça, nos tornando levianos e irresponsáveis, antes deve nos conduzir á uma caminhada de maior intimidade com o nosso Pai Eterno.
Entendo que a graça é algo para ser experimentado, entendido e compartilhado. Não é justo ser tratado com graça e tratar os outros com a lei dura e exigente. A maior alegria de Deus é quando um pecador recebe a graça divina e não só usufrui dela mas compartilha com os seus semelhantes, liberando perdão, sendo misericordioso com os outros em seus relacionamentos, da mesma forma que o Senhor é com ele.
Amor
Quando falo de amor me refiro a atitudes e não somente a
sentimentos, pois “amor” é um verbo e como tal, aponta para ações e não apenas
para um sentimento que pode existir uma hora e desaparecer na outra. A decisão
de amar, nos leva a tomar atitudes com relação à Deus, ao próximo e à vida que
alteram a forma como lidamos com tudo que vivenciamos.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não
tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de
profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse
toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada
seria.
E ainda que distribuísse toda a
minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para
ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor
não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não
busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga
com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera,
tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo
profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência,
desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em
parte
profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito,
então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como
menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser
homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em
enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então
conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a
esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
(1
Co 13.1-8)
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Parábola da águia e da galinha - Leonardo Boof
Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa.
Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu criei como galinha. Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar ás alturas.
- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu criei como galinha. Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar ás alturas.
- Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia.
E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia.
E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
- Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia.
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
- Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia.
Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre se mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos . Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre se mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos . Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.
Obs: Parábola do livro: “O despertar da águia”, do autor: Leonardo Boff, Editora:Vozes, Petrópolis, RJ, ano: 2004.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Os relacionamentos são muito importantes!
"São os relacionamentos que nos ferem.
Mas são os relacionamentos que Deus usa para nos
curar".
Como vai
seu relacionamento conjugal? Continua alegre, leve e comunicativo ou se tornou
tedioso, cansativo e monótono? Como vai sua comunicação com seus filhos?
Aberta, informal, fluente e descontraída ou se tornou tensa, cheia de gritos e
palavrões? Como vai seu relacionamento com os amigos? Tem encontrado espaço
para desabafar, falar de seus sonhos e desejos, medos e decepções, frustrações
e desencontros ou já não tem mais coragem de desabafar com eles porque a
confiança acabou? Como vai teu convívio com a sua comunidade de fé? Está
emocionante, harmonioso e cheio de desafios, ou ir a igreja se tornou um fardo
quase impossível de carregar? Quando você entra no templo qual a sensação que
te invade? Alegria? Gratidão? Paz? Ou a tristeza, o desânimo e a desilusão
tem sido suas companheiras nos domingos que frequenta a igreja? Como vai sua
vida com Deus? Ainda tem tempo para falar com ele revelar seus sentimentos,
sonhos e frustrações ou Ele não tem mais espaço em sua agenda repleta de
compromissos?
Na vida todos os
nossos relacionamentos passam por altos e baixos. Toda relação tem
períodos fantásticos e épocas sofríveis. Toda associação, parceria, alianças e
pactos, pois é isso que os relacionamentos são, passam por dias tempestuosos e
mares bravios.
Se você tem
dificuldades em seu relacionamento com cônjuge, filhos, amigos, igreja, emprego
e chefes, vizinhos e parentes, Deus, entre outros, bem-vindo ao clube, você não
esta só neste barco, tem mais de seis bilhões de seres humanos passando por
situações semelhantes.
Com o passar do
tempo todo relacionamento, conjugal, fraternal, profissional, eclesiástico,
social, seja lá qual for, enfrentará crises e decepções, frustrações e
desalentos, esfriamentos e indiferenças. Chamamos isto de
"desgastes". É semelhante a uma máquina que trabalha horas a fio e de
repente começa a dar sinais de que existe algum problema, é hora de fazer a
manutenção. É preciso trocar alguma peça, lubrificar outras, trocar o óleo, fazer
reparos técnicos. Geralmente nesta hora algum profissional competente é chamado
e faz duas coisas.
Primeiro é feito o
diagnóstico, onde aponta possíveis problemas, avarias e causas do mau
funcionamento.
Em segundo lugar
ele mostra o prognóstico, apontando soluções cabíveis para trazer saúde técnica
para a máquina em questão.
Nossos
relacionamentos precisam ser observados de perto e frequentemente. É comum
o tempo desgastar até mesmo os relacionamentos mais saudáveis que existem.
Semelhante a uma
máquina, nossos relacionamentos começam a enviar sinais de problemas que
existem ou que se avizinham. Nossa tendência é ignorá-los.
Agimos como se
nada estivesse acontecendo e depois nos deparamos com um divórcio, demissão,
fim de uma amizade, afastamento da nossa comunidade de fé que é a nossa igreja,
as pessoas se afastam de Deus, enfim não atentamos para os sinais que nos
chegam diariamente.
TITANIC O AVISO
O navio
transatlântico Titanic da British White Star Line, foi o maior objeto móvel já
construído pelo homem até então. Media cerca de 273 metros (ou seja, quase
quatro campos de futebol) por 40 metros de largura e uma altura aproximada de
um prédio de 150 andares. Saiu do Porto de Southampton, na Inglaterra, no dia 10
de Abril de 1912 com destino à Nova Iorque, transportando aproximadamente 2.223
pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Às 23h40 do dia 14, colide
com um iceberg e afunda duas horas e meia depois. Foi o desastre marítimo mais
famoso do Século XX e é até hoje. Jack Philips e Harold Bride eram as pessoas
responsáveis de repassar ao comandante do navio mensagens de novidades no mar
como de icebergs que poderiam afundar o navio, contudo ignoraram avisos que
chegaram e acharam que não eram tão importantes, quando o alerta soou já era
tarde demais não dava mais para desviar a grande nau e assim 1.523 pessoas
morreram na tragédia”.(1)
Noto que quando um
relacionamento está desgastado, não conseguimos mais ver as qualidades do
outro, os motivos que uniram as duas partes são esquecidos, o foco já não é
mais nas qualidades que unem, mas nos defeitos que separam, os diálogos que são
usados para construir desaparecem e quando surgem só servem para colocar mais
sal nas feridas. Neste ponto algo tem que ser feito ou então a separação, o fim
do relacionamento, o término da aliança, a quebra do vínculo é iminente.
Tudo o que está
ruim pode melhorar. Mas tudo o que está bom pode piorar.
É preciso repensar
os nossos relacionamentos. Nada sobrevive sem cuidados. Nossos relacionamentos
nunca serão saudáveis se descuidarmos e "deixarmos a vida levá-los".
Ter bons
relacionamentos na vida não é obra do acaso, mas também não é tarefa
impossível. Pois com diligência, esmero e empenho podemos e ter mais
qualidade de vida relacional.
TRÊS TIPOS DE RELACIONAMENTOS
Poucos assuntos são tão
importantes na vida quanto o dos relacionamentos.
Quando falo de
relacionamentos, este tema em minha mente é visto de três ângulos:
Relacionamento com Deus. Acredito piamente que a vida só poderá ser vivida na
sua plenitude, se estivermos bem com Deus.
Durante todas as
escrituras sagradas este assunto é redundante:
Já no Éden, encontramos
Deus se relacionando com Adão, colocando este no jardim que Ele criou e dando
ao primeiro homem a incumbência de cuidar do paraíso, o lavrando e o guardando.
E
tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
(Gn
2.15)
Relacionamento com as
outras pessoas. Ainda no primeiro livro da bíblia, vemos
o primeiro relacionamento entre pessoas desenrolar-se. Adão recebe de Deus um
presente maravilhoso que foi a sua companheira Eva. Enquanto o primeiro homem
dorme um sono profundo, o Criador tira dele uma costela e desta, forma a
primeira mulher.
E disse
o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea
para ele.
Havendo,
pois, o SENHOR Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos
céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão
chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
E Adão
pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas
para o homem não se achava ajudadora idônea.
Então o
SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma
das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
E da
costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. (Gn 2. 18-22)
Inicia-se assim o primeiro
relacionamento familiar e como fruto desta relação conjugal, nascem dois
meninos, o primeiro chamado Caim e o segundo Abel.
E
conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse:
Alcancei do SENHOR um homem.
E deu à
luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da
terra. ( Gn
4.1-2 )
Relacionamento com a
vida. Chamo assim todas as situações e
circunstâncias que a humanidade enfrenta no dia a dia, o trabalho, as
enfermidades, os desafios, as oportunidades, as lutas, as alegrias, as
frustrações, as vitórias, os fracassos, os sonhos, as desilusões, as perdas
materiais, as dores existenciais, as decepções, a morte de entes queridos e até
o fim de sua própria existência.
São os relacionamentos que nos
ferem, contudo são os relacionamentos que Deus usa par nos curar. Esta verdade
eu tenho experimentado ao longo de trinta e sete anos. Quando somos feridos, o
desejo é de se isolar, se afastar das pessoas,
abandonar relacionamentos, o desejo é remoer a dor, guardar
ressentimento, alimentar o desejo de vingança e de justiça.
Porém quando fazemos o
contrário nos entregando em novas amizades, se aproximando de gente, tentando
ser empático, buscando perdoar o ofensor, percebo que Deus começa a transformar
o nosso sofrimento em experiências do passado, começa a usar a nossa dor par
nós curarmos a dor alheia, compreendendo melhor a ferida no coração dos outros
e passamos a ser um
canal de bênçãos nas mãos de
Deus para a cura do próximo, e neste processo Deus também nos cura.
A minha proposta aqui é que
você repense os seus relacionamentos como eu fiz nos últimos meses enquanto
escrevia estes textos.
Pode ser que seus
relacionamentos estejam muito bem ou talvez não. O que afirmo sem
medo de errar é o seguinte: tudo o que está bom pode melhorar. Se você esta
vivendo os melhores dias em seus relacionamentos, parabéns,fico feliz por você,
todavia se tudo vai mal, deixa eu te dizer uma coisa, ainda resta uma
esperança, enquanto estamos vivos é porque a nossa missão ainda não acabou.
Deus tem com certeza uma nova fase para sua vida, o melhor de Deus ainda está
por vir, nem tudo esta perdido, vire a página da sua vida, Deus sempre tem uma
nova oportunidade para nós.
Venha comigo nesta viagem,
vamos repensar os nossos relacionamentos, com Deus, com as pessoas e com a
vida.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Convém que o bispo seja casado - João Pereira de Andrade e Silva (Dica de leitura)
Um encontro, um esbarrão casual, os olhares se cruzam e tudo começa. Um jovem padre se apaixona pela filha mais nova de um rico fazendeiro de sua paróquia. Embora o amor seja correspondido, o casal enfrenta muitas dificuldades, preconceitos, perseguições e até violência...
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